{"id":7243,"date":"2024-08-23T06:13:40","date_gmt":"2024-08-23T05:13:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7243"},"modified":"2024-08-23T06:13:40","modified_gmt":"2024-08-23T05:13:40","slug":"nova-imagem-da-estrela-polar-revela-uma-superficie-manchada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/23\/nova-imagem-da-estrela-polar-revela-uma-superficie-manchada\/","title":{"rendered":"Nova imagem da Estrela Polar revela uma superf\u00edcie manchada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01EVT7SM7ZDZC81VZR32DR8XCM.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/4b\/66\/nm7fiTFM_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os componentes estelares da Polar, vistos pelo Hubble.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, N. Evans (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian) e H. Bond (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores, utilizando a rede CHARA (Center for High Angular Resolution Astronomy) da Universidade do Estado da Ge\u00f3rgia, identificaram novos detalhes acerca do tamanho e aspeto da Estrela Polar (Polaris ou alpha Ursa Minoris). A nova investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O polo norte da Terra aponta para uma dire\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o marcada pela Estrela Polar. Polaris \u00e9 simultaneamente um aux\u00edlio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o e uma estrela not\u00e1vel por direito pr\u00f3prio. \u00c9 o membro mais brilhante de um sistema estelar triplo e \u00e9 uma estrela vari\u00e1vel pulsante. Polaris fica mais brilhante e mais t\u00e9nue periodicamente \u00e0 medida que o di\u00e2metro da estrela cresce e diminui ao longo de um ciclo de quatro dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Estrela Polar \u00e9 uma vari\u00e1vel Cefeida. Os astr\u00f3nomos usam estas estrelas como &#8220;velas padr\u00e3o&#8221; porque o seu verdadeiro brilho depende do seu per\u00edodo de pulsa\u00e7\u00e3o: as estrelas mais brilhantes pulsam mais lentamente do que as estrelas mais fracas. O brilho de uma estrela no c\u00e9u depende do seu brilho real e da sua dist\u00e2ncia. Como sabemos o verdadeiro brilho de uma Cefeida com base no seu per\u00edodo de pulsa\u00e7\u00e3o, os astr\u00f3nomos podem us\u00e1-las para medir as dist\u00e2ncias \u00e0s gal\u00e1xias que as hospedam e para inferir o ritmo de expans\u00e3o do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos liderada por Nancy Evans do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian observou Polaris utilizando o interfer\u00f3metro CHARA de seis telesc\u00f3pios no Monte Wilson, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. O objetivo da investiga\u00e7\u00e3o era mapear a \u00f3rbita da companheira pr\u00f3xima e t\u00e9nue que completa uma transla\u00e7\u00e3o em torno de Polaris a cada 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A pequena separa\u00e7\u00e3o e o grande contraste de brilho entre as duas estrelas torna extremamente dif\u00edcil a resolu\u00e7\u00e3o do sistema bin\u00e1rio durante a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Evans.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rede CHARA combina a luz de seis telesc\u00f3pios que est\u00e3o espalhados pelo topo da montanha no hist\u00f3rico Observat\u00f3rio Monte Wilson. Combinando a luz, o CHARA atuou como um telesc\u00f3pio de 330 metros para detetar a t\u00e9nue companheira quando esta passou perto de Polaris. As observa\u00e7\u00f5es da Estrela Polar foram registadas com a c\u00e2mara MIRC-X, constru\u00edda por astr\u00f3nomos da Universidade de Michigan e da Universidade de Exeter, no Reino Unido. A c\u00e2mara MIRC-X tem a not\u00e1vel capacidade de captar detalhes das superf\u00edcies estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa conseguiu rastrear a \u00f3rbita da companheira pr\u00f3xima e mediu as altera\u00e7\u00f5es no tamanho da Cefeida \u00e0 medida que esta pulsava. O movimento orbital mostrou que Polaris tem uma massa cinco vezes superior \u00e0 do Sol. As imagens de Polaris mostraram que tem um di\u00e2metro 46 vezes superior ao do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior surpresa foi o aspeto da Estrela Polar em imagens de grande plano. As observa\u00e7\u00f5es do CHARA forneceram o primeiro vislumbre da superf\u00edcie de uma vari\u00e1vel Cefeida.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/DJSI6Fmo_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"550\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/DJSI6Fmo_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7244\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/DJSI6Fmo_o.jpg 576w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/DJSI6Fmo_o-300x286.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem a cores falsas da Estrela Polar, pelo CHARA, captada em abril de 2021, que revela grandes manchas brilhantes e escuras na superf\u00edcie. Polaris aparece cerca de 600.000 vezes mais pequena do que a Lua Cheia no c\u00e9u.\nCr\u00e9dito: Universidade do Estado da Ge\u00f3rgia\/CHARA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As imagens do CHARA revelaram grandes manchas brilhantes e escuras na superf\u00edcie de Polaris que mudaram ao longo do tempo&#8221;, disse Gail Schaefer, diretor do interfer\u00f3metro CHARA. A presen\u00e7a de manchas e a rota\u00e7\u00e3o da estrela podem estar ligadas a uma varia\u00e7\u00e3o de 120 dias na velocidade medida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Planeamos continuar a fotografar Polaris no futuro&#8221;, disse John Monnier, professor de astronomia na Universidade de Michigan. &#8220;Esperamos compreender melhor o mecanismo que gera as manchas na superf\u00edcie de Polaris&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas observa\u00e7\u00f5es da Estrela Polar foram feitas e registadas como parte do programa de acesso aberto do CHARA, onde astr\u00f3nomos de todo o mundo podem solicitar tempo atrav\u00e9s do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.gsu.edu\/2024\/08\/20\/new-view-of-north-star-reveals-spotted-surface-new-view-of-north-star-reveals-spotted-surface\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado da Ge\u00f3rgia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad5e7a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.09641\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1055134\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/north-star-polaris-surface-images\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela Polar (ou Polaris):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Polaris\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vari\u00e1veis Cefeidas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cepheid_variable\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/spider.seds.org\/spider\/ScholarX\/variables.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CHARA (Center for High Angular Resolution Astronomy):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.chara.gsu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CHARA_array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.chara.gsu.edu\/instrumentation\/mirc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRC-X (CHARA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Monte Wilson:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mtwilson.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mount_Wilson_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os componentes estelares da Polar, vistos pelo Hubble.Cr\u00e9dito: NASA, ESA, N. 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