{"id":7024,"date":"2024-05-31T06:15:31","date_gmt":"2024-05-31T05:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7024"},"modified":"2024-05-31T06:15:31","modified_gmt":"2024-05-31T05:15:31","slug":"primeira-detecao-de-estrelas-magneticas-para-la-da-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/05\/31\/primeira-detecao-de-estrelas-magneticas-para-la-da-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"Primeira dete\u00e7\u00e3o de estrelas magn\u00e9ticas para l\u00e1 da nossa Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2022\/09\/spiralling_stars_provide_a_window_into_the_early_universe\/24436257-1-eng-GB\/Spiralling_stars_provide_a_window_into_the_early_Universe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"455\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/l6ibeRRy_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7025\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/l6ibeRRy_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/l6ibeRRy_o-300x137.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/l6ibeRRy_o-768x349.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar NGC346, situada na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, a cerca de 200.000 anos-luz da Terra.\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, A. James (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Pela primeira vez foram detetados campos magn\u00e9ticos em tr\u00eas estrelas massivas e quentes nas nossas gal\u00e1xias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Embora j\u00e1 tenham sido detetadas estrelas massivas magn\u00e9ticas na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, a descoberta de magnetismo nas Nuvens de Magalh\u00e3es \u00e9 especialmente importante porque estas gal\u00e1xias t\u00eam uma forte popula\u00e7\u00e3o de jovens estrelas massivas. Isto proporciona uma oportunidade \u00fanica para estudar estrelas em forma\u00e7\u00e3o ativa e o limite superior da massa que uma estrela pode ter e permanecer est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomeadamente, o magnetismo \u00e9 considerado um componente chave na evolu\u00e7\u00e3o de estrelas massivas, com um impacto de longo alcance no seu destino final. S\u00e3o as estrelas massivas, inicialmente com mais de oito massas solares, que deixam para tr\u00e1s estrelas de neutr\u00f5es e buracos negros no final da sua evolu\u00e7\u00e3o. Os observat\u00f3rios de ondas gravitacionais t\u00eam observado eventos espetaculares de fus\u00e3o destes sistemas compactos remanescentes. Al\u00e9m disso, estudos te\u00f3ricos prop\u00f5em um mecanismo magn\u00e9tico para a explos\u00e3o de estrelas massivas, relevante para as explos\u00f5es de raios gama, flashes de raios X e supernovas. &#8220;Os estudos dos campos magn\u00e9ticos em estrelas massivas em gal\u00e1xias com popula\u00e7\u00f5es estelares jovens fornecem informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre o papel dos campos magn\u00e9ticos na forma\u00e7\u00e3o de estrelas no Universo primitivo, com g\u00e1s de forma\u00e7\u00e3o estelar n\u00e3o polu\u00eddo por metais&#8221;, afirma a Dra. Swetlana Hubrig, do Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam e primeira autora do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os campos magn\u00e9ticos estelares s\u00e3o medidos por espetropolarimetria. Para tal, regista-se a luz estelar polarizada circularmente e investigam-se as mais pequenas altera\u00e7\u00f5es nas linhas espetrais. No entanto, para atingir a precis\u00e3o necess\u00e1ria nas medi\u00e7\u00f5es da polariza\u00e7\u00e3o, este m\u00e9todo requer dados de alta qualidade. &#8220;O m\u00e9todo \u00e9 extremamente \u00e1vido por fot\u00f5es. Este \u00e9 um desafio especial porque mesmo as estrelas massivas mais brilhantes, que t\u00eam mais de oito massas solares, s\u00e3o relativamente pobres em luz quando observadas nas gal\u00e1xias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es&#8221;, como explica a Dra. Silva J\u00e4rvinen do mesmo instituto. Devido a estas condi\u00e7\u00f5es, os espetropolar\u00edmetros convencionais de alta resolu\u00e7\u00e3o e os telesc\u00f3pios mais pequenos n\u00e3o s\u00e3o adequados para tais investiga\u00e7\u00f5es. Por conseguinte, foi utilizado o espetropolar\u00edmetro de baixa resolu\u00e7\u00e3o FORS2, que est\u00e1 montado num dos quatro telesc\u00f3pios de 8 metros do VLT (Very Large Telescope) do ESO.<\/p>\n\n\n\n<p>As tentativas anteriores de detetar campos magn\u00e9ticos em estrelas massivas para l\u00e1 da nossa Gal\u00e1xia n\u00e3o tiveram \u00eaxito. Estas medi\u00e7\u00f5es s\u00e3o complexas e dependem de v\u00e1rios factores. O campo magn\u00e9tico que \u00e9 medido com polariza\u00e7\u00e3o circular \u00e9 chamado campo magn\u00e9tico longitudinal e corresponde exclusivamente \u00e0 componente do campo que aponta na dire\u00e7\u00e3o do observador. \u00c9 semelhante \u00e0 luz proveniente de um farol, que \u00e9 f\u00e1cil de ver quando o feixe brilha na dire\u00e7\u00e3o do observador. Como a estrutura do campo magn\u00e9tico nas estrelas massivas \u00e9 geralmente caracterizada por um dipolo global com o eixo inclinado em rela\u00e7\u00e3o ao eixo de rota\u00e7\u00e3o, a intensidade do campo magn\u00e9tico longitudinal pode ser zero nas fases de rota\u00e7\u00e3o quando o observador est\u00e1 a olhar diretamente para o equador magn\u00e9tico da estrela em rota\u00e7\u00e3o. A detetabilidade do sinal de polariza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende do n\u00famero de caracter\u00edsticas espetrais usadas para investigar a polariza\u00e7\u00e3o. \u00c9 prefer\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o espetral mais vasta com um maior n\u00famero de caracter\u00edsticas espetrais. Al\u00e9m disso, tempos de exposi\u00e7\u00e3o mais longos s\u00e3o cruciais para registar espetros polarim\u00e9tricos com uma rela\u00e7\u00e3o sinal\/ru\u00eddo suficientemente elevada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em conta estes importantes factores, a equipa realizou observa\u00e7\u00f5es espetropolarim\u00e9tricas de cinco estrelas massivas nas Nuvens de Magalh\u00e3es. Em duas estrelas presumivelmente individuais com caracter\u00edsticas espetrais t\u00edpicas de estrelas massivas magn\u00e9ticas da nossa Gal\u00e1xia e num sistema bin\u00e1rio massivo em intera\u00e7\u00e3o ativa (Cl*NGC346 SSN7) localizado no n\u00facleo da regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar mais massiva NGC346, na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, conseguiram detetar campos magn\u00e9ticos da ordem de kiloGauss. Na superf\u00edcie do nosso Sol, campos magn\u00e9ticos t\u00e3o fortes s\u00f3 podem ser detetados em pequenas regi\u00f5es altamente magnetizadas &#8211; as manchas solares. As dete\u00e7\u00f5es de campos magn\u00e9ticos nas Nuvens de Magalh\u00e3es constituem a primeira indica\u00e7\u00e3o de que a forma\u00e7\u00e3o de estrelas massivas se processa em gal\u00e1xias com popula\u00e7\u00f5es estelares jovens de forma semelhante \u00e0 da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/first-detection-of-magnetic-massive-stars-outside-our-galaxy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2024\/06\/aa49793-24\/aa49793-24.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Campo magn\u00e9tico estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_magnetic_field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Polariza\u00e7\u00e3o circular:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Circular_polarization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nuvens de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/smc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (SEDS)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/lmc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (SEDS)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NGC 346:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_346\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar NGC346, situada na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, a cerca de 200.000 anos-luz da Terra. 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