{"id":7156,"date":"2024-07-19T06:33:55","date_gmt":"2024-07-19T05:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7156"},"modified":"2024-07-19T06:33:56","modified_gmt":"2024-07-19T05:33:56","slug":"um-exoplaneta-raro-com-uma-orbita-extremamente-estranha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/19\/um-exoplaneta-raro-com-uma-orbita-extremamente-estranha\/","title":{"rendered":"Um exoplaneta raro com uma \u00f3rbita extremamente estranha"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/publicationjpg\/noirlab2418a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/kXOEpiZ9_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7157\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/kXOEpiZ9_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/kXOEpiZ9_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/kXOEpiZ9_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/kXOEpiZ9_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra um exoplaneta semelhante a J\u00fapiter que est\u00e1 a caminho de se tornar um J\u00fapiter quente &#8211; um exoplaneta grande, semelhante a J\u00fapiter, que orbita muito perto da sua estrela. Usando o telesc\u00f3pio WIYN de 3,5 metros no Observat\u00f3rio Nacional de Kitt Peak, uma equipa de astr\u00f3nomos descobriu que este exoplaneta, chamado TIC 241249530 b, segue uma \u00f3rbita extremamente el\u00edptica na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da sua estrela hospedeira. Estas caracter\u00edsticas orbitais \u00fanicas d\u00e3o uma ideia da hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o do planeta, bem como da sua trajet\u00f3ria futura, permitindo \u00e0 equipa determinar que TIC 241249530 b acabar\u00e1 por migrar para uma \u00f3rbita mais apertada e circular. A descoberta deste exoplaneta, antes da migra\u00e7\u00e3o, d\u00e1 uma ideia muito valiosa de como os J\u00fapiteres quentes se formam e evoluem ao longo do tempo.\nCr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/J. da Silva (Spaceengine)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o telesc\u00f3pio WIYN de 3,5 metros do Observat\u00f3rio Nacional de Kitt Peak, os astr\u00f3nomos descobriram a \u00f3rbita extrema de um exoplaneta que est\u00e1 a caminho de se tornar num J\u00fapiter quente. Este exoplaneta n\u00e3o s\u00f3 segue uma das \u00f3rbitas mais drasticamente esticadas de todos os exoplanetas em tr\u00e2nsito conhecidos, como tamb\u00e9m est\u00e1 a orbitar a sua estrela de tr\u00e1s para a frente, o que permite compreender o mist\u00e9rio da evolu\u00e7\u00e3o dos J\u00fapiteres quentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, existem mais de 7000 exoplanetas confirmados em quase 5000 sistemas estelares. Dentro desta popula\u00e7\u00e3o, algumas centenas pertencem \u00e0 curiosa classe conhecida como J\u00fapiteres quentes &#8211; exoplanetas grandes, semelhantes a J\u00fapiter, que orbitam muito perto da sua estrela, alguns at\u00e9 t\u00e3o perto quanto Merc\u00fario est\u00e1 do nosso Sol. Como \u00e9 que os J\u00fapiteres quentes acabam em \u00f3rbitas t\u00e3o pr\u00f3ximas \u00e9 ainda um mist\u00e9rio, mas os astr\u00f3nomos postulam que come\u00e7am em \u00f3rbitas distantes da sua estrela e depois migram para o interior ao longo do tempo. As fases iniciais deste processo raramente foram observadas, mas com esta nova an\u00e1lise de um exoplaneta com uma \u00f3rbita invulgar, os astr\u00f3nomos est\u00e3o um passo mais perto de desvendar o mist\u00e9rio dos J\u00fapiteres quentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cosmoview Episode 84: WIYN 3.5-meter Telescope at Kitt Peak Discovers Extremely Strange Orbit of ...\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ttin9EXDQDU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta deste exoplaneta, denominado TIC 241249530 b, teve origem na dete\u00e7\u00e3o pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, em janeiro de 2020, de uma queda no brilho de uma estrela consistente com a passagem de um \u00fanico planeta do tamanho de J\u00fapiter \u00e0 sua frente, ou em tr\u00e2nsito. Para confirmar a natureza destas flutua\u00e7\u00f5es e eliminar outras causas poss\u00edveis, uma equipa de astr\u00f3nomos utilizou dois instrumentos no telesc\u00f3pio WIYN de 3,5 metros do Observat\u00f3rio Nacional de Kitt Peak, um programa do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF (National Science Foundation) dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa come\u00e7ou por utilizar o NESSI (NN-EXPLORE Exoplanet and Stellar Speckle Imager), financiado pela NASA, numa t\u00e9cnica que ajuda a &#8220;congelar&#8221; a cintila\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e a eliminar quaisquer fontes estranhas que possam confundir a fonte do sinal. Depois, usando o espetr\u00f3grafo NEID (NN-EXPLORE Exoplanet Investigations with Doppler Spectroscopy), financiado pela NASA, a equipa mediu a velocidade radial de TIC 241249530 b observando cuidadosamente como o espetro da sua estrela hospedeira, ou os comprimentos de onda da sua luz emitida, se alteravam em resultado do exoplaneta que a orbitava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arvind Gupta, investigador de p\u00f3s-doutoramento do NOIRLab e autor principal do artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature, elogiou o NESSI e o NEID como sendo fundamentais para os esfor\u00e7os da equipa para caracterizar e confirmar o sinal do exoplaneta. &#8220;O NESSI deu-nos uma vis\u00e3o mais n\u00edtida da estrela do que teria sido poss\u00edvel de outra forma, e o NEID mediu com precis\u00e3o o espetro da estrela para detetar mudan\u00e7as em resposta \u00e0 \u00f3rbita do exoplaneta&#8221;, explicou Gupta. Gupta salientou particularmente a flexibilidade \u00fanica da estrutura de programa\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es do NEID, uma vez que permite uma adapta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do plano de observa\u00e7\u00e3o da equipa em resposta a novos dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O telesc\u00f3pio WIYN est\u00e1 a desempenhar um papel crucial para nos ajudar a compreender porque \u00e9 que os planetas encontrados noutros sistemas solares podem ser t\u00e3o diferentes de sistema para sistema&#8221;, disse Chris Davis da NSF, diretor do programa NOIRLab da NSF. &#8220;A colabora\u00e7\u00e3o entre a NSF e a NASA no programa NN-EXPLORE continua a produzir resultados impressionantes na investiga\u00e7\u00e3o de exoplanetas&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2418b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ad\/26\/UHdOu7xC_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a \u00f3rbita do rec\u00e9m-descoberto exoplaneta semelhante a J\u00fapiter, denominado TIC 241249530 b, em compara\u00e7\u00e3o com as \u00f3rbitas de Merc\u00fario e da Terra no nosso Sistema Solar. TIC 241249530 b segue uma das \u00f3rbitas mais alongadas de qualquer exoplaneta em tr\u00e2nsito conhecido e tamb\u00e9m orbita a sua estrela hospedeira ao contr\u00e1rio, ou seja, na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da estrela. Se este planeta fizesse parte do nosso Sistema Solar, a sua \u00f3rbita estender-se-ia desde a maior aproxima\u00e7\u00e3o, dez vezes mais perto do Sol do que Merc\u00fario, at\u00e9 \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o mais long\u00ednqua, \u00e0 dist\u00e2ncia da Terra. Esta \u00f3rbita extrema faria com que as temperaturas no planeta variassem entre as de um dia de ver\u00e3o e as suficientemente quentes para derreter tit\u00e2nio.<br>Cr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/R. Proctor<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise detalhada do espetro confirmou que o exoplaneta \u00e9 aproximadamente cinco vezes mais massivo do que J\u00fapiter. O espetro tamb\u00e9m revelou que o exoplaneta est\u00e1 a orbitar ao longo de uma trajet\u00f3ria extremamente exc\u00eantrica, ou esticada. A excentricidade da \u00f3rbita de um planeta \u00e9 medida numa escala de 0 a 1, sendo 0 uma \u00f3rbita perfeitamente circular e 1 uma \u00f3rbita altamente el\u00edptica. Este exoplaneta tem uma excentricidade orbital de 0,94, o que o torna mais exc\u00eantrico do que a \u00f3rbita de qualquer outro exoplaneta j\u00e1 encontrado atrav\u00e9s do m\u00e9todo de tr\u00e2nsito (existe um outro exoplaneta com uma excentricidade superior, HD 20782 b com 0,956, mas n\u00e3o transita a sua estrela). Para compara\u00e7\u00e3o, a \u00f3rbita altamente el\u00edptica de Plut\u00e3o em torno do Sol tem uma excentricidade de 0,25; a excentricidade da Terra \u00e9 de 0,02.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se este planeta fizesse parte do nosso Sistema Solar, a sua \u00f3rbita estender-se-ia desde a maior aproxima\u00e7\u00e3o, dez vezes mais perto do Sol do que Merc\u00fario, at\u00e9 \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o mais long\u00ednqua, \u00e0 dist\u00e2ncia da Terra. Esta \u00f3rbita extrema faria com que as temperaturas no planeta variassem entre as de um dia de ver\u00e3o e as suficientemente quentes para derreter tit\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aumentar a natureza invulgar da \u00f3rbita do exoplaneta, a equipa tamb\u00e9m descobriu que est\u00e1 a orbitar para tr\u00e1s, ou seja, numa dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da sua estrela hospedeira. Isto n\u00e3o \u00e9 algo que os astr\u00f3nomos observem na maior parte dos outros exoplanetas, nem no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, e ajuda a informar a interpreta\u00e7\u00e3o da equipa sobre a hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o do exoplaneta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As caracter\u00edsticas orbitais \u00fanicas do exoplaneta tamb\u00e9m sugerem a sua trajet\u00f3ria futura. Espera-se que a sua \u00f3rbita inicial altamente exc\u00eantrica e a sua aproxima\u00e7\u00e3o extremamente \u00edntima \u00e0 estrela hospedeira &#8220;circularizem&#8221; a \u00f3rbita do planeta, uma vez que as for\u00e7as de mar\u00e9 no planeta retiram energia da \u00f3rbita e fazem com que esta diminua gradualmente e se torne mais circular. A descoberta deste exoplaneta antes desta migra\u00e7\u00e3o ter tido lugar tem muito valor, uma vez que d\u00e1 uma vis\u00e3o crucial sobre a forma como os J\u00fapiteres quentes se formam, estabilizam e evoluem ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Apesar de n\u00e3o podermos exatamente carregar no bot\u00e3o de rebobinar para ver o processo de migra\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em tempo real, este exoplaneta serve como uma esp\u00e9cie de instant\u00e2neo do processo de migra\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Gupta. &#8220;Planetas como este s\u00e3o incrivelmente raros e dif\u00edceis de encontrar, e esperamos que nos possam ajudar a desvendar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o dos J\u00fapiteres quentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos especialmente interessados no que podemos aprender sobre a din\u00e2mica da atmosfera deste planeta depois de fazer uma das suas passagens escaldantes pela sua estrela\u201d, disse Jason Wright, professor de astronomia e astrof\u00edsica da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia, que supervisionou o projeto enquanto Gupta era estudante de doutoramento na mesma universidade. &#8220;Telesc\u00f3pios como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA t\u00eam a sensibilidade necess\u00e1ria para sondar as altera\u00e7\u00f5es na atmosfera do exoplaneta rec\u00e9m-descoberto \u00e0 medida que este sofre um r\u00e1pido aquecimento, pelo que ainda h\u00e1 muito mais para a equipa aprender sobre o exoplaneta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TIC 241249530 b \u00e9 apenas o segundo exoplaneta j\u00e1 descoberto a demonstrar a fase de pr\u00e9-migra\u00e7\u00e3o de um J\u00fapiter quente. Juntos, estes dois exemplos afirmam observacionalmente a ideia de que os gigantes gasosos de maior massa evoluem para se tornarem J\u00fapiteres quentes \u00e0 medida que migram de \u00f3rbitas altamente exc\u00eantricas para \u00f3rbitas mais estreitas e circulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os astr\u00f3nomos t\u00eam procurado exoplanetas que sejam provavelmente precursores de J\u00fapiteres quentes, ou que sejam produtos interm\u00e9dios do processo de migra\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, por isso fiquei muito surpreendido &#8211; e entusiasmado &#8211; por encontrar um&#8221;, disse Gupta. &#8220;\u00c9 exatamente o que eu esperava encontrar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"TIC 241249530 b Orbital Comparison Animation\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9k4r0U83nww?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2418\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.psu.edu\/news\/research\/story\/exoplanet-caught-hairpin-turn-signals-how-high-mass-gas-giants-form\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2024\/astronomers-spot-highly-eccentric-planet-becoming-hot-jupiter-0717\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/eccentric-exoplanet-reveals-how-hot-jupiters-form\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.simonsfoundation.org\/2024\/07\/17\/colossal-planet-in-rare-orbit-offers-clues-to-origins-of-hot-jupiters\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Funda\u00e7\u00e3o Simons (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07688-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1051262\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/exoplanet-weird-orbit-hot-jupiter-transformation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/07\/240717120953.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-07-astronomers-highly-eccentric-planet-hot.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2024\/07\/17\/science\/hot-jupiter-eccentric-orbit-exoplanet-evolution\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Nacional de Kitt Peak:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/visitkittpeak.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kitt_Peak_National_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.wiyn.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telesc\u00f3pio WIYN de 3,5 metros (p\u00e1gina principal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WIYN_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telesc\u00f3pio WIYN de 3,5 metros (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.wiyn.org\/Instruments\/wiynnessi.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NESSI (Telesc\u00f3pio WIYN)<\/a><a href=\"https:\/\/www.wiyn.org\/Instruments\/wiynneid.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NEID (Telesc\u00f3pio WIYN)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra um exoplaneta semelhante a 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