{"id":7063,"date":"2024-06-14T07:00:36","date_gmt":"2024-06-14T06:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7063"},"modified":"2024-06-14T07:00:36","modified_gmt":"2024-06-14T06:00:36","slug":"o-sistema-solar-pode-ter-passado-por-uma-densa-nuvem-interestelar-ha-2-milhoes-de-anos-alterando-o-clima-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/06\/14\/o-sistema-solar-pode-ter-passado-por-uma-densa-nuvem-interestelar-ha-2-milhoes-de-anos-alterando-o-clima-da-terra\/","title":{"rendered":"O Sistema Solar pode ter passado por uma densa nuvem interestelar h\u00e1 2 milh\u00f5es de anos, alterando o clima da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7064\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o-768x513.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/VyOxGzkD_o.jpg 1498w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante um breve per\u00edodo de tempo, h\u00e1 milh\u00f5es de anos, a Terra pode ter sido mergulhada para fora do escudo protetor de plasma do Sol, de nome heliosfera, que \u00e9 aqui representado como a bolha cinzenta escura sobre o pano de fundo do espa\u00e7o interestelar. De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o, isto pode ter exposto a Terra a elevados n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o e influenciado o clima.\nCr\u00e9dito: Opher, et al., Nature Astronomy<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de dois milh\u00f5es de anos, a Terra era um lugar muito diferente, com os nossos primeiros antepassados humanos a viverem ao lado de tigres dentes-de-sabre, mastodontes e enormes roedores. E talvez tivessem tido frio: A Terra atravessava um per\u00edodo intensamente fr\u00edgido, a sucederem-se v\u00e1rias eras glaciares at\u00e9 h\u00e1 cerca de 12.000 anos. Os cientistas teorizam que as eras glaciares ocorrem por v\u00e1rias raz\u00f5es, incluindo a inclina\u00e7\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o do planeta, a altera\u00e7\u00e3o das placas tect\u00f3nicas, as erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e os n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono na atmosfera. Mas e se mudan\u00e7as dr\u00e1sticas como estas n\u00e3o forem apenas resultado do ambiente da Terra, mas tamb\u00e9m da localiza\u00e7\u00e3o do Sol na Gal\u00e1xia?<\/p>\n\n\n\n<p>Num novo artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature Astronomy, investigadores liderados pela Universidade de Boston encontraram evid\u00eancias de que, h\u00e1 cerca de dois milh\u00f5es de anos, o Sistema Solar encontrou uma nuvem interestelar t\u00e3o densa que poderia ter interferido com o vento solar. Os cientistas pensam que a localiza\u00e7\u00e3o do Sol no espa\u00e7o pode moldar a hist\u00f3ria da Terra mais do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o nosso Sistema Solar est\u00e1 envolto num escudo protetor de plasma que emana do Sol, conhecido como heliosfera. \u00c9 feito de um fluxo constante de part\u00edculas carregadas, chamado vento solar, que se estende para l\u00e1 de Plut\u00e3o, envolvendo os planetas naquilo a que a NASA chama uma &#8220;bolha gigante&#8221;. Protege-nos da radia\u00e7\u00e3o e dos raios gal\u00e1cticos que podem alterar o ADN, e os cientistas pensam que \u00e9 parte da raz\u00e3o pela qual a vida evoluiu na Terra do modo como o fez. De acordo com este estudo mais recente, a nuvem fria comprimiu a heliosfera de tal forma que colocou brevemente a Terra e os outros planetas do Sistema Solar fora da sua influ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este trabalho \u00e9 o primeiro a mostrar quantitativamente que houve um encontro entre o Sol e algo para l\u00e1 do Sistema Solar que teria afetado o clima da Terra&#8221;, afirma Merav Opher, f\u00edsica espacial da Universidade de Boston, especialista na heliosfera e principal autora do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seus modelos moldaram literalmente a nossa compreens\u00e3o cient\u00edfica da heliosfera e da forma como a bolha \u00e9 estruturada pelo vento solar que empurra o meio interestelar &#8211; o espa\u00e7o na nossa Gal\u00e1xia entre as estrelas e para al\u00e9m da heliosfera. A sua teoria \u00e9 que a heliosfera tem a forma de um croissant inchado, uma ideia que abalou a comunidade da f\u00edsica espacial. Agora, est\u00e1 a lan\u00e7ar uma nova luz sobre a forma como a heliosfera e o local onde o Sol se move no espa\u00e7o podem afetar a qu\u00edmica atmosf\u00e9rica da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As estrelas movem-se, e agora este artigo cient\u00edfico mostra n\u00e3o s\u00f3 que se movem, mas que encontram mudan\u00e7as dr\u00e1sticas&#8221;, diz Opher, professora de astronomia da Faculdade de Artes e Ci\u00eancias da Universidade de Boston e membro do Centro de F\u00edsica Espacial da mesma institui\u00e7\u00e3o de ensino. Trabalhou neste estudo durante uma bolsa de um ano no Instituto Radcliffe em Harvard.<\/p>\n\n\n\n<p>Opher e os seus colaboradores essencialmente recuaram no tempo, utilizando modelos inform\u00e1ticos sofisticados para visualizar a posi\u00e7\u00e3o do Sol h\u00e1 dois milh\u00f5es de anos &#8211; e, com ele, a heliosfera e o resto do Sistema Solar. Tamb\u00e9m mapearam o percurso da Corrente Local de Nuvens Frias, um sistema de nuvens grandes, densas e muito frias, feitas principalmente de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio. As suas simula\u00e7\u00f5es mostraram que uma das nuvens frias perto do fim dessa corrente, denominada Lince Local, poderia ter colidido com a heliosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso isso tenha acontecido, diz Opher, a Terra teria ficado totalmente exposta ao meio interestelar, onde o g\u00e1s e a poeira se misturam com os elementos at\u00f3micos que sobraram das estrelas que explodiram, incluindo o ferro e o plut\u00f3nio. Normalmente, a heliosfera filtra a maior parte destas part\u00edculas radioativas. Mas sem prote\u00e7\u00e3o, podem facilmente chegar \u00e0 Terra. De acordo com o artigo, isto alinha-se com evid\u00eancias geol\u00f3gicas que mostram um aumento dos is\u00f3topos 60Fe (ferro 60) e 244Pu (plut\u00f3nio 244) nos oceanos, na neve da Ant\u00e1rtida e nos n\u00facleos de gelo &#8211; e na Lua &#8211; do mesmo per\u00edodo. O momento tamb\u00e9m coincide com registos de temperatura que indicam um per\u00edodo de arrefecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00f3 raramente a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica para al\u00e9m do Sistema Solar afeta a vida na Terra&#8221;, diz Avi Loeb, diretor do Instituto de Teoria e Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de Harvard e coautor do artigo. &#8220;\u00c9 excitante descobrir que a nossa passagem por nuvens densas, h\u00e1 alguns milh\u00f5es de anos, pode ter exposto a Terra a um fluxo muito maior de raios c\u00f3smicos e \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio. Os nossos resultados abrem uma nova janela para a rela\u00e7\u00e3o entre a evolu\u00e7\u00e3o da vida na Terra e a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o externa da Nuvem Fria Local de Lince poderia ter bloqueado continuamente a heliosfera durante algumas centenas de anos a um milh\u00e3o de anos, diz Opher &#8211; dependendo do tamanho da nuvem. &#8220;Mas assim que a Terra se afastou da nuvem fria, a heliosfera envolveu todos os planetas, incluindo a Terra&#8221;, diz. E \u00e9 assim que as coisas s\u00e3o atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel saber o efeito exato que a nuvem fria teve na Terra &#8211; por exemplo, se poder\u00e1 ter provocado uma idade do gelo. Mas h\u00e1 algumas outras nuvens frias no meio interestelar que o Sol provavelmente encontrou nos milhares de milh\u00f5es de anos desde que nasceu, diz Opher. E \u00e9 prov\u00e1vel que tropece em mais algumas daqui a cerca de um milh\u00e3o de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Opher e os seus colaboradores est\u00e3o agora a trabalhar para descobrir onde o Sol estava h\u00e1 sete milh\u00f5es de anos e ainda mais atr\u00e1s. A localiza\u00e7\u00e3o do Sol milh\u00f5es de anos no passado, bem como do sistema de nuvens frias, \u00e9 poss\u00edvel com os dados recolhidos pela miss\u00e3o Gaia da ESA, que est\u00e1 a construir o maior mapa 3D da Gal\u00e1xia e a fornecer uma vis\u00e3o sem precedentes da velocidade a que as estrelas se movem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta nuvem esteve, de facto, envolvida no nosso passado e, se atravess\u00e1mos algo t\u00e3o massivo, estivemos expostos ao meio interestelar&#8221;, diz Opher. O efeito de se cruzar com tanto hidrog\u00e9nio e material radioativo n\u00e3o \u00e9 claro, pelo que Opher e a sua equipa no Centro de Ci\u00eancia SHIELD (Solar wind with Hydrogen Ion Exchange and Large-scale Dynamics) da Universidade de Boston, financiado pela NASA, est\u00e3o agora a explorar o efeito que poderia ter tido na radia\u00e7\u00e3o da Terra, bem como na atmosfera e no clima.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto \u00e9 apenas o come\u00e7o&#8221;, diz Opher. A investigadora espera que este trabalho abra a porta a uma explora\u00e7\u00e3o muito maior da forma como o Sistema Solar foi influenciado por for\u00e7as exteriores num passado profundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Earth Forced from the Protective Heliosphere: What Do We know?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F25ILxN_dlk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.bu.edu\/articles\/2024\/the-solar-system-may-have-passed-through-interstellar-clouds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Boston (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.harvard.edu\/gazette\/story\/2024\/06\/earth-exposed-to-interstellar-medium-millions-of-years-ago-says-study-heliosphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-024-02279-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/earth-dense-interstellar-cloud-solar-protection-lost\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/167340\/was-earths-climate-affected-by-interstellar-clouds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2434831-cosmic-cloud-exposed-earth-to-interstellar-space-3-million-years-ago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Earths_Climate_May_Have_Been_Affected_by_Interstellar_Clouds_2_Million_Years_Ago_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/earth-ice-age-interstellar-wind-solar-system-study-boston-university-1910681\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Heliosfera:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Era glacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ice_age\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Espa\u00e7o interestelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante um breve per\u00edodo de tempo, h\u00e1 milh\u00f5es de anos, a Terra pode ter sido mergulhada para fora do escudo protetor de plasma do Sol, de nome heliosfera, que \u00e9 aqui representado como a bolha cinzenta escura sobre o pano de fundo do espa\u00e7o interestelar. 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