{"id":7072,"date":"2024-06-18T06:57:07","date_gmt":"2024-06-18T05:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7072"},"modified":"2024-06-18T06:57:13","modified_gmt":"2024-06-18T05:57:13","slug":"linhagens-galacticas-muito-enxames-estelares-proximos-tem-origem-em-apenas-tres-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/06\/18\/linhagens-galacticas-muito-enxames-estelares-proximos-tem-origem-em-apenas-tres-familias\/","title":{"rendered":"Linhagens gal\u00e1cticas: muito enxames estelares pr\u00f3ximos t\u00eam origem em apenas tr\u00eas &#8220;fam\u00edlias&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7073\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/qnuMAz03_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem \u00f3tica do enxame estelar Alpha Persei. Este enxame \u00e9 um dos primeiros formados na fam\u00edlia Alpha Persei e \u00e9 o hom\u00f3nimo da fam\u00edlia.\nCr\u00e9dito: ESO\/STScI Digitized Sky Survey II<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada pela Universidade de Viena decifrou a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o de jovens enxames de estrelas, alguns dos quais podemos ver a olho nu \u00e0 noite. A equipa, liderada por Cameren Swiggum e Jo\u00e3o Alves da Universidade de Viena e Robert Benjamin da Universidade de Wisconsin-Whitewater, relata que a maioria dos enxames estelares jovens pr\u00f3ximos pertencem apenas a tr\u00eas fam\u00edlias, que t\u00eam origem em regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar muito massivas. Esta investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fornece novos conhecimentos sobre os efeitos das supernovas (explos\u00f5es violentas no fim da vida de estrelas muito massivas) na forma\u00e7\u00e3o de estruturas gigantes de g\u00e1s em gal\u00e1xias como a nossa Via L\u00e1ctea. Os resultados foram publicados na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os enxames estelares jovens s\u00e3o excelentes para explorar a hist\u00f3ria e a estrutura da Via L\u00e1ctea. Ao estudar os seus movimentos no passado e, consequentemente, a sua origem, obtemos tamb\u00e9m importantes informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia&#8221;, afirma Jo\u00e3o Alves da Universidade de Viena, coautor do estudo. Utilizando dados precisos da miss\u00e3o Gaia da ESA e observa\u00e7\u00f5es espetrosc\u00f3picas, a equipa rastreou as origens de 155 enxames estelares jovens num raio de cerca de 3500 anos-luz em torno do Sol. A sua an\u00e1lise mostra que estes enxames estelares podem ser divididos em tr\u00eas fam\u00edlias com origens e condi\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o comuns. &#8220;Isto indica que os enxames estelares jovens t\u00eam origem em apenas tr\u00eas regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar muito ativas e massivas&#8221;, diz Alves. Estas tr\u00eas fam\u00edlias de estrelas t\u00eam o nome dos seus enxames estelares mais proeminentes: Collinder 135 (Cr135), Messier 6 (M6) e Alpha Persei (\u03b1 Per).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas descobertas fornecem uma compreens\u00e3o mais clara de como os enxames estelares jovens na nossa vizinhan\u00e7a gal\u00e1ctica est\u00e3o interligados, tal como os membros de uma fam\u00edlia ou &#8216;linhagens'&#8221;, diz o autor principal Cameren Swiggum, estudante de doutoramento na Universidade de Viena. &#8220;Ao examinar os movimentos 3D e as posi\u00e7\u00f5es passadas destes enxames de estrelas, podemos identificar as suas origens comuns e localizar as regi\u00f5es da nossa Gal\u00e1xia onde se formaram as primeiras estrelas destes respetivos enxames de estrelas, at\u00e9 h\u00e1 cerca de 40 milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f6\/fc\/kjU0P8Ge_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f6\/fc\/kjU0P8Ge_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Posi\u00e7\u00f5es dos enxames, a cujas fam\u00edlias foram atribu\u00eddas as tr\u00eas cores diferentes, e respetivas imagens \u00f3ticas dos objetos mais not\u00e1veis de cada uma. A imagem de fundo \u00e9 o mapa Planck 853 GHz que rastreia a emiss\u00e3o de poeira. Dado que os enxames da fam\u00edlia alpha Persei est\u00e3o, em m\u00e9dia, mais pr\u00f3ximos do Sol do que os das outras duas fam\u00edlias, as suas posi\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais espalhadas pelo c\u00e9u.<br>Cr\u00e9dito: Swiggum et al, 2024<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Estas explos\u00f5es massivas provavelmente tamb\u00e9m criaram a nossa &#8220;Bolha Local&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo concluiu que devem ter ocorrido mais de 200 explos\u00f5es de supernova no seio destas tr\u00eas fam\u00edlias de enxames estelares, libertando enormes quantidades de energia para o seu meio envolvente. Os autores conclu\u00edram que esta energia teve provavelmente um impacto significativo na distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s na Via L\u00e1ctea local. &#8220;Isto poderia explicar a forma\u00e7\u00e3o de uma superbolha, uma bolha gigante de g\u00e1s e poeira com um di\u00e2metro de 3000 anos-luz em torno da fam\u00edlia Cr135&#8221;, explica Swiggum. O nosso Sistema Solar tamb\u00e9m est\u00e1 inserido numa bolha deste tipo, a chamada Bolha Local, que est\u00e1 cheia de g\u00e1s muito fino e quente. &#8220;A Bolha Local est\u00e1 provavelmente tamb\u00e9m ligada \u00e0 hist\u00f3ria de uma das tr\u00eas fam\u00edlias de enxames estelares&#8221;, acrescenta Swiggum. &#8220;E \u00e9 prov\u00e1vel que tenha deixado vest\u00edgios na Terra, como sugerem as medi\u00e7\u00f5es de is\u00f3topos de ferro (60Fe) na crosta terrestre.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Podemos praticamente transformar o c\u00e9u numa m\u00e1quina do tempo que nos permite tra\u00e7ar a hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia natal&#8221;, diz Jo\u00e3o Alves. &#8220;Ao decifrar a genealogia dos enxames estelares, ficamos tamb\u00e9m a saber mais sobre a nossa pr\u00f3pria ascend\u00eancia gal\u00e1ctica.&#8221; No futuro, a equipa de Jo\u00e3o Alves planeia investigar com mais precis\u00e3o se e como o nosso Sistema Solar interagiu com a mat\u00e9ria interestelar na nossa Gal\u00e1xia natal, a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Families of young star clusters\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4iBy5hz6eNE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/news.univie.ac.at\/en\/media\/recent-press-releases\/detailansicht-en\/artikel\/galactic-bloodlines-many-nearby-star-clusters-originate-from-only-three-families\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Viena (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07496-9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2406.06510\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1047646\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/06\/240610140143.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/167349\/the-nearby-star-clusters-come-from-only-three-places\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-06-galactic-bloodlines-nearby-star-clusters.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bolha Local:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Local_Bubble\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enxame estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Collinder 135:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Collinder_135\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Messier 6:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m006.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Butterfly_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alpha Persei:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Alpha_Persei_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem \u00f3tica do enxame estelar Alpha Persei. 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