{"id":7168,"date":"2024-07-26T06:08:15","date_gmt":"2024-07-26T05:08:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7168"},"modified":"2024-07-26T06:08:56","modified_gmt":"2024-07-26T05:08:56","slug":"o-que-e-que-se-passa-com-quiron-novo-estudo-investiga-misterio-do-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/26\/o-que-e-que-se-passa-com-quiron-novo-estudo-investiga-misterio-do-sistema-solar\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 que se passa com Qu\u00edron? Novo estudo investiga mist\u00e9rio do Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"548\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o-1024x548.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7169\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o-1024x548.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o-300x161.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o-768x411.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o-310x165.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ESyGYkfX_o.jpg 1433w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de atividade comet\u00e1ria no centauro Qu\u00edron.\nCr\u00e9dito: Flyazure<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeiro lugar, o que \u00e9 Qu\u00edron? Originalmente descoberto em 1977 e classificado como um asteroide, o corpo menor Qu\u00edron foi o primeiro membro identificado de uma nova classe de objetos no nosso Sistema Solar, agora conhecida como centauros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os centauros s\u00e3o objetos em \u00f3rbitas de curta dura\u00e7\u00e3o que residem entre a cintura de asteroides e a cintura de Kuiper, uma regi\u00e3o em forma de donut de corpos gelados que se estende muito para al\u00e9m da \u00f3rbita de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como Qu\u00edron, os centauros escaparam da cintura de Kuiper e est\u00e3o a ser espalhados pelos planetas gigantes, tal como uma bola que bate nos &#8220;bumpers&#8221; de uma m\u00e1quina de pinball.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte dos centauros vai &#8220;saltar&#8221; durante cerca de 10 milh\u00f5es de anos, antes de ser expulsa do Sistema Solar, sendo que apenas alguns sobreviver\u00e3o para se tornarem cometas de curto per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos 50 anos, Qu\u00edron continuou a destacar-se dos restantes centauros. Sendo um dos maiores centauros em termos de tamanho, este corpo do Sistema Solar \u00e9 conhecido por se comportar como um cometa, com per\u00edodos de atividade que criam uma atmosfera difusa e poeirenta. Estudos mais recentes encontraram at\u00e9 evid\u00eancias de um poss\u00edvel anel duplo gelado em torno do planetoide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Personagem complexo, Qu\u00edron tem intrigado os astr\u00f3nomos h\u00e1 quase meio s\u00e9culo. No entanto, foram os acontecimentos mais recentes dos centauros que suscitaram maior intriga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar dados do ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) em 2021, astr\u00f3nomos da Queen&#8217;s University de Belfast, Irlanda do Norte, notaram que Qu\u00edron estava inesperadamente muito mais brilhante no c\u00e9u noturno quando comparado com os 5 anos anteriores de observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ATLAS \u00e9 uma rede de quatro pequenos telesc\u00f3pios rob\u00f3ticos no Hawaii, na \u00c1frica do Sul e no Chile, que trabalham em conjunto para analisar todo o c\u00e9u noturno numa busca di\u00e1ria de asteroides potencialmente perigosos para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algo tinha acontecido e agora Qu\u00edron estava a refletir muito mais luz solar. Mas como?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer que fosse a causa, a mudan\u00e7a tinha ocorrido quando Qu\u00edron esteve atr\u00e1s do Sol e, assim sendo, quando n\u00e3o foi vis\u00edvel da Terra durante mais de cinco meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Matthew Dobson, um estudante de doutoramento da Escola de Matem\u00e1tica e F\u00edsica da Queen&#8217;s University de Belfast, liderou uma equipa para tentar resolver o caso. Os resultados est\u00e3o resumidos num novo artigo cient\u00edfico, publicado na revista The Planetary Science Journal, que explora v\u00e1rias hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dobson disse: &#8220;O objetivo deste estudo era descobrir o que causou a mudan\u00e7a no brilho de Qu\u00edron. Ter\u00e3o sido os an\u00e9is, uma atividade comet\u00e1ria s\u00fabita, uma nova parte exposta do objeto virada para a Terra?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Combin\u00e1mos dados hist\u00f3ricos e examin\u00e1mos observa\u00e7\u00f5es de levantamentos em curso que tinham estudado Qu\u00edron para testar estas teorias. Tamb\u00e9m us\u00e1mos o telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio Gemini, um dos maiores telesc\u00f3pios do mundo, para descobrir o m\u00e1ximo que pudemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo cient\u00edfico revela que Qu\u00edron registou um aumento ou sofreu um surto de atividade comet\u00e1ria. Os investigadores da Queen&#8217;s University de Belfast exploraram Qu\u00edron com o telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio Gemini para procurar uma cabeleira difusa, um sinal comum de um cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem cabeleira \u00e0 vista, determinaram que pode ser que a cabeleira esteja presa a Qu\u00edron pela sua fraca gravidade, ou que esteja t\u00e3o longe que \u00e9 demasiado t\u00e9nue para ver \u00e0 volta do objeto, mesmo com o enorme telesc\u00f3pio Gemini. No entanto, o aumento de luz da poeira extra \u00e0 volta de Qu\u00edron permanece vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que \u00e9 que isto significa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Examinar este estranho acontecimento num pequeno corpo do Sistema Solar, e explorar os processos ativos que ocorrem em tempo real, ajuda os astr\u00f3nomos a melhor compreender os processos comet\u00e1rios ativos nos centauros, uma fase crucial na evolu\u00e7\u00e3o de alguns dos cometas de curto per\u00edodo do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falando sobre o impacto dos resultados, a Dra. Meg Schwamb, coautora do artigo, tamb\u00e9m da Escola de Matem\u00e1tica e F\u00edsica da Queen&#8217;s University de Belfast, afirmou: &#8220;A maior parte das pesquisas de atividade procuram a assinatura reveladora de uma cabeleira difusa em torno do objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho examinou a tend\u00eancia de brilho a longo prazo do objeto com o passar do tempo, e pensamos que esta t\u00e9cnica ser\u00e1 crucialmente importante \u00e0 medida que a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de levantamentos de descoberta e monitoriza\u00e7\u00e3o do Sistema Solar, tais como o LSST (Legacy Survey of Space and Time), entram em funcionamento nos pr\u00f3ximos anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adicionalmente, o coautor Dr. Charles Schambeau da Universidade da Fl\u00f3rida Central e l\u00edder das observa\u00e7\u00f5es Gemini, disse:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A t\u00e9cnica utilizada com os extensos dados do ATLAS permitiu a dete\u00e7\u00e3o do in\u00edcio da atividade de Qu\u00edron, que foi posteriormente corroborada por observa\u00e7\u00f5es do JWST por uma equipa independente que revelou uma consp\u00edcua cabeleira em forma de leque. Consequentemente, o m\u00e9todo do Dr. Dobson para identificar atividade, mesmo quando as abordagens tradicionais sugeriam inatividade, pode ser alargado com confian\u00e7a ao estudo de outros objetos no futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.qub.ac.uk\/News\/Allnews\/2024\/WhatsgoingonwithChiron.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Queen&#8217;s University de Belfast (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/PSJ\/ad543c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Planetary Science Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.14410\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Qu\u00edron:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2060_Chiron\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=2060+Chiron#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL\/NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/cometography.com\/pcomets\/095p.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gary W. Kronk&#8217;s Cometography<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centauro:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Centaur_(minor_planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.minorplanetcenter.org\/iau\/lists\/Centaurs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Planetas Menores da UAI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema de alertas ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.fallingstar.com\/home.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid_Terrestrial-impact_Last_Alert_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Internacional Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de atividade comet\u00e1ria no centauro Qu\u00edron. 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