{"id":7159,"date":"2024-07-23T06:15:51","date_gmt":"2024-07-23T05:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7159"},"modified":"2024-07-23T06:15:51","modified_gmt":"2024-07-23T05:15:51","slug":"reveladas-tempestades-abrasadoras-em-mundos-distantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/23\/reveladas-tempestades-abrasadoras-em-mundos-distantes\/","title":{"rendered":"Reveladas tempestades abrasadoras em mundos distantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso1404c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"640\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/tMdaNX9Z_o-1024x640.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7160\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/tMdaNX9Z_o-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/tMdaNX9Z_o-300x188.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/tMdaNX9Z_o-768x480.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/tMdaNX9Z_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista da an\u00e3 castanha mais pr\u00f3xima da Terra, parte de um sistema bin\u00e1rio a apenas seis anos-luz de dist\u00e2ncia.\nCr\u00e9dito: ESO\/I. Crossfield\/N. Risinger<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos criaram o boletim meteorol\u00f3gico mais detalhado at\u00e9 agora para dois mundos distantes para l\u00e1 do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo internacional &#8211; o primeiro do seu g\u00e9nero &#8211; revela as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas extremas dos objetos celestes, que est\u00e3o envoltos em nuvens rodopiantes de areia quente, com temperaturas de 950\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST), um projeto conjunto das ag\u00eancias espaciais americana, europeia e canadiana, os investigadores propuseram-se captar o clima num par de an\u00e3s castanhas &#8211; corpos c\u00f3smicos maiores do que planetas, mas mais pequenos do que estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas an\u00e3s castanhas, designadas coletivamente por WISE 1049AB, s\u00e3o os objetos do seu tipo mais brilhantes e mais pr\u00f3ximos da Terra, a cerca de seis anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa estudou a atmosfera de cada an\u00e3 castanha medindo as ondas de luz emitidas pelas suas superf\u00edcies, que mudam \u00e0 medida que as regi\u00f5es mais ou menos nubladas entram e saem do campo de vis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Visualizando estes dados atrav\u00e9s de curvas de luz &#8211; um gr\u00e1fico da forma como o brilho da luz de cada objeto muda ao longo do tempo &#8211; a equipa conseguiu construir uma imagem 3D detalhada da forma como o clima das an\u00e3s castanhas mudou ao longo de uma rota\u00e7\u00e3o completa, ou de um dia, entre cinco e sete horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m conseguiu tra\u00e7ar a forma como a luz de cada objeto variava em fun\u00e7\u00e3o do comprimento de onda, para demonstrar a presen\u00e7a e a complexa intera\u00e7\u00e3o de gases como a \u00e1gua, o metano e o mon\u00f3xido de carbono nas suas atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas podem ajudar os astr\u00f3nomos a desenvolver a compreens\u00e3o das an\u00e3s castanhas como um potencial elo perdido entre as estrelas e os planetas &#8211; prometendo novos conhecimentos sobre ambos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar a parte infravermelha do espetro luminoso, o JWST \u00e9 capaz de observar comprimentos de onda de luz que s\u00e3o bloqueados pela nossa pr\u00f3pria atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta capacidade abre fronteiras no estudo do in\u00edcio do Universo, da forma\u00e7\u00e3o estelar e dos chamados exoplanetas, como as an\u00e3s castanhas, que se encontram para al\u00e9m do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo mais recente baseia-se em estudos anteriores sobre an\u00e3s castanhas, que se limitaram principalmente a captar instant\u00e2neos da sua atmosfera apenas de um lado. Os investigadores dizem que esta abordagem \u00e9 limitada, uma vez que se sabe que as an\u00e3s castanhas giram relativamente depressa e que o seu clima pode variar muito ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suas descobertas abrir\u00e3o caminho a estudos mais detalhados sobre an\u00e3s castanhas e sobre outros objetos celestes distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foi realizado pela Universidade de Edimburgo em colabora\u00e7\u00e3o com investigadores do Trinity College em Dublin, da Universidade da Virg\u00ednia e de outros institutos de todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Beth Biller, da Universidade de Edimburgo, afirmou: &#8220;As nossas descobertas mostram que estamos \u00e0 beira de transformar a nossa compreens\u00e3o de mundos muito para al\u00e9m do nosso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Conhecimentos como estes podem ajudar-nos a compreender as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 de objetos celestes como as an\u00e3s castanhas, mas tamb\u00e9m de exoplanetas gigantes para l\u00e1 do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eventualmente, as t\u00e9cnicas que estamos a aperfei\u00e7oar aqui poder\u00e3o permitir as primeiras dete\u00e7\u00f5es de condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em planetas habit\u00e1veis como o nosso, que orbitam outras estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/scorching-storms-distant-worlds-revealed-new-detail\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ed.ac.uk\/news\/2024\/scorching-storms-on-distant-worlds-revealed-in-new\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Edimburgo (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/532\/2\/2207\/7712857?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.09194\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/07\/240715135802.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/167788\/webb-maps-the-weather-on-the-closest-brown-dwarfs-to-earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-07-storms-distant-worlds-revealed.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2024\/07\/20\/scientists-share-weather-report-for-weird-worlds-six-light-years-away\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WISE 1049AB (Luhman 16):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Luhman_16\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-3-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/guaranteed-time-observations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/directors-discretionary-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista da an\u00e3 castanha mais pr\u00f3xima da Terra, parte de um sistema bin\u00e1rio a apenas seis anos-luz de dist\u00e2ncia. 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