{"id":7234,"date":"2024-08-20T06:12:40","date_gmt":"2024-08-20T05:12:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7234"},"modified":"2024-08-20T06:12:41","modified_gmt":"2024-08-20T05:12:41","slug":"rastreando-uma-estrela-solitaria-que-atravessa-a-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/20\/rastreando-uma-estrela-solitaria-que-atravessa-a-via-lactea\/","title":{"rendered":"Rastreando uma estrela solit\u00e1ria que atravessa a Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.keckobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BD-black-holes-version-5_00304-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"598\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/hLFbLVA8_o-1024x598.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7235\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/hLFbLVA8_o-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/hLFbLVA8_o-300x175.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/hLFbLVA8_o-768x449.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/hLFbLVA8_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o de artista mostra uma hipot\u00e9tica an\u00e3 branca, \u00e0 esquerda, que explodiu como supernova. O objeto \u00e0 direita \u00e9 CWISE J124909+362116.0, uma estrela ou an\u00e3 castanha ejetada deste sistema como resultado da explos\u00e3o. Este cen\u00e1rio \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o para a origem de J1249+36.\nCr\u00e9dito: Observat\u00f3rio W.M. Keck\/Adam Makarenko<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode parecer que o Sol est\u00e1 parado enquanto os planetas se movem \u00e0 sua volta, mas na verdade o Sol est\u00e1 a orbitar em torno do centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, a uma impressionante velocidade de cerca de 220 quil\u00f3metros por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por muito r\u00e1pido que isso possa parecer, quando se descobriu uma t\u00e9nue estrela vermelha que se movia ainda mais depressa no c\u00e9u, a uma velocidade de cerca de 600 quil\u00f3metros por segundo, os cientistas ficaram atentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta rara velocista estelar \u00e9 a primeira estrela hiperveloz de massa muito baixa j\u00e1 encontrada, gra\u00e7as aos esfor\u00e7os de cientistas cidad\u00e3os e de uma equipa de astr\u00f3nomos dos EUA utilizando v\u00e1rios telesc\u00f3pios, incluindo dois no arquip\u00e9lago do Hawaii &#8211; o Observat\u00f3rio W. M. Keck em Maunakea, na ilha propriamente dita do Hawaii, e o Pan-STARRS do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii, em Haleakal\u0101, na ilha de Maui. Localizada a apenas 400 anos-luz da Terra, \u00e9 a estrela hiperveloz mais pr\u00f3xima do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais notavelmente, esta estrela pode estar numa trajet\u00f3ria invulgar que poder\u00e1 lev\u00e1-la a deixar a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o, liderada pelo professor de astronomia e astrof\u00edsica da Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego, Adam Burgasser, foi recentemente aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal Letters e est\u00e1 dispon\u00edvel em formato de pr\u00e9-impress\u00e3o no site arXiv.org.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela, designada por CWISE J124909+362116.0 (ou &#8220;J1249+36&#8221; para abreviar), foi detetada pela primeira vez por alguns dos mais de 80.000 cidad\u00e3os volunt\u00e1rios que participam no projeto Backyard Worlds: Planet 9, que passam a pente fino enormes quantidades de dados recolhidos nos \u00faltimos 14 anos pela miss\u00e3o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA. Este projeto capitaliza a capacidade agu\u00e7ada dos seres humanos, que est\u00e3o evolutivamente programados para procurar padr\u00f5es e detetar anomalias de uma forma que n\u00e3o \u00e9 igualada pela tecnologia inform\u00e1tica. Os volunt\u00e1rios marcam objetos em movimento em ficheiros de dados e quando um n\u00famero suficiente de volunt\u00e1rios marca o mesmo objeto, os astr\u00f3nomos investigam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J1249+36 destacou-se imediatamente porque se movia a cerca de 0,1% da velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi aqui que a fonte se tornou muito interessante, pois a sua velocidade e trajet\u00f3ria mostraram que estava a mover-se suficientemente depressa para potencialmente escapar \u00e0 Via L\u00e1ctea&#8221;, diz Burgasser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para melhor compreender a natureza deste objeto, Burgasser recorreu ao NIRES (Near-Infrared Echellette Spectrograph) do Observat\u00f3rio Keck e mediu o seu espetro infravermelho. Os dados revelaram que o objeto era uma suban\u00e3 L &#8211; uma classe de estrelas com massas muito baixas e temperaturas mais baixas do que o nosso Sol. As suban\u00e3s representam as estrelas mais antigas da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa comparou os dados do Observat\u00f3rio Keck da composi\u00e7\u00e3o de J1249+36 com um novo conjunto de modelos atmosf\u00e9ricos criados por Roman Gerasimov, ex-aluno da UC San Diego, que trabalhou com Efrain Alvarado III, do LEADS da UC (Universidade da Calif\u00f3rnia), para criar modelos especificamente adaptados ao estudo das suban\u00e3s L.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi emocionante ver que os nossos modelos conseguiram corresponder com precis\u00e3o ao espetro obtido com o NIRES do Keck&#8221;, diz Alvarado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados espetrais, juntamente com os dados de imagem do Pan-STARRS e de v\u00e1rios outros telesc\u00f3pios terrestres, permitiram \u00e0 equipa medir com precis\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o e a velocidade de J1249+36 no espa\u00e7o e assim prever a sua \u00f3rbita atrav\u00e9s da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que \u00e9 que deu um pontap\u00e9 nesta estrela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores focaram-se em dois cen\u00e1rios poss\u00edveis para explicar a trajet\u00f3ria invulgar de J1249+36.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Binary Star System Supernova Explosion\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lUijqBYb83w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro cen\u00e1rio, J1249+36 era originalmente a companheira de baixa massa de uma an\u00e3 branca. As an\u00e3s brancas s\u00e3o os n\u00facleos remanescentes de estrelas que esgotaram o seu combust\u00edvel nuclear e se extinguiram. Quando uma companheira estelar est\u00e1 numa \u00f3rbita muito pr\u00f3xima de uma an\u00e3 branca, pode transferir massa, resultando em explos\u00f5es peri\u00f3dicas chamadas novas. Se a an\u00e3 branca acumular demasiada massa, pode entrar em colapso e explodir como uma supernova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste tipo de supernova, a an\u00e3 branca \u00e9 completamente destru\u00edda, pelo que a sua companheira \u00e9 libertada e voa \u00e0 velocidade orbital a que se movia originalmente, acrescida de um pequeno impulso da explos\u00e3o da supernova&#8221;, diz Burgasser. &#8220;Os nossos c\u00e1lculos mostram que este cen\u00e1rio funciona. No entanto, a an\u00e3 branca j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 e os restos da explos\u00e3o, que provavelmente ocorreu h\u00e1 v\u00e1rios milh\u00f5es de anos, j\u00e1 se dissiparam, pelo que n\u00e3o temos provas definitivas de que \u00e9 esta a sua origem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No segundo cen\u00e1rio, J1249+36 era originalmente um membro de um enxame globular, um enxame de estrelas fortemente ligado, imediatamente reconhec\u00edvel pela sua distinta forma esf\u00e9rica. Prev\u00ea-se que os centros destes enxames contenham buracos negros com uma grande variedade de massas. Estes buracos negros tamb\u00e9m podem formar bin\u00e1rios, e tais sistemas acabam por ser grandes catapultas para quaisquer estrelas que se aproximem demasiado deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando uma estrela encontra um buraco negro bin\u00e1rio, a din\u00e2mica complexa desta intera\u00e7\u00e3o de tr\u00eas corpos pode atirar essa estrela para fora do enxame globular&#8221;, diz Kyle Kremer, novo professor assistente do Departamento de Astronomia e Astrof\u00edsica da Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kremer fez uma s\u00e9rie de simula\u00e7\u00f5es e descobriu que, em raras ocasi\u00f5es, este tipo de intera\u00e7\u00f5es pode expulsar uma suban\u00e3 de baixa massa de um enxame globular, numa trajet\u00f3ria semelhante \u00e0 observada para J1249+36.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Demonstra uma prova de conceito&#8221;, diz Kremer, &#8220;mas n\u00e3o sabemos realmente de que enxame globular vem esta estrela&#8221;. Seguir J1249+36 para tr\u00e1s no tempo coloca-a numa parte muito povoada do c\u00e9u, que pode esconder enxames ainda por descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para determinar se um destes cen\u00e1rios, ou algum outro mecanismo, pode explicar a trajet\u00f3ria de J1249+36, Burgasser disse que a equipa espera olhar mais de perto para a sua composi\u00e7\u00e3o elementar. Por exemplo, quando uma an\u00e3 branca explode, cria elementos pesados que podem ter &#8220;polu\u00eddo&#8221; a atmosfera de J1249+36 quando esta estava a escapar. As estrelas dos enxames globulares e das gal\u00e1xias sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea tamb\u00e9m t\u00eam padr\u00f5es distintos de abund\u00e2ncia de elementos que podem revelar a origem de J1249+36.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos essencialmente \u00e0 procura de uma impress\u00e3o digital qu\u00edmica que permita identificar de que sistema vem esta estrela&#8221;, disse Gerasimov, cujo trabalho de modela\u00e7\u00e3o lhe permitiu medir as abund\u00e2ncias de elementos de estrelas frias em v\u00e1rios enxames globulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quer a r\u00e1pida viagem de J1249+36 se tenha devido a uma supernova, a um encontro casual com um buraco negro bin\u00e1rio ou a qualquer outro cen\u00e1rio, a sua descoberta fornece uma nova oportunidade para os astr\u00f3nomos aprenderem mais sobre a hist\u00f3ria e a din\u00e2mica da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hawai\u02bbi telescopes investigate newly-discovered hypervelocity star\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/996822241?h=be437980f8&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"470\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.keckobservatory.org\/cwise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio W. M. Keck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/get-involved\/citizen-science\/nasa-citizen-scientists-spot-object-moving-1-million-miles-per-hour\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/today.ucsd.edu\/story\/speedy-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.08578\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/dwarf-star-caught-speeding-could-escape-the-galaxy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hypervelocity-star-milky-way-black-hole-white-dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/ancient-star-seen-zooming-through-space-at-600-kilometers-per-second\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceAlert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/06\/240610171015.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-08-tracking-newly-hypervelocity-star-citizen.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2024\/08\/16\/meet-the-weird-hypervelocity-star-racing-at-a-million-miles-per-hour\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2024\/08\/15\/stargazers-discover-million-mph-object\/1901723765551\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/citizen-scientists-spot-weird-object-careening-across-the-cosmos-at-ludicrous-speeds-2000487675\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/noticias\/ciencia\/artigos\/objeto-misterioso-foge-da-via-lactea-a-16-milhoes-de-km-h-desafiando-dinamica-galactica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Suban\u00e3s L:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Subdwarf#Subdwarfs_of_type_L,_T_and_Y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas hipervelozes:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_kinematics#Hypervelocity_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www2.keck.hawaii.edu\/inst\/nires\/#:~:text=NIRES%20(Near-Infrared%20Echellette%20Spectrometer,near-infrared%20(K').\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRES<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www2.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WISE (ou NEOWISE):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/neowise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/neowise.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projeto Backyard Worlds: Planet 9:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.zooniverse.org\/projects\/marckuchner\/backyard-worlds-planet-9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zooniverse<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta impress\u00e3o de artista mostra uma hipot\u00e9tica an\u00e3 branca, \u00e0 esquerda, que explodiu como supernova. 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