{"id":7048,"date":"2024-06-07T06:15:13","date_gmt":"2024-06-07T05:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7048"},"modified":"2024-06-07T06:15:13","modified_gmt":"2024-06-07T05:15:13","slug":"planeta-estranho-mantem-atmosfera-apesar-da-implacavel-radiacao-da-sua-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/06\/07\/planeta-estranho-mantem-atmosfera-apesar-da-implacavel-radiacao-da-sua-estrela\/","title":{"rendered":"Planeta &#8220;estranho&#8221; mant\u00e9m atmosfera apesar da implac\u00e1vel radia\u00e7\u00e3o da sua estrela"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7049\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/iNXnRpMT_o.jpg 1194w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica de TIC365102760 b, apelidado de F\u00e9nix pela sua capacidade de sobreviver, de perto, \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o de uma estrela gigante vermelha.\nCr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exoplaneta raro, que deveria ter sido reduzido a rocha nua pela intensa radia\u00e7\u00e3o da sua estrela hospedeira, desenvolveu uma atmosfera inchada &#8211; a \u00faltima de uma s\u00e9rie de descobertas que obrigam os cientistas a repensar as teorias sobre a forma como os planetas envelhecem e morrem em ambientes extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apelidado de &#8220;F\u00e9nix&#8221; pela sua capacidade de sobreviver \u00e0 energia radiante da sua estrela gigante vermelha, o planeta rec\u00e9m-descoberto ilustra a vasta diversidade dos sistemas solares e a complexidade da evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria &#8211; especialmente no fim da vida das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados foram publicados na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este planeta n\u00e3o est\u00e1 a evoluir da forma que pens\u00e1vamos. Parece ter uma atmosfera muito maior e menos densa do que esper\u00e1vamos para estes sistemas&#8221;, disse Sam Grunblatt, astrof\u00edsico da Universidade Johns Hopkins que liderou a investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;A grande quest\u00e3o \u00e9 saber como \u00e9 que ele manteve essa atmosfera apesar de estar t\u00e3o perto de uma estrela hospedeira t\u00e3o grande&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo planeta pertence a uma categoria de mundos raros chamados &#8220;Neptunos quentes&#8221;, porque partilham muitas semelhan\u00e7as com o gigante gelado mais exterior do Sistema Solar, apesar de estarem muito mais perto das suas estrelas hospedeiras e de serem muito mais quentes. Oficialmente designado TIC 365102760 b, o mais recente planeta inchado \u00e9 surpreendentemente mais pequeno, mais velho e mais quente do que os cientistas pensavam ser poss\u00edvel. \u00c9 6,2 vezes maior do que a Terra, completa uma \u00f3rbita em torno da sua estrela-m\u00e3e a cada 4,2 dias e est\u00e1 cerca de 6 vezes mais pr\u00f3ximo da sua estrela do que Merc\u00fario est\u00e1 do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 idade de F\u00e9nix e \u00e0s suas temperaturas escaldantes, juntamente com a sua densidade inesperadamente baixa, o processo de despojamento da sua atmosfera deve ter ocorrido a um ritmo mais lento do que os cientistas pensavam ser poss\u00edvel, conclu\u00edram. Estimaram tamb\u00e9m que o planeta \u00e9 60 vezes menos denso do que o &#8220;Neptuno quente&#8221; mais denso descoberto at\u00e9 \u00e0 data, e que n\u00e3o sobreviver\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos antes de come\u00e7ar a morrer ao espiralar para a sua estrela gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 o planeta mais pequeno que alguma vez encontr\u00e1mos em torno de uma destas gigantes vermelhas e, provavelmente, o planeta de menor massa a orbitar uma estrela gigante [vermelha] que alguma vez vimos&#8221;, disse Grunblatt. &#8220;\u00c9 por isso que tem um aspeto muito estranho. N\u00e3o sabemos porque \u00e9 que ainda tem uma atmosfera quando outros &#8216;Neptunos quentes&#8217;, que s\u00e3o muito mais pequenos e muito mais densos, parecem estar a perder as suas atmosferas em ambientes muito menos extremos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grunblatt e a sua equipa conseguiram obter estas informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o de um novo m\u00e9todo para afinar os dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. O telesc\u00f3pio do sat\u00e9lite consegue detetar planetas de baixa densidade, uma vez que estes diminuem o brilho das suas estrelas hospedeiras quando passam \u00e0 sua frente. Mas a equipa de Grunblatt filtrou a luz indesejada nas imagens e depois combinou-as com medi\u00e7\u00f5es adicionais do Observat\u00f3rio W.M. Keck, no vulc\u00e3o Maunakea, no Hawaii, uma instala\u00e7\u00e3o que segue as pequenas oscila\u00e7\u00f5es das estrelas causadas pelos seus planetas em \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas podem ajudar os cientistas a melhor compreender a evolu\u00e7\u00e3o de atmosferas como a da Terra, disse Grunblatt. Os cientistas preveem que, dentro de alguns milhares de milh\u00f5es de anos, o Sol se expandir\u00e1 at\u00e9 se tornar uma estrela gigante vermelha, que inchar\u00e1 e engolir\u00e1 a Terra e os outros planetas interiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o compreendemos muito bem a fase final da evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios&#8221;, disse Grunblatt. &#8220;Isto diz-nos que talvez a atmosfera da Terra n\u00e3o evolua exatamente como pens\u00e1vamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas inchados s\u00e3o muitas vezes compostos por gases, gelo ou outros materiais mais leves que os tornam globalmente menos densos do que qualquer planeta do Sistema Solar. S\u00e3o t\u00e3o raros que os cientistas pensam que apenas cerca de 1% das estrelas os t\u00eam. Exoplanetas como F\u00e9nix n\u00e3o s\u00e3o descobertos com tanta frequ\u00eancia porque os seus tamanhos mais pequenos tornam-nos mais dif\u00edceis de detetar do que os maiores e mais densos, disse Grunblatt. \u00c9 por isso que a sua equipa est\u00e1 \u00e0 procura de mais mundos pequenos. J\u00e1 encontraram uma d\u00fazia de potenciais candidatos com a sua nova t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda temos um longo caminho a percorrer para compreender como as atmosferas planet\u00e1rias evoluem ao longo do tempo&#8221;, disse Grunblatt.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/hub.jhu.edu\/2024\/06\/05\/new-exoplanet-survives-star-radiation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ad4149\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1046882\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/phoenix-exoplanet-nasa-star-bombardment\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-06-weird-planet-retains-atmosphere-nearby.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/06\/240605162332.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/exoplanet-atmosphere-persists-dying-red-giant-star-1851519396\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TIC 365102760 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/tic_365102760_b--8620\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica de TIC365102760 b, apelidado de F\u00e9nix pela sua capacidade de sobreviver, de perto, \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o de uma estrela gigante vermelha. Cr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins Um exoplaneta raro, que deveria ter sido reduzido a rocha nua pela intensa radia\u00e7\u00e3o da sua estrela hospedeira, desenvolveu uma atmosfera inchada &#8211; a \u00faltima de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7049,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,529,309,1770],"class_list":["post-7048","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-observatorio-w-m-keck","tag-tess","tag-tic-365102760-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7048"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7048\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7050,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7048\/revisions\/7050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}