{"id":7197,"date":"2024-08-06T06:16:47","date_gmt":"2024-08-06T05:16:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7197"},"modified":"2024-08-06T06:16:48","modified_gmt":"2024-08-06T05:16:48","slug":"a-chave-para-a-rapida-formacao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/06\/a-chave-para-a-rapida-formacao-planetaria\/","title":{"rendered":"A chave para a r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cms-cdn.lmu.de\/media\/newsroom-content-hub\/planetarydisc_final_lmu_thomaszankl_crushedeyesmedia_flex_gr_format_l.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/pp9yDZp0_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7198\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/pp9yDZp0_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/pp9yDZp0_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/pp9yDZp0_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/pp9yDZp0_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de um modelo que mostra como gigantes gasosos como J\u00fapiter, Saturno ou \u00darano poderiam tamb\u00e9m formar-se rapidamente no Sistema Solar a partir da poeira de um disco protoplanet\u00e1rio e depois lan\u00e7ar poeira para \u00e1reas fora da sua \u00f3rbita.\nCr\u00e9dito: Thomas Zankl\/crushedeyesmedia\/LMU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores da LMU (Ludwig-Maximilians-Universit\u00e4t M\u00fcnchen) desenvolveu um novo modelo para explicar a forma\u00e7\u00e3o de planetas gigantes, como J\u00fapiter, que fornece uma vis\u00e3o mais profunda dos processos de forma\u00e7\u00e3o e pode expandir a nossa compreens\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso Sistema Solar \u00e9 a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica imediata. Conhecemo-lo bem: o Sol no centro; depois os planetas rochosos Merc\u00fario, V\u00e9nus, Terra e Marte; e depois a cintura de asteroides; seguidos pelos gigantes gasosos J\u00fapiter e Saturno; depois os gigantes gelados \u00darano e Neptuno; e finalmente a cintura de Kuiper com os seus cometas. Mas at\u00e9 que ponto conhecemos realmente o nosso lar? As teorias anteriores partiam do princ\u00edpio de que os planetas gigantes se formavam por colis\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de corpos celestes semelhantes a asteroides, os chamados planetesimais, e pela subsequente acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s ao longo de milh\u00f5es de anos. No entanto, estes modelos n\u00e3o explicam nem a exist\u00eancia de gigantes gasosos localizados longe das suas estrelas, nem a forma\u00e7\u00e3o de \u00darano e Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Do gr\u00e3o de poeira ao planeta gigante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu novo modelo, os astrof\u00edsicos do ORIGINS Excellence Cluster, da LMU e da Sociedade Max Planck t\u00eam em conta, pela primeira vez, todos os processos que s\u00e3o decisivos para a forma\u00e7\u00e3o dos planetas. &#8220;\u00c9 a primeira vez que uma simula\u00e7\u00e3o tra\u00e7a o processo pelo qual poeiras finas se transformam em planetas gigantes&#8221;, observa Tommy Chi Ho Lau, autor principal do estudo e candidato a doutoramento na LMU.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o seu modelo, os investigadores demonstram como as part\u00edculas de poeira de tamanho milim\u00e9trico se acumulam aerodinamicamente no disco de g\u00e1s turbulento e como esta perturba\u00e7\u00e3o inicial no disco aprisiona a poeira e a impede de desaparecer na dire\u00e7\u00e3o da estrela. Esta acumula\u00e7\u00e3o torna o crescimento dos planetas muito eficiente, uma vez que, de repente, h\u00e1 muito &#8220;material de constru\u00e7\u00e3o&#8221; dispon\u00edvel numa \u00e1rea compacta e est\u00e3o reunidas as condi\u00e7\u00f5es adequadas para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando um planeta se torna suficientemente grande para influenciar o disco de g\u00e1s, isto leva a um enriquecimento renovado da poeira mais longe no disco&#8221;, explica Til Birnstiel, professor de astrof\u00edsica te\u00f3rica na LMU e membro do ORIGINS Excellence Cluster. &#8220;No processo, o planeta empurra a poeira &#8211; como um c\u00e3o pastor perseguindo o seu rebanho &#8211; para a \u00e1rea fora da sua pr\u00f3pria \u00f3rbita.&#8221; O processo come\u00e7a de novo, de dentro para fora, e outro planeta gigante pode formar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Variedade de gigantes gasosos no nosso e noutros sistemas solares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso Sistema Solar, os gigantes gasosos est\u00e3o situados a uma dist\u00e2ncia de cerca de 5 unidades astron\u00f3micas (UA) (J\u00fapiter) a 30 UA (Neptuno) do Sol. Para compara\u00e7\u00e3o, a Terra est\u00e1 a cerca de 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, o que equivale a 1 UA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo mostra que, noutros sistemas planet\u00e1rios, uma perturba\u00e7\u00e3o pode desencadear o processo a dist\u00e2ncias muito maiores e ainda assim acontecer muito rapidamente. Tais sistemas t\u00eam sido observados frequentemente nos \u00faltimos anos pelo ALMA, que encontrou gigantes gasosos em discos jovens a uma dist\u00e2ncia superior a 200 UA. No entanto, o modelo tamb\u00e9m explica porque \u00e9 que o nosso Sistema Solar aparentemente deixou de formar planetas adicionais depois de Neptuno: o material de constru\u00e7\u00e3o simplesmente se esgotou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados do estudo coincidem com observa\u00e7\u00f5es de sistemas planet\u00e1rios jovens que t\u00eam subestruturas pronunciadas nos seus discos. Estas subestruturas desempenham um papel decisivo na forma\u00e7\u00e3o dos planetas. O estudo indica que a forma\u00e7\u00e3o de planetas gigantes e gigantes gasosos se processa com maior efici\u00eancia e rapidez do que se supunha anteriormente. Estes novos conhecimentos poder\u00e3o refinar a nossa compreens\u00e3o da origem e desenvolvimento dos planetas gigantes do nosso Sistema Solar e explicar a diversidade dos sistemas planet\u00e1rios observados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.lmu.de\/en\/newsroom\/news-overview\/news\/astrophysics-key-to-rapid-planet-formation.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ LMU (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/22439324\/key-to-rapid-planet-formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Sociedade Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.origins-cluster.de\/en\/news-events\/news\/detail\/key-to-rapid-planet-formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ORIGINS Excellence Cluster (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2024\/08\/aa50464-24\/aa50464-24.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2406.12340\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de um modelo que mostra como gigantes gasosos como J\u00fapiter, Saturno ou \u00darano poderiam tamb\u00e9m formar-se rapidamente no Sistema Solar a partir da poeira de um disco protoplanet\u00e1rio e depois lan\u00e7ar poeira para \u00e1reas fora da sua \u00f3rbita. 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