{"id":7215,"date":"2024-08-13T06:14:09","date_gmt":"2024-08-13T05:14:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7215"},"modified":"2024-08-13T06:14:10","modified_gmt":"2024-08-13T05:14:10","slug":"estudo-revela-como-as-estrelas-binarias-mudam-a-sua-danca-estelar-com-a-idade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/13\/estudo-revela-como-as-estrelas-binarias-mudam-a-sua-danca-estelar-com-a-idade\/","title":{"rendered":"Estudo revela como as estrelas bin\u00e1rias mudam a sua dan\u00e7a estelar com a idade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"598\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o-1024x598.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7216\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o-300x175.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o-768x449.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IfhcKNC2_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica de um sistema estelar bin\u00e1rio.\nCr\u00e9dito: Casey Reed, NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma investiga\u00e7\u00e3o realizada pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) descobriu que, em sistemas bin\u00e1rios, as estrelas que evoluem para gigantes vermelhas alteram a forma como giram com as suas companheiras, tornando as suas \u00f3rbitas mais circulares. O resultado foi obtido ap\u00f3s o estudo de cerca de 1000 estrelas oscilantes de tipo solar em sistemas bin\u00e1rios, o maior n\u00famero de objetos deste tipo at\u00e9 \u00e0 data. Para a sua identifica\u00e7\u00e3o, foram explorados o terceiro cat\u00e1logo de dados Gaia (Gaia-DR3) e os cat\u00e1logos Kepler e TESS da NASA. O estudo foi publicado na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas bin\u00e1rias, sistemas compostos por duas estrelas ligadas gravitacionalmente, s\u00e3o tesouros para a astrof\u00edsica estelar. As duas estrelas do sistema nasceram juntas da mesma nuvem interestelar e, por isso, t\u00eam a mesma idade, composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e dist\u00e2ncia. Isto significa que podemos derivar as suas propriedades fundamentais, como a massa e a idade, com grande certeza e testar o nosso conhecimento da f\u00edsica estelar. O estudo das intera\u00e7\u00f5es estrela-estrela em tais sistemas \u00e9 outro aspeto da astrof\u00edsica que nos ajuda a compreender melhor a intera\u00e7\u00e3o entre os planetas e a sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma t\u00e9cnica poderosa para estudar as estrelas em tais sistemas \u00e9 chamada asterossismologia. Tal como utilizamos a sismologia da Terra para compreender melhor a estrutura interna do nosso pr\u00f3prio planeta, a asterossismologia permite-nos inferir a estrutura interna e a din\u00e2mica das estrelas atrav\u00e9s do estudo das varia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas de brilho causadas pelas oscila\u00e7\u00f5es estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se um ou ambos os componentes do sistema mostrarem sinais de vibra\u00e7\u00f5es ou oscila\u00e7\u00f5es estelares, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obter uma imagem abrangente da estrutura e evolu\u00e7\u00e3o estelares a partir da infer\u00eancia destas oscila\u00e7\u00f5es. Mas encontrar estrelas oscilantes como o nosso Sol, em sistemas bin\u00e1rios, tem sido tradicionalmente como procurar uma agulha num palheiro. Neste campo, a miss\u00e3o Kepler da NASA foi a mais prol\u00edfica, identificando cerca de 100 sistemas deste tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, um estudo liderado por Paul Beck, investigador do IAC, recentemente publicado na revista Astronomy &amp; Astrophysics, explorou o cat\u00e1logo Gaia DR3 e os cat\u00e1logos Kepler e TESS da NASA e identificou cerca de 1000 adicionais osciladores solares em sistemas bin\u00e1rios, um aumento consider\u00e1vel da amostra conhecida. Gra\u00e7as a esta nova &#8220;colheita&#8221;, a equipa conseguiu corroborar uma teoria sobre a evolu\u00e7\u00e3o de estrelas bin\u00e1rias para a qual ainda n\u00e3o existiam evid\u00eancias observacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dan\u00e7as menos exc\u00eantricas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando estrelas como o Sol envelhecem, est\u00e3o sujeitas a mudan\u00e7as dram\u00e1ticas. Quando o Sol tiver esgotado o hidrog\u00e9nio do seu n\u00facleo, transformar-se-\u00e1 numa estrela gigante vermelha, expandindo as suas camadas exteriores dezenas a centenas de vezes o atual raio solar. Consequentemente, se as estrelas de um sistema bin\u00e1rio estiverem suficientemente pr\u00f3ximas, estas altera\u00e7\u00f5es de tamanho afetar\u00e3o presumivelmente a dan\u00e7a das duas companheiras estelares, que come\u00e7ar\u00e3o a interagir atrav\u00e9s das mar\u00e9s. Ao longo do tempo, as mar\u00e9s reduzem a excentricidade das \u00f3rbitas de um sistema, tornando-as cada vez mais circulares.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0c\/68\/KAMCrqLG_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0c\/68\/KAMCrqLG_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Per\u00edodos orbitais e excentricidades de sistemas bin\u00e1rios. O c\u00f3digo de cores indica o est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o (idade) da componente brilhante do sistema, inferido atrav\u00e9s da an\u00e1lise de &#8220;sismos estelares&#8221; ou asterossismologia. Sequ\u00eancia principal e subgigantes (MS+SG), ramo gigante vermelha (RGB) e estrelas secund\u00e1rias do ramo vermelho (RC+2RC) indicam respetivamente as estrelas &#8220;jovens&#8221;, &#8220;velhas&#8221; e &#8220;muito velhas&#8221;. O mapa de cores de fundo representa a distribui\u00e7\u00e3o das ~4000 estrelas bin\u00e1rias bem estudadas a partir de espetroscopia terrestre (cat\u00e1logo SB9), sendo que as regi\u00f5es brancas assinalam regi\u00f5es bem povoadas do espa\u00e7o de par\u00e2metros. A linha tracejada vertical branca representa a base temporal de 1034 dias do Gaia DR3.<br>Cr\u00e9dito: figura adaptada do artigo cient\u00edfico de Beck et al. 2024, A&amp;A<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Da teoria, esperamos uma tend\u00eancia na diminui\u00e7\u00e3o das excentricidades com o avan\u00e7o da evolu\u00e7\u00e3o estelar. No entanto, como \u00e9 dif\u00edcil separar estrelas em diferentes fases da sua evolu\u00e7\u00e3o, esta tend\u00eancia ainda n\u00e3o tinha sido detetada observacionalmente&#8221;, explica Beck. Usando t\u00e9cnicas asteross\u00edsmicas para distinguir entre gigantes vermelhas menos e mais evolu\u00eddas, Beck e colaboradores demonstram que, de facto, as gigantes mais evolu\u00eddas encontram-se em \u00f3rbitas com excentricidades mais baixas. Estes s\u00e3o os efeitos acumulados da intera\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 otimista em rela\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7amento do pr\u00f3ximo cat\u00e1logo de dados Gaia (Gaia DR4) e \u00e0 futura miss\u00e3o PLATO da ESA. A PLATO fornecer\u00e1 dados para estudar muitas mais estrelas oscilantes, sistemas bin\u00e1rios e estrelas que albergam exoplanetas. &#8220;Com o Gaia DR4 e o PLATO, ser\u00e3o criados conjuntos de dados ainda maiores, que s\u00e3o ingredientes essenciais para estudos mais aprofundados da coevolu\u00e7\u00e3o das estrelas e dos sistemas bin\u00e1rios que as acolhem. Um conjunto de dados t\u00e3o rico permitir-nos-\u00e1 compreender melhor a intera\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s estrela-planeta em sistemas planet\u00e1rios&#8221;, conclui Beck.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tidal evolution history of a binary star system\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AQP_irKGrjw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/study-reveals-how-binary-stars-change-their-stellar-dance-age\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2024\/02\/aa46810-23\/aa46810-23.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2307.10812\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gigante vermelha:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_giant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_evolution#Mid-sized_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterosismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica de um sistema estelar bin\u00e1rio. 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