{"id":7212,"date":"2024-08-09T06:20:52","date_gmt":"2024-08-09T05:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7212"},"modified":"2024-08-09T06:20:52","modified_gmt":"2024-08-09T05:20:52","slug":"uma-estrela-recem-descoberta-pode-fornecer-novos-conhecimentos-sobre-a-evolucao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/09\/uma-estrela-recem-descoberta-pode-fornecer-novos-conhecimentos-sobre-a-evolucao-estelar\/","title":{"rendered":"Uma estrela rec\u00e9m-descoberta pode fornecer novos conhecimentos sobre a evolu\u00e7\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7213\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-300x199.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-768x510.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/4sEYxpZh_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de uma estrela gigante vermelha.\nCr\u00e9dito: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal, liderado pela professora assistente de astronomia Rana Ezzedine e pelo estudante Jeremy Kowkabany, ambos da Universidade da Fl\u00f3rida, EUA, juntamente com colaboradores, relata a descoberta de uma estrela que desafia a compreens\u00e3o dos astr\u00f3nomos no que toca \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das estrelas e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos elementos qu\u00edmicos, e pode sugerir uma nova fase no seu ciclo de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 amplamente aceite que, \u00e0 medida que as estrelas queimam o seu combust\u00edvel nuclear, perdem elementos mais leves como o l\u00edtio em troca de elementos mais pesados como o carbono e o oxig\u00e9nio, mas uma an\u00e1lise desta nova estrela revelou que n\u00e3o s\u00f3 o seu teor de l\u00edtio era elevado para a sua idade, como era superior ao n\u00edvel normal para qualquer estrela em qualquer idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta estrela, denominada J0524-0336 com base nas suas coordenadas no espa\u00e7o, foi descoberta recentemente por Ezzeddine no \u00e2mbito de um outro estudo que utilizou um levantamento para procurar estrelas mais velhas na Via L\u00e1ctea. \u00c9 uma estrela evolu\u00edda, o que significa que est\u00e1 na fase final da sua &#8220;vida&#8221; e est\u00e1 a come\u00e7ar a ficar inst\u00e1vel. Isto tamb\u00e9m significa que \u00e9 muito maior e mais brilhante do que a maioria das outras estrelas do seu tipo, estimando-se que tenha cerca de 30 vezes o tamanho do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para medir a composi\u00e7\u00e3o elementar de J0524-0336, a equipa de Ezzeddine usou um m\u00e9todo chamado espetroscopia. Um espetr\u00f3grafo fixa-se a um telesc\u00f3pio e filtra a luz da estrela nos seus arco-\u00edris constituintes. As bandas escuras neste espetro podem ser usadas para determinar a quantidade de um elemento que constitui a estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que J0524-0336 cont\u00e9m 100.000 vezes mais l\u00edtio do que o Sol na sua idade atual&#8221;, disse Ezzeddine. &#8220;Esta quantidade desafia os modelos dominantes de como as estrelas evoluem e pode sugerir um mecanismo previamente desconhecido para a produ\u00e7\u00e3o ou reten\u00e7\u00e3o de l\u00edtio nas estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa apresentou algumas potenciais hip\u00f3teses para explicar o elevado teor de l\u00edtio de J0524-0336. Pode estar numa fase ainda n\u00e3o observada do ciclo evolutivo das estrelas, ou pode ter ganho o elemento atrav\u00e9s de uma intera\u00e7\u00e3o recente com outro corpo celeste. Foi teorizado que estrelas t\u00e3o antigas e t\u00e3o grandes como esta absorvem planetas pr\u00f3ximos e estrelas vizinhas \u00e0 medida que envelhecem, pelo que J0524-0336 pode simplesmente ter capturado outro corpo rico em l\u00edtio e n\u00e3o ter tido oportunidade de fundir a mat\u00e9ria. Ezzeddine pensa que, com a quantidade de l\u00edtio encontrada em J0524-0336, \u00e9 prov\u00e1vel que tenha havido contribui\u00e7\u00f5es de ambas as hip\u00f3teses, mas \u00e9 necess\u00e1rio mais trabalho para chegar a conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ezzeddine, Kowkabany e seus colaboradores planeiam realizar mais estudos sobre J0524-0336. Esperam usar um programa de monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para seguir as mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o da estrela ao longo do tempo e observar diferentes comprimentos de onda, tais como luz infravermelha e ondas de r\u00e1dio, para ver se algum material est\u00e1 a ser ejetado da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se encontrarmos uma acumula\u00e7\u00e3o de poeira no disco circunstelar da estrela, ou o anel de detritos e materiais que s\u00e3o ejetados da estrela, isso indicaria claramente um evento de perda de massa, tal como uma intera\u00e7\u00e3o estelar&#8221;, explicou Ezzeddine. &#8220;Se n\u00e3o observarmos esse disco, podemos concluir que o enriquecimento de l\u00edtio se deve a um processo, ainda por descobrir, que ocorre no interior da estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.clas.ufl.edu\/newly-discovered-star-could-provide-new-insights-into-the-evolution-of-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Fl\u00f3rida (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2209.02184\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gigante vermelha:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_giant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_evolution#Mid-sized_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de uma estrela gigante vermelha. 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