{"id":7107,"date":"2024-07-02T06:16:20","date_gmt":"2024-07-02T05:16:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7107"},"modified":"2024-07-02T06:16:21","modified_gmt":"2024-07-02T05:16:21","slug":"mars-odyssey-fotografa-olympus-mons-completa-100-000-orbitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/07\/02\/mars-odyssey-fotografa-olympus-mons-completa-100-000-orbitas\/","title":{"rendered":"Mars Odyssey fotografa Olympus Mons, completa 100.000 \u00f3rbitas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-pia26305-odyssey-views-olympus-mons.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"116\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/k9extSBM_o-1024x116.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7108\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/k9extSBM_o-1024x116.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/k9extSBM_o-300x34.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/k9extSBM_o-768x87.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/k9extSBM_o.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A sonda Mars Odyssey da NASA captou esta imagem \u00fanica de Olympus Mons, o vulc\u00e3o mais alto do Sistema Solar, no dia 11 de mar\u00e7o de 2024. Para al\u00e9m de proporcionar uma vis\u00e3o sem precedentes do vulc\u00e3o, a imagem ajuda os cientistas a estudar diferentes camadas de material na atmosfera, incluindo nuvens e poeiras.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Estado do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rob\u00f4 marciano mais antigo da NASA assinalou um novo marco no passado dia 30 de junho: 100.000 viagens \u00e0 volta do Planeta Vermelho desde o seu lan\u00e7amento h\u00e1 23 anos. Durante esse tempo, o orbitador Mars Odyssey tem mapeado minerais e gelo na superf\u00edcie marciana, identificando locais de aterragem para futuras miss\u00f5es e transmitindo para a Terra dados dos rovers e &#8220;landers&#8221; da ag\u00eancia espacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, os cientistas utilizaram a c\u00e2mara do orbitador para obter uma nova e espantosa imagem de Olympus Mons, o vulc\u00e3o mais alto do Sistema Solar. A imagem faz parte de um esfor\u00e7o cont\u00ednuo da equipa da Odyssey para fornecer vistas a grande altitude do horizonte do planeta (a primeira destas vistas foi publicada no final de 2023). Semelhante \u00e0 perspetiva da Terra que os astronautas obt\u00eam a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional, a vista permite aos cientistas aprender mais sobre as nuvens e sobre a poeira transportada pelo ar em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tirada a 11 de mar\u00e7o, a mais recente imagem do horizonte capta Olympus Mons em toda a sua gl\u00f3ria. Com uma base que se estende por 600 quil\u00f3metros, o vulc\u00e3o em escudo eleva-se a uma altura de 27 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Normalmente, vemos Olympus Mons em faixas estreitas a partir de cima, mas ao virar a nave espacial para o horizonte podemos ver numa \u00fanica imagem a sua dimens\u00e3o sobre a paisagem&#8221;, disse o cientista do projeto Odyssey, Jeffrey Plaut do JPL da NASA no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, que gere a miss\u00e3o. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 a imagem \u00e9 espetacular, como tamb\u00e9m nos fornece dados cient\u00edficos \u00fanicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de oferecerem um quadro das nuvens e da poeira, estas imagens, quando obtidas ao longo de muitas esta\u00e7\u00f5es, podem dar aos cientistas uma compreens\u00e3o mais detalhada da atmosfera marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma faixa branco-azulada no fundo da atmosfera indica a quantidade de poeira que estava presente neste local durante o in\u00edcio do outono, um per\u00edodo em que as tempestades de poeira come\u00e7am normalmente a levantar-se. A camada arroxeada por cima desta deve-se provavelmente a uma mistura da poeira vermelha do planeta com algumas nuvens azuladas de \u00e1gua gelada. Finalmente, na parte superior da imagem, pode ser vista uma camada azul-esverdeada onde as nuvens de \u00e1gua gelada atingem cerca de 50 quil\u00f3metros no c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como esta fotografia foi obtida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o nome do cl\u00e1ssico romance de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Arthur C. Clarke &#8220;2001: Uma Odisseia no Espa\u00e7o&#8221;, o orbitador captou a cena com uma c\u00e2mara sens\u00edvel ao calor chamada THEMIS (Thermal Emission Imaging System), que a Universidade do Estado do Arizona, em Tempe, construiu e opera. Mas como a c\u00e2mara se destina a olhar para a superf\u00edcie, para obter uma imagem do horizonte \u00e9 necess\u00e1rio um planeamento adicional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao acionar propulsores localizados \u00e0 volta da nave espacial, a Odyssey pode apontar a THEMIS para diferentes partes da superf\u00edcie ou at\u00e9 mesmo rolar lentamente para ver as pequenas luas de Marte, Fobos e Deimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As recentes imagens do horizonte foram concebidas como uma experi\u00eancia h\u00e1 muitos anos, durante as aterragens da miss\u00e3o Phoenix da NASA em 2008 e do rover Curiosity em 2012. Tal como aconteceu com outras aterragens em Marte antes e depois dessas miss\u00f5es, a Odyssey desempenhou um papel importante na transmiss\u00e3o de dados \u00e0 medida que se aproximavam da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para transmitir os seus dados vitais de engenharia para a Terra, a antena da Odyssey tinha de estar apontada para as naves rec\u00e9m-chegadas e para as suas elipses de aterragem. Os cientistas ficaram intrigados quando repararam que o posicionamento da antena da Odyssey, para esta tarefa, significava que o instrumento THEMIS estaria apontado para o horizonte do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Decidimos ligar a c\u00e2mara e ver como ficava&#8221;, disse o engenheiro de opera\u00e7\u00f5es da Odyssey, Steve Sanders da Lockheed Martin Space em Denver, EUA. A Lockheed Martin construiu a Odyssey e ajuda a conduzir as opera\u00e7\u00f5es do dia-a-dia juntamente com os l\u00edderes da miss\u00e3o no JPL. &#8220;Com base nessas experi\u00eancias, concebemos uma sequ\u00eancia que mant\u00e9m o campo de vis\u00e3o da THEMIS centrado no horizonte \u00e0 medida que damos a volta ao planeta.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/20\/5c\/ozix7wZt_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/20\/5c\/ozix7wZt_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este infogr\u00e1fico destaca a quantidade de dados e de imagens que a sonda Mars Odyssey da NASA recolheu nos seus 23 anos de atividade em torno do Planeta Vermelho.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O segredo de uma longa odisseia no espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qual \u00e9 o segredo da Odyssey para ser a mais longa miss\u00e3o continuamente ativa em \u00f3rbita de um planeta que n\u00e3o a Terra?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A f\u00edsica faz muito do trabalho dif\u00edcil por n\u00f3s&#8221;, disse Sanders. &#8220;Mas s\u00e3o as subtilezas que temos de gerir vezes sem conta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas vari\u00e1veis incluem o combust\u00edvel, a energia solar e a temperatura. Para garantir que a Odyssey utiliza o seu combust\u00edvel (hidrazina) com modera\u00e7\u00e3o, os engenheiros t\u00eam de calcular a quantidade que resta, uma vez que a nave espacial n\u00e3o tem um indicador de combust\u00edvel. A Odyssey depende da energia solar para operar os seus instrumentos e eletr\u00f3nica. Esta energia varia quando a nave desaparece atr\u00e1s de Marte durante cerca de 15 minutos por \u00f3rbita. E as temperaturas t\u00eam de se manter equilibradas para que todos os instrumentos da Odyssey funcionem corretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 necess\u00e1ria uma monitoriza\u00e7\u00e3o cuidadosa para manter uma miss\u00e3o durante tantos anos, ao mesmo tempo que se mant\u00e9m uma hist\u00f3rica linha temporal de planeamento e execu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8211; e pr\u00e1ticas de engenharia inovadoras&#8221;, disse o gestor de projeto da Odyssey, Joseph Hunt do JPL. &#8220;Estamos ansiosos por recolher mais ci\u00eancia fant\u00e1stica nos pr\u00f3ximos anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"What Would Mars Look Like if an Astronaut Could Orbit the Planet? (Mars Report - Nov. 2023)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gm_g93wNj_8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/odyssey\/nasas-mars-odyssey-captures-huge-volcano-nears-100000-orbits\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-odyssey-100000-orbits-olympus-mons-image\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/astrobiology.com\/2024\/06\/mars-odysseys-orbital-view-of-olympus-mons-as-it-nears-100000-orbits.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astrobiology<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-06-nasa-mars-odyssey-orbiter-captures.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Olympus_Mons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Olympus Mons (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Odyssey:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/odyssey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2001_Mars_Odyssey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sonda Mars Odyssey da NASA captou esta imagem \u00fanica de Olympus Mons, o vulc\u00e3o mais alto do Sistema Solar, no dia 11 de mar\u00e7o de 2024. 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