{"id":7146,"date":"2024-07-16T06:19:25","date_gmt":"2024-07-16T05:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7146"},"modified":"2024-07-16T06:19:25","modified_gmt":"2024-07-16T05:19:25","slug":"hubble-rastreia-a-materia-escura-numa-galaxia-ana-usando-os-movimentos-das-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/16\/hubble-rastreia-a-materia-escura-numa-galaxia-ana-usando-os-movimentos-das-estrelas\/","title":{"rendered":"Hubble rastreia a mat\u00e9ria escura numa gal\u00e1xia an\u00e3 usando os movimentos das estrelas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01J01T65TED5B74YQPXVSQB968.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"695\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/aRLQnsqT_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7147\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/aRLQnsqT_o.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/aRLQnsqT_o-300x204.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/aRLQnsqT_o-768x521.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/aRLQnsqT_o-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma equipa de astr\u00f3nomos analisou observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, realizadas ao longo de 18 anos, para medir os movimentos din\u00e2micos das estrelas da gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco. A extensa linha de base e o arquivo de dados do telesc\u00f3pio permitiram \u00e0 equipa construir o mapa tridimensional mais preciso dos movimentos das estrelas no sistema. Estas medi\u00e7\u00f5es melhoradas est\u00e3o a ajudar a lan\u00e7ar &#8220;luz&#8221; sobre as misteriosas qualidades e comportamento da mat\u00e9ria escura, a &#8220;cola&#8221; invis\u00edvel do Universo. A imagem da esquerda \u00e9 do DSS (Digitized Sky Survey). Apresenta uma vis\u00e3o mais alargada da regi\u00e3o. As duas imagens do lado direito foram obtidas pelo Hubble.\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, Eduardo Vitral, Roeland van der Marel e Sangmo Tony Sohn (STScI), DSS; processamento de imagem &#8211; Joseph DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As qualidades e o comportamento da mat\u00e9ria escura, a &#8220;cola&#8221; invis\u00edvel do Universo, continuam envoltas em mist\u00e9rio. Embora as gal\u00e1xias sejam maioritariamente constitu\u00eddas por mat\u00e9ria escura, compreender a sua distribui\u00e7\u00e3o no interior de uma gal\u00e1xia fornece pistas sobre esta subst\u00e2ncia e qual a sua relev\u00e2ncia para a evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as simula\u00e7\u00f5es de computador sugiram que a mat\u00e9ria escura deve acumular-se no centro de uma gal\u00e1xia, o que se designa por pico de densidade, muitas observa\u00e7\u00f5es telesc\u00f3picas anteriores indicaram que, em vez disso, se encontra dispersa de forma mais uniforme por toda a gal\u00e1xia. A raz\u00e3o para esta tens\u00e3o entre o modelo e a observa\u00e7\u00e3o continua a confundir os astr\u00f3nomos, refor\u00e7ando o mist\u00e9rio da mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos voltou-se para o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA para tentar esclarecer este debate, medindo os movimentos din\u00e2micos das estrelas na gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco, um sistema situado a cerca de 250.000 anos-luz da Terra. Utilizando observa\u00e7\u00f5es que se estenderam por 18 anos, conseguiram construir a mais exata compreens\u00e3o tridimensional dos movimentos das estrelas no interior da pequena gal\u00e1xia. Para tal, foi necess\u00e1rio analisar quase duas d\u00e9cadas de observa\u00e7\u00f5es de arquivo da gal\u00e1xia an\u00e3 pelo Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os nossos modelos tendem a concordar mais com uma estrutura tipo pico de densidade, o que est\u00e1 de acordo com os modelos cosmol\u00f3gicos&#8221;, disse Eduardo Vitral do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA, principal autor do estudo. &#8220;Embora n\u00e3o possamos dizer definitivamente que todas as gal\u00e1xias cont\u00eam uma distribui\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura do tipo pico de densidade, \u00e9 excitante dispor de dados t\u00e3o bem medidos que ultrapassam tudo o que j\u00e1 tivemos antes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mapeando os movimentos das estrelas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a mat\u00e9ria escura numa gal\u00e1xia, os cientistas podem olhar para as suas estrelas e para os seus movimentos, que s\u00e3o dominados pela atra\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura. Uma abordagem comum para medir a velocidade dos objetos que se movem no espa\u00e7o \u00e9 o efeito Doppler &#8211; uma mudan\u00e7a observada no comprimento de onda da luz quando uma estrela se aproxima ou se afasta da Terra. Embora esta velocidade na linha de vis\u00e3o possa fornecer algumas informa\u00e7\u00f5es valiosas, n\u00e3o se pode retirar assim tanto desta fonte unidimensional de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de se aproximarem ou afastarem de n\u00f3s, as estrelas tamb\u00e9m se movem pelo c\u00e9u, t\u00eam o seu movimento pr\u00f3prio. Ao combinar a velocidade da linha de vis\u00e3o com os movimentos pr\u00f3prios, a equipa criou uma an\u00e1lise sem precedentes dos movimentos 3D das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Melhorias nos dados e melhorias na modela\u00e7\u00e3o andam normalmente de m\u00e3os dadas&#8221;, explicou Roeland van der Marel do STScI, coautor do artigo cient\u00edfico que iniciou o seu estudo h\u00e1 mais de 10 anos. &#8220;Se n\u00e3o tivermos dados muito sofisticados ou apenas dados unidimensionais, os modelos relativamente simples podem muitas vezes adaptar-se. Quanto maior for o n\u00famero de dimens\u00f5es e a complexidade dos dados recolhidos, mais complexos ter\u00e3o de ser os modelos para captar verdadeiramente todas as subtilezas dos dados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma maratona cient\u00edfica (n\u00e3o um sprint)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em conta que as gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o conhecidas por terem uma maior propor\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura do que outros tipos de gal\u00e1xias, a equipa concentrou-se na gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco, que \u00e9 um sat\u00e9lite relativamente pequeno e esferoidal da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando se medem os movimentos pr\u00f3prios, anota-se a posi\u00e7\u00e3o de uma estrela numa determinada \u00e9poca e, muitos anos mais tarde, mede-se a posi\u00e7\u00e3o dessa mesma estrela. Mede-se depois o deslocamento,&#8221; explicou Sangmo Tony Sohn do STScI, outro coautor do artigo e investigador principal do mais recente programa de observa\u00e7\u00f5es. &#8220;Para este tipo de observa\u00e7\u00e3o, quanto mais tempo se espera, melhor se pode medir a desloca\u00e7\u00e3o das estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa analisou uma s\u00e9rie de \u00e9pocas que v\u00e3o de 2004 a 2022, uma extensa linha de base que s\u00f3 o Hubble poderia fornecer, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o da sua vis\u00e3o est\u00e1vel e n\u00edtida com o tempo recorde de funcionamento. O rico arquivo de dados do telesc\u00f3pio ajudou a diminuir o n\u00edvel de incerteza na medi\u00e7\u00e3o dos movimentos pr\u00f3prios das estrelas. A precis\u00e3o \u00e9 equivalente a medir um desvio anual um pouco menor do que a largura de uma bola de golfe, situada na Lua e vista a partir da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Com tr\u00eas dimens\u00f5es de dados, a equipa reduziu a quantidade de suposi\u00e7\u00f5es aplicadas em estudos anteriores e considerou caracter\u00edsticas espec\u00edficas da gal\u00e1xia &#8211; como a sua rota\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o das suas estrelas e da mat\u00e9ria escura &#8211; nos seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os de modela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um futuro excitante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As metodologias e modelos desenvolvidos para a gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco podem ser aplicados a outras gal\u00e1xias no futuro. A equipa j\u00e1 est\u00e1 a analisar as observa\u00e7\u00f5es do Hubble da gal\u00e1xia an\u00e3 do Escultor e da gal\u00e1xia an\u00e3 de Ursa Menor.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo da mat\u00e9ria escura requer a observa\u00e7\u00e3o de diferentes ambientes gal\u00e1cticos e implica tamb\u00e9m a colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes miss\u00f5es de telesc\u00f3pios espaciais. Por exemplo, o futuro Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA ajudar\u00e1 a revelar novos pormenores sobre as propriedades da mat\u00e9ria escura em diferentes gal\u00e1xias, gra\u00e7as \u00e0 sua capacidade de observar grandes \u00e1reas do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este tipo de estudo \u00e9 um investimento a longo prazo e requer muita paci\u00eancia&#8221;, refletiu Vitral. &#8220;Conseguimos fazer esta ci\u00eancia gra\u00e7as a todo o planeamento que foi feito ao longo dos anos para recolher estes dados. Os conhecimentos que recolhemos s\u00e3o o resultado de um grupo maior de investigadores que tem vindo a trabalhar nestas quest\u00f5es h\u00e1 muitos anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados foram aceites para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-traces-dark-matter-in-dwarf-galaxy-using-stellar-motions\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2024\/news-2024-017\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad571c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.07769\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-telescope-dark-matter-dwarf-galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/167755\/mapping-the-stars-in-a-dwarf-galaxy-to-reveal-its-dark-matter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-07-nasa-hubble-dark-dwarf-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cuspy_halo_problem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O problema do pico de densidade (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimento pr\u00f3prio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proper_motion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Draco_Dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos analisou observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, realizadas ao longo de 18 anos, para medir os movimentos din\u00e2micos das estrelas da gal\u00e1xia an\u00e3 de Draco. A extensa linha de base e o arquivo de dados do telesc\u00f3pio permitiram \u00e0 equipa construir o mapa tridimensional mais preciso dos movimentos das estrelas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,16,1],"tags":[1791,150,371,1790],"class_list":["post-7146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-galaxia-ana-de-draco","tag-hubble","tag-materia-escura","tag-movimento-proprio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7146"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7148,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7146\/revisions\/7148"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}