{"id":7104,"date":"2024-06-28T06:17:33","date_gmt":"2024-06-28T05:17:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7104"},"modified":"2024-06-28T06:17:34","modified_gmt":"2024-06-28T05:17:34","slug":"descoberta-surpreendente-de-fosfato-nas-amostras-do-asteroide-bennu-recolhidas-pela-osiris-rex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/06\/28\/descoberta-surpreendente-de-fosfato-nas-amostras-do-asteroide-bennu-recolhidas-pela-osiris-rex\/","title":{"rendered":"Descoberta surpreendente de fosfato nas amostras do asteroide Bennu recolhidas pela OSIRIS-REx"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"746\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o-1024x746.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7105\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o-1024x746.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o-300x219.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o-768x559.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0F9mvvNC_o.jpg 1197w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma pequena fra\u00e7\u00e3o da amostra do asteroide Bennu entregue pela miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA, vista em imagens de microsc\u00f3pio. O painel superior esquerdo mostra uma part\u00edcula escura de Bennu, com cerca de um mil\u00edmetro de comprimento, com uma crosta exterior de fosfato brilhante. Os outros tr\u00eas pain\u00e9is mostram vistas progressivamente ampliadas de um fragmento da part\u00edcula que se separou ao longo de um veio brilhante contendo fosfato, capturadas por um microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico de varrimento.\nCr\u00e9dito: Lauretta e Connolly et al. (2024), Meteoritics &#038; Planetary Science<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde que foi entregue \u00e0 Terra, no outono passado, que os cientistas aguardam ansiosamente a oportunidade de se debru\u00e7arem sobre a amostra de 121,6 gramas do asteroide Bennu, recolhida pela miss\u00e3o OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security \u2013 Regolith Explorer) da NASA. Esperava-se que o material contivesse segredos do passado do Sistema Solar e da qu\u00edmica pr\u00e9-bi\u00f3tica que poderia ter levado \u00e0 origem da vida na Terra. Uma an\u00e1lise inicial da amostra de Bennu, publicada dia 26 de junho na revista Meteoritics &amp; Planetary Science, demonstra que este entusiasmo era justificado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de an\u00e1lise de amostras da OSIRIS-REx descobriu que Bennu cont\u00e9m os ingredientes originais que formaram o nosso Sistema Solar. A poeira do asteroide \u00e9 rica em carbono e azoto, bem como em compostos org\u00e2nicos, todos eles componentes essenciais para a vida tal como a conhecemos. A amostra tamb\u00e9m cont\u00e9m fosfato de magn\u00e9sio e s\u00f3dio, o que foi uma surpresa para a equipa de investiga\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o foi visto nos dados de dete\u00e7\u00e3o remota recolhidos pela nave espacial em torno de Bennu. A sua presen\u00e7a na amostra sugere que o asteroide pode ter-se separado de um pequeno mundo oce\u00e2nico primitivo, h\u00e1 muito desaparecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma surpresa de fosfato<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise da amostra de Bennu revelou informa\u00e7\u00f5es intrigantes sobre a composi\u00e7\u00e3o do asteroide. Dominada por minerais de argila, particularmente serpentina, a amostra reflete o tipo de rocha encontrada nas dorsais oce\u00e2nicas da Terra, onde o material do manto, a camada por baixo da crosta terrestre, encontra \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o resulta apenas na forma\u00e7\u00e3o de argila; tamb\u00e9m d\u00e1 origem a uma variedade de minerais como carbonatos, \u00f3xidos de ferro e sulfuretos de ferro. Mas a descoberta mais inesperada \u00e9 a presen\u00e7a de fosfatos sol\u00faveis em \u00e1gua. Estes compostos s\u00e3o componentes da bioqu\u00edmica de toda a vida conhecida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora um fosfato semelhante tenha sido encontrado na amostra do asteroide Ryugu entregue pela miss\u00e3o Hayabusa2 da JAXA em 2020, o fosfato de magn\u00e9sio e s\u00f3dio detetado na amostra de Bennu destaca-se pela sua pureza &#8211; ou seja, a aus\u00eancia de outros materiais no mineral &#8211; e pelo tamanho dos seus gr\u00e3os, sem precedentes em qualquer amostra de meteorito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de fosfatos de magn\u00e9sio e s\u00f3dio na amostra de Bennu levanta quest\u00f5es sobre os processos geoqu\u00edmicos que concentraram estes elementos e fornece pistas valiosas sobre as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A presen\u00e7a e o estado dos fosfatos, juntamente com outros elementos e compostos em Bennu, sugerem um passado aquoso para o asteroide&#8221;, disse Dante Lauretta, coautor do artigo e investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. &#8220;O asteroide Bennu poderia potencialmente ter feito parte de um mundo mais h\u00famido. No entanto, esta hip\u00f3tese requer mais investiga\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A OSIRIS-REx deu-nos exatamente o que esper\u00e1vamos: uma grande amostra de um asteroide pr\u00edstino rico em azoto e carbono de um mundo anteriormente h\u00famido&#8221;, disse Jason Dworkin, coautor do artigo e cientista do projeto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De um Sistema Solar jovem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da sua poss\u00edvel hist\u00f3ria de intera\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua, Bennu continua a ser um asteroide quimicamente primitivo, com propor\u00e7\u00f5es elementares muito semelhantes \u00e0s do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A amostra que recebemos \u00e9 o maior reservat\u00f3rio de material de asteroide inalterado na Terra neste momento&#8221;, disse Lauretta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta composi\u00e7\u00e3o fornece um vislumbre dos primeiros tempos do nosso Sistema Solar, h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Estas rochas mantiveram o seu estado original, n\u00e3o tendo derretido nem resolidificado desde o seu in\u00edcio, afirmando as suas origens antigas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pistas dos blocos de constru\u00e7\u00e3o da vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa confirmou que o asteroide \u00e9 rico em carbono e azoto. Estes elementos s\u00e3o cruciais para compreender os ambientes de onde prov\u00eam os materiais de Bennu e os processos qu\u00edmicos que transformaram elementos simples em mol\u00e9culas complexas, potencialmente lan\u00e7ando as bases para a vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas sublinham a import\u00e2ncia de recolher e estudar material de asteroides como Bennu &#8211; especialmente material de baixa densidade que normalmente arderia ao entrar na atmosfera da Terra&#8221;, disse Lauretta. &#8220;Este material \u00e9 a chave para desvendar os intrincados processos de forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e a qu\u00edmica pr\u00e9-bi\u00f3tica que pode ter contribu\u00eddo para o aparecimento da vida na Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que se segue<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dezenas de outros laborat\u00f3rios nos Estados Unidos e em todo o mundo receber\u00e3o por\u00e7\u00f5es da amostra de Bennu do Centro Espacial Johnson da NASA em Houston nos pr\u00f3ximos meses, e muitos mais artigos cient\u00edficos descrevendo an\u00e1lises da amostra do asteroide Bennu s\u00e3o esperados nos pr\u00f3ximos anos pela equipa de an\u00e1lise da OSIRIS-REx.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As amostras de Bennu s\u00e3o rochas extraterrestres de uma beleza tentadora&#8221;, disse Harold Connolly, coautor do artigo e cientista de amostras da miss\u00e3o OSIRIS-REx na Universidade de Rowan em Glassboro, New Jersey. &#8220;Todas as semanas, a an\u00e1lise da equipa de amostras da OSIRIS-REx fornece novas e, por vezes, surpreendentes descobertas que est\u00e3o a ajudar a colocar importantes restri\u00e7\u00f5es sobre a origem e evolu\u00e7\u00e3o de planetas semelhantes \u00e0 Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lan\u00e7ada no dia 8 de setembro de 2016, a nave espacial OSIRIS-REx viajou at\u00e9 ao asteroide pr\u00f3ximo da Terra, Bennu, e recolheu uma amostra de rochas e poeiras da sua superf\u00edcie. A OSIRIS-REx, a primeira miss\u00e3o dos EUA a recolher uma amostra de um asteroide, entregou-a \u00e0 Terra no dia 24 de setembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/osiris-rex\/surprising-phosphate-finding-in-nasas-osiris-rex-asteroid-sample\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/news\/bennu-holds-solar-systems-original-ingredients-might-have-been-part-wet-world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.curtin.edu.au\/news\/media-release\/asteroid-rocks-begin-to-reveal-our-solar-systems-origins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Curtin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/maps.14227\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Meteoritics &amp; Planetary Science)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2404.12536\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/nasa-osiris-rex-sample-return-phosphate-ocean-world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/06\/240626151925.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-06-phosphate-nasa-osiris-rex-asteroid.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasasolarsystem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pequena fra\u00e7\u00e3o da amostra do asteroide Bennu entregue pela miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA, vista em imagens de microsc\u00f3pio. 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