{"id":7039,"date":"2024-06-04T06:23:43","date_gmt":"2024-06-04T05:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7039"},"modified":"2024-06-04T06:23:44","modified_gmt":"2024-06-04T05:23:44","slug":"imagens-pela-sonda-lucy-revelam-que-o-asteroide-dinkinesh-e-surpreendentemente-complexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/06\/04\/imagens-pela-sonda-lucy-revelam-que-o-asteroide-dinkinesh-e-surpreendentemente-complexo\/","title":{"rendered":"Imagens, pela sonda Lucy, revelam que o asteroide Dinkinesh \u00e9 surpreendentemente complexo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"574\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o-574x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7040\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o-574x1024.jpg 574w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o-168x300.jpg 168w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o-768x1370.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o-861x1536.jpg 861w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/99LTOqjd_o.jpg 920w\" sizes=\"auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os pain\u00e9is a, b e c mostram pares de imagens estereogr\u00e1ficas do asteroide Dinkinesh tiradas pelo instrumento L&#8217;LORRI da nave espacial Lucy da NASA nos minutos da maior aproxima\u00e7\u00e3o de dia 1 de novembro de 2023. Os pontos amarelos e rosa indicam as caracter\u00edsticas da depress\u00e3o e da crista, respetivamente. Estas imagens foram melhoradas e processadas para aumentar o contraste. O painel d mostra uma vista lateral de Dinkinesh e do seu sat\u00e9lite Selam, tirada alguns minutos ap\u00f3s a maior aproxima\u00e7\u00e3o.\nCr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/SwRI\/APL de Johns Hopkins\/NOIRLab<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagens do &#8220;flyby&#8221; do asteroide Dinkinesh, em novembro de 2023, pela nave espacial Lucy da NASA, mostram uma depress\u00e3o em Dinkinesh onde um grande peda\u00e7o &#8211; cerca de um quarto do asteroide &#8211; se deslocou subitamente, uma crista e um sat\u00e9lite bin\u00e1rio de contacto (agora conhecido como Selam). Os cientistas dizem que esta estrutura complicada mostra que Dinkinesh e Selam t\u00eam uma for\u00e7a interna significativa e uma hist\u00f3ria complexa e din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Queremos compreender a for\u00e7a dos pequenos corpos do nosso Sistema Solar, porque isso \u00e9 fundamental para compreender como \u00e9 que planetas como a Terra aqui chegaram&#8221;, disse Hal Levison, investigador principal da Lucy na filial de Boulder, Colorado, do SwRI (Southwest Research Institute em San Antonio, Texas). &#8220;Basicamente, os planetas formaram-se quando zilh\u00f5es de objetos mais pequenos em \u00f3rbita do Sol, como os asteroides, chocaram uns com os outros. A forma como os objetos se comportam quando chocam uns com os outros, se se partem ou se mant\u00eam unidos, tem muito a ver com a sua for\u00e7a e estrutura interna.&#8221; Levison \u00e9 o autor principal de um artigo cient\u00edfico sobre estas observa\u00e7\u00f5es publicado no dia 29 de maio na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que Dinkinesh est\u00e1 a revelar a sua estrutura interna pela forma como responde ao stress. Ao longo de milh\u00f5es de anos a girar \u00e0 luz do Sol, as pequenas for\u00e7as provenientes da radia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica emitida pela superf\u00edcie quente do asteroide geraram um pequeno momento que fez com que Dinkinesh girasse gradualmente mais depressa, acumulando tens\u00f5es centr\u00edfugas at\u00e9 que parte do asteroide se deslocou para uma forma mais alongada. Este evento ter\u00e1 provocado a entrada de detritos numa \u00f3rbita pr\u00f3xima, que se tornaram a mat\u00e9ria-prima que produziu a crista e o sat\u00e9lite.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/cwk67ph.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/cwk67ph.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Filme est\u00e9reo do asteroide Dinkinesh, obtido aquando da passagem da nave espacial Lucy da NASA, no dia 1 de novembro de 2023.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/SwRI\/APL de Johns Hopkins\/NOIRLab\/Brian May\/Claudia Manzoni<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se Dinkinesh fosse muito mais fraco, mais parecido com um monte flu\u00eddo de areia, as suas part\u00edculas ter-se-iam movido gradualmente em dire\u00e7\u00e3o ao equador e voado para \u00f3rbita \u00e0 medida que girava mais depressa. No entanto, as imagens sugerem que foi capaz de se manter unido durante mais tempo, mais como uma rocha, com mais for\u00e7a do que um fluido, acabando por ceder sob tens\u00e3o e fragmentar-se em grandes peda\u00e7os (embora a quantidade de for\u00e7a necess\u00e1ria para fragmentar um pequeno asteroide como Dinkinesh seja min\u00fascula em compara\u00e7\u00e3o com a maioria das rochas da Terra).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A depress\u00e3o sugere uma falha abrupta, mais como um terramoto com uma acumula\u00e7\u00e3o gradual de tens\u00e3o e depois uma liberta\u00e7\u00e3o s\u00fabita, em vez de um processo lento como a forma\u00e7\u00e3o de uma duna de areia&#8221;, disse Keith Noll do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, cientista do projeto Lucy e coautor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas caracter\u00edsticas dizem-nos que Dinkinesh tem alguma for\u00e7a e permitem-nos fazer uma pequena reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para ver como este asteroide evoluiu&#8221;, disse Levison. &#8220;Partiu-se, as coisas separaram-se e formaram um disco de material durante essa falha, algum do qual choveu de volta \u00e0 superf\u00edcie para formar a crista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que parte do material do disco formou a lua Selam, que \u00e9 na realidade dois objetos que se tocam, uma configura\u00e7\u00e3o chamada bin\u00e1rio de contacto. Os pormenores da forma\u00e7\u00e3o desta lua invulgar permanecem misteriosos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/OfaXKbK.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/OfaXKbK.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Filme est\u00e9reo de Selam obtido aquando da passagem da nave espacial Lucy da NASA no dia 1 de novembro de 2023.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/SwRI\/APL de Johns Hopkins\/NOIRLab\/Brian May\/Claudia Manzoni<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dinkinesh e o seu sat\u00e9lite s\u00e3o os dois primeiros de 11 asteroides que a equipa da Lucy planeia explorar durante a sua viagem de 12 anos. Depois de passar pela orla interior da cintura principal de asteroides, a sonda Lucy est\u00e1 agora a regressar \u00e0 Terra para uma assist\u00eancia gravitacional em dezembro de 2024. Essa passagem pr\u00f3xima ir\u00e1 impulsionar a nave espacial de volta \u00e0 cintura principal de asteroides, onde ir\u00e1 observar o asteroide Donaldjohanson em 2025, e depois para o primeiro dos encontros com os asteroides Troianos que acompanham J\u00fapiter (\u00e0 frente e atr\u00e1s) na sua \u00f3rbita em torno do Sol, a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Sees Asteroid Dinkinesh in Detail\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aE3ixq2yrcw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/solar-system\/asteroids\/nasa-lucy-images-reveal-asteroid-dinkinesh-to-be-surprisingly-complex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/cmns.umd.edu\/news-events\/news\/Jessica-Sunshine-moon-orbiting-dinky-asteroid-actually-two-tiny-moons-stuck-together\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07378-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1046494\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/nasas-lucy-mission-reveals-asteroids-strange-moon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/dinky-asteroid-selam-lucy-spacecraft-contact-binary-formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/just-discovered-dinky-asteroid-moon-is-actually-something-far-stranger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Asteroid_Dinkinesh_Shows_Complex_History_in_Lucy_Flyby_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-05-moon-orbiting-dinky-asteroid-tiny.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/05\/240529144217.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2024\/05\/31\/science\/dinkinesh-selam-asteroid-binary-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide 152830 Dinkinesh (1999 VD57):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=152830\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/newton.spacedys.com\/astdys\/index.php?n=152830&amp;pc=1.1.0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AstDyS-2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/(152830)_1999_VD57\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Selam (lua de Dinkinesh):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/152830_Dinkinesh#Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Lucy:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/lucy\/main\/index\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/lucy.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lucy_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pain\u00e9is a, b e c mostram pares de imagens estereogr\u00e1ficas do asteroide Dinkinesh tiradas pelo instrumento L&#8217;LORRI da nave espacial Lucy da NASA nos minutos da maior aproxima\u00e7\u00e3o de dia 1 de novembro de 2023. 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