{"id":7177,"date":"2024-07-30T06:12:49","date_gmt":"2024-07-30T05:12:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7177"},"modified":"2024-07-30T06:12:49","modified_gmt":"2024-07-30T05:12:49","slug":"oxidos-de-carbono-na-lua-de-urano-ariel-sugerem-um-oceano-oculto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/30\/oxidos-de-carbono-na-lua-de-urano-ariel-sugerem-um-oceano-oculto\/","title":{"rendered":"\u00d3xidos de carbono na lua de \u00darano, Ariel, sugerem um oceano oculto"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA01534.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/OdjOtkM6_o-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7178\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/OdjOtkM6_o-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/OdjOtkM6_o-300x168.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/OdjOtkM6_o-768x431.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/OdjOtkM6_o.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mosaico da lua de \u00darano, Ariel, obtido pela c\u00e2mara da Voyager 2 no dia 24 de janeiro de 1986.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A superf\u00edcie da lua de \u00darano, Ariel, est\u00e1 coberta por uma quantidade significativa de di\u00f3xido de carbono gelado, especialmente no hemisf\u00e9rio que est\u00e1 sempre virado para o lado oposto \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do movimento orbital da lua. Este facto \u00e9 surpreendente, porque mesmo nas regi\u00f5es geladas do sistema uraniano &#8211; 20 vezes mais longe do Sol do que a Terra &#8211; o di\u00f3xido de carbono transforma-se rapidamente em g\u00e1s e perde-se para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas t\u00eam teorizado que algo est\u00e1 a fornecer di\u00f3xido de carbono \u00e0 superf\u00edcie de Ariel. Alguns defendem a ideia de que as intera\u00e7\u00f5es entre a superf\u00edcie da lua e as part\u00edculas carregadas na magnetosfera de \u00darano criam di\u00f3xido de carbono atrav\u00e9s de um processo chamado radi\u00f3lise, no qual as mol\u00e9culas s\u00e3o quebradas por radia\u00e7\u00e3o ionizante.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um novo estudo publicado no passado dia 24 de julho na revista The Astrophysical Journal Letters faz pender a balan\u00e7a a favor de uma teoria alternativa &#8211; a de que o di\u00f3xido de carbono e outras mol\u00e9culas est\u00e3o a emergir do interior de Ariel, possivelmente at\u00e9 de um oceano l\u00edquido subsuperficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para recolher espetros qu\u00edmicos da lua e depois comparando-os com espetros de misturas qu\u00edmicas simuladas em laborat\u00f3rio, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o liderada por Richard Cartwright do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland, descobriu que Ariel tem alguns dos dep\u00f3sitos mais ricos em di\u00f3xido de carbono do Sistema Solar, somando uma espessura estimada de 10 mil\u00edmetros ou mais no hemisf\u00e9rio posterior da lua. Entre esses dep\u00f3sitos havia outra descoberta intrigante: os primeiros sinais claros de mon\u00f3xido de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o deveria estar l\u00e1. \u00c9 preciso descer at\u00e9 aos 30 K (-243\u00ba C) para que o mon\u00f3xido de carbono fique est\u00e1vel&#8221;, disse Cartwright. A temperatura da superf\u00edcie de Ariel, entretanto, \u00e9 em m\u00e9dia cerca de 30\u00ba C mais quente. &#8220;O mon\u00f3xido de carbono teria de ser ativamente reabastecido, sem d\u00favida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A radi\u00f3lise pode ainda ser respons\u00e1vel por alguma dessa reposi\u00e7\u00e3o, acrescentou. Experi\u00eancias laboratoriais mostraram que o bombardeamento por radia\u00e7\u00e3o da \u00e1gua gelada misturada com material rico em carbono pode produzir tanto di\u00f3xido de carbono como mon\u00f3xido de carbono. Assim, a radi\u00f3lise pode fornecer uma fonte de reabastecimento e explicar a abund\u00e2ncia de ambas as mol\u00e9culas no hemisf\u00e9rio posterior de Ariel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas permanecem muitas quest\u00f5es sobre a magnetosfera uraniana e sobre a extens\u00e3o das suas intera\u00e7\u00f5es com as outras luas do planeta. Mesmo durante o &#8220;flyby&#8221; da Voyager 2 por \u00darano, h\u00e1 quase 40 anos, os cientistas suspeitavam que essas intera\u00e7\u00f5es poderiam ser limitadas porque o eixo do campo magn\u00e9tico de \u00darano e o plano orbital das suas luas est\u00e3o deslocados um do outro cerca de 58 graus. Modelos recentes confirmam essa previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inv\u00e9s, a maior parte dos \u00f3xidos de carbono pode ser proveniente de processos qu\u00edmicos que aconteceram (ou ainda est\u00e3o a acontecer) num oceano de \u00e1gua por baixo da superf\u00edcie gelada de Ariel, escapando atrav\u00e9s de fendas no exterior gelado da lua ou possivelmente atrav\u00e9s de plumas eruptivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as novas observa\u00e7\u00f5es espetrais sugerem que a superf\u00edcie de Ariel pode tamb\u00e9m albergar minerais de carbonato &#8211; sais que s\u00f3 podem ser produzidos atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua l\u00edquida com as rochas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se a nossa interpreta\u00e7\u00e3o da caracter\u00edstica de carbonato estiver correta, ent\u00e3o \u00e9 um resultado muito importante porque significa que teve de se formar no interior&#8221;, disse Cartwright. &#8220;\u00c9 algo que precisamos absolutamente de confirmar, seja atrav\u00e9s de futuras observa\u00e7\u00f5es, modelagem ou alguma combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a superf\u00edcie de Ariel coberta de desfiladeiros semelhantes a cortes, sulcos entrecruzados e manchas lisas que se pensa serem de erup\u00e7\u00f5es criovulc\u00e2nicas, os investigadores j\u00e1 suspeitavam que a lua foi ou ainda pode ser ativa. Um estudo de 2023 liderado por Ian Cohen, do mesmo laborat\u00f3rio, at\u00e9 sugeriu que Ariel e\/ou a sua lua irm\u00e3, Miranda, podiam estar a emitir material para a magnetosfera de \u00darano, incluindo possivelmente atrav\u00e9s de plumas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todas essas novas perce\u00e7\u00f5es enfatizam o qu\u00e3o atraente \u00e9 o sistema uraniano&#8221;, disse Cohen. &#8220;Quer seja para desvendar as chaves de como o Sistema Solar se formou, para compreender melhor a complexa magnetosfera do planeta ou para determinar se estas luas s\u00e3o potenciais mundos oce\u00e2nicos, muitos de n\u00f3s na comunidade cient\u00edfica planet\u00e1ria estamos realmente ansiosos por uma futura miss\u00e3o para explorar \u00darano.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, atrav\u00e9s do seu levantamento de Ci\u00eancia Planet\u00e1ria e Astrobiologia, a comunidade cient\u00edfica planet\u00e1ria deu prioridade \u00e0 primeira miss\u00e3o dedicada a \u00darano, aumentando a esperan\u00e7a de que esteja no horizonte uma viagem cient\u00edfica ao gigante gelado azul-turquesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cartwright v\u00ea isso como uma oportunidade para recolher dados valiosos sobre os gigantes gelados do Sistema Solar e das suas luas potencialmente portadoras de oceanos, ambos com aplica\u00e7\u00f5es para os mundos que est\u00e3o a ser descobertos noutros sistemas estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade para finalmente obter respostas concretas que s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis estando l\u00e1. Por exemplo, a maior parte das fissuras observadas em Ariel &#8211; supostas aberturas para o seu interior &#8211; est\u00e3o no seu hemisf\u00e9rio posterior. Se o di\u00f3xido de carbono e o mon\u00f3xido de carbono estiverem, de alguma forma, a vazar atrav\u00e9s dessas ranhuras, isso poderia fornecer uma explica\u00e7\u00e3o alternativa para o facto de serem muito mais abundantes nesse lado de Ariel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma hip\u00f3tese um pouco &#8216;esticada&#8217; porque ainda n\u00e3o vimos muito da superf\u00edcie da lua&#8221;, advertiu Cartwright. A Voyager 2 fotografou apenas cerca de 35% da superf\u00edcie de Ariel durante o seu breve voo rasante. &#8220;N\u00e3o vamos saber at\u00e9 efetuarmos observa\u00e7\u00f5es mais dedicadas&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jhuapl.edu\/news\/news-releases\/240724-carbon-dioxide-uranus-moon-ariel-hint-hidden-ocean-nasa-webb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad566a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/uranus-moon-ariel-hidden-ocean-james-webb-space-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/167884\/now-uranus-moon-ariel-might-have-an-ocean-too\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-07-carbon-oxides-uranus-moon-ariel.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ariel:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/uranus-moons\/ariel\/in-depth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ariel_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00darano:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/uranus\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-3-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/guaranteed-time-observations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/directors-discretionary-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mosaico da lua de \u00darano, Ariel, obtido pela c\u00e2mara da Voyager 2 no dia 24 de janeiro de 1986. 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