{"id":7240,"date":"2024-08-23T06:11:50","date_gmt":"2024-08-23T05:11:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7240"},"modified":"2024-08-23T06:11:51","modified_gmt":"2024-08-23T05:11:51","slug":"identificando-as-origens-dos-meteoritos-marcianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/23\/identificando-as-origens-dos-meteoritos-marcianos\/","title":{"rendered":"Identificando as origens dos meteoritos marcianos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2KkShJOk_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7241\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2KkShJOk_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2KkShJOk_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2KkShJOk_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2KkShJOk_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mosaico do hemisf\u00e9rio Valles Marineris de Marte projetado de modo semelhante \u00e0 que se veria a partir de uma nave espacial.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores identificaram os locais espec\u00edficos de onde a maioria dos cerca de 200 meteoritos marcianos prov\u00e9m. Os meteoritos foram rastreados a cinco crateras de impacto em duas regi\u00f5es vulc\u00e2nicas do Planeta Vermelho, chamadas Tharsis e Elysium. O seu estudo foi publicado recentemente na revista Science Advances.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os meteoritos marcianos chegam \u00e0 Terra quando algo atinge a superf\u00edcie de Marte com for\u00e7a suficiente para que o material seja &#8220;projetado da superf\u00edcie e acelerado suficientemente depressa para escapar \u00e0 gravidade de Marte&#8221;, diz Chris Herd, curador da Cole\u00e7\u00e3o de Meteoritos da Universidade de Alberta e professor na sua Faculdade de Ci\u00eancias. Este material ejetado \u00e9 lan\u00e7ado para o espa\u00e7o, acaba por entrar numa \u00f3rbita \u00e0 volta do Sol e parte eventualmente cai no nosso planeta sob a forma de meteoritos. A colis\u00e3o deixa uma cratera de impacto na superf\u00edcie de Marte. Isto aconteceu 10 vezes na hist\u00f3ria recente de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensamos ter encontrado as crateras de origem de metade dos 10 grupos de meteoritos marcianos&#8221;, diz Herd.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o autor principal do estudo, a compreens\u00e3o melhorada dos cientistas acerca da f\u00edsica de exatamente como as rochas s\u00e3o ejetadas de Marte foi fundamental para esta descoberta. As descobertas deste estudo s\u00e3o um passo para desvendar os mist\u00e9rios de Marte, uma vez que as tentativas anteriores para determinar as fontes exatas dos meteoritos marcianos tiveram um sucesso limitado. &#8220;Agora, podemos agrupar estes meteoritos pela sua hist\u00f3ria comum e pela sua localiza\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie antes de chegarem \u00e0 Terra&#8221;, diz Herd.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais conhecimento sobre como e onde em Marte estes meteoritos tiveram origem d\u00e1-nos uma vis\u00e3o adicional sobre as amostras que j\u00e1 temos na Terra. A capacidade de contextualizar e posicionar estas amostras dentro da geologia marciana pela primeira vez &#8220;permitir\u00e1 a recalibra\u00e7\u00e3o da cronologia de Marte, com implica\u00e7\u00f5es para o tempo, dura\u00e7\u00e3o e natureza de uma vasta gama de grandes eventos ao longo da hist\u00f3ria marciana&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um dos maiores avan\u00e7os aqui \u00e9 ser capaz de modelar o processo de eje\u00e7\u00e3o e, a partir desse processo, ser capaz de determinar o tamanho da cratera ou a gama de tamanhos de crateras que, em \u00faltima an\u00e1lise, poderiam ter ejetado esse grupo particular de meteoritos, ou mesmo um meteorito em particular&#8221;, diz Herd. &#8220;Chamo a isso o elo perdido &#8211; ser capaz de dizer, por exemplo, que as condi\u00e7\u00f5es em que este meteorito foi ejetado foram satisfeitas por um evento de impacto que produziu crateras entre 10 e 30 quil\u00f3metros de di\u00e2metro.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/12\/Ec7uQT5u_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/12\/Ec7uQT5u_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da f\u00edsica envolvida na &#8216;entrega&#8217; de um meteorito marciano \u00e0 Terra.<br>Cr\u00e9dito: Maria Dirks\/Universidade de Alberta<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento sobre a origem dos meteoritos, combinado com os avan\u00e7os da tecnologia, como a dete\u00e7\u00e3o remota, d\u00e1 aos investigadores uma estrutura sobre a qual se podem basear. Herd diz que tamb\u00e9m podemos restringir os potenciais locais em Marte que s\u00e3o a origem de meteoritos que ainda temos de investigar. Para isso, precisamos de certos pormenores sobre quando e como um meteorito foi lan\u00e7ado de Marte e que idade tinha quando cristalizou na superf\u00edcie do planeta, explica Herd.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Permite-nos dizer que, de todas estas crateras potenciais, podemos reduzi-las a 15, e depois, das 15, podemos reduzi-las ainda mais com base em caracter\u00edsticas espec\u00edficas dos meteoritos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Talvez possamos at\u00e9 reconstruir a estratigrafia vulc\u00e2nica, a posi\u00e7\u00e3o de todas estas rochas, antes de terem sido expulsas da superf\u00edcie\u201d. A estratigrafia \u00e9 o registo geol\u00f3gico de um planeta, composto por camadas de rochas sedimentares ou, como neste caso, vulc\u00e2nicas. \u00c9 an\u00e1loga a um livro, onde as camadas de rocha s\u00e3o p\u00e1ginas, e a partir delas os cientistas podem procurar pistas sobre ambientes passados no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando refletimos nisto, \u00e9 realmente espantoso&#8221;, diz Herd. &#8220;\u00c9 o passo mais pr\u00f3ximo que podemos ter sem ir a Marte e apanhar uma rocha&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 forma de confirmar que uma determinada amostra de meteorito encontrada na Terra \u00e9 de facto de Marte, Herd explica que, na d\u00e9cada de 1980, os cientistas descobriram que &#8220;h\u00e1 uma assinatura, uma impress\u00e3o digital da atmosfera marciana, que est\u00e1 presa dentro destas rochas&#8221;. Essa impress\u00e3o digital inclui uma combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de gases aprisionados na rocha que correspondem aos gases da atmosfera de Marte medidos pelos &#8216;landers&#8217; Viking na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com este quadro em posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 prov\u00e1vel que haja mais descobertas a fazer, uma vez que existem v\u00e1rias crateras, no \u00e2mbito do estudo, das quais n\u00e3o foram identificados meteoritos marcianos conhecidos. Embora possa ser porque n\u00e3o ejetaram qualquer material para o espa\u00e7o, Herd diz que h\u00e1 tamb\u00e9m uma possibilidade real de que os meteoritos desses eventos de eje\u00e7\u00e3o espec\u00edficos ainda n\u00e3o tenham chegado \u00e0 Terra, ou ainda n\u00e3o tenham sido encontrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A ideia de pegar num grupo de meteoritos que foram todos lan\u00e7ados ao mesmo tempo e depois fazer estudos espec\u00edficos sobre eles para determinar onde estavam antes de serem ejetados &#8211; para mim, esse \u00e9 o mais excitante pr\u00f3ximo passo&#8221;, diz Herd. &#8220;Isto vai mudar fundamentalmente a forma como estudamos os meteoritos de Marte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ualberta.ca\/en\/folio\/2024\/08\/mapping-martian-meteorites.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Alberta (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.westernu.ca\/2024\/08\/mars-meteorite-origin\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Ont\u00e1rio Ocidental (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20240819-science-and-technology-mapping-red-planets-geologic-timeline-through-impact-craters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adn2378\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SNC_Meteorites\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteoritos marcianos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Geology_of_Mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Geologia de Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mosaico do hemisf\u00e9rio Valles Marineris de Marte projetado de modo semelhante \u00e0 que se veria a partir de uma nave espacial. 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