{"id":6982,"date":"2024-05-14T06:41:13","date_gmt":"2024-05-14T05:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6982"},"modified":"2024-05-14T06:41:14","modified_gmt":"2024-05-14T05:41:14","slug":"imagens-ajudam-a-explicar-os-habitos-alimentares-de-um-enorme-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/05\/14\/imagens-ajudam-a-explicar-os-habitos-alimentares-de-um-enorme-buraco-negro\/","title":{"rendered":"Imagens ajudam a explicar os h\u00e1bitos alimentares de um enorme buraco negro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA26276.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"442\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/7J0x26OX_o-1024x442.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6983\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/7J0x26OX_o-1024x442.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/7J0x26OX_o-300x129.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/7J0x26OX_o-768x331.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/7J0x26OX_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda utiliza dados do aposentado Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA em v\u00e1rios comprimentos de onda, revelando estrelas, poeira e \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o estelar.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em imagens do j\u00e1 reformado Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA, fluxos de poeira com milhares de anos-luz de comprimento fluem em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro supermassivo no cora\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, ou Messier 31 (M31). Estes fluxos podem ajudar a explicar como \u00e9 que buracos negros com milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol saciam o seu grande apetite, mas continuam a ser comedores &#8220;silenciosos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os buracos negros supermassivos devoram o g\u00e1s e a poeira, o material aquece mesmo antes de cair, criando espet\u00e1culos incr\u00edveis de luz &#8211; por vezes mais brilhantes do que uma gal\u00e1xia inteira. Quando o material \u00e9 consumido em aglomerados de diferentes tamanhos, o brilho do buraco negro flutua.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os buracos negros no centro da Via L\u00e1ctea e de Andr\u00f3meda (uma das nossas vizinhas gal\u00e1cticas mais pr\u00f3ximas) est\u00e3o entre os mais silenciosos do Universo. A pouca luz que emitem n\u00e3o varia significativamente em brilho, sugerindo que est\u00e3o a consumir um fluxo pequeno mas constante de comida, em vez de grandes bocados. Os fluxos aproximam-se do buraco negro pouco a pouco, e em espiral, parecido \u00e0 forma como a \u00e1gua escorre por um ralo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/figures\/PIA26276_figA.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3f\/b7\/rCK2wwkl_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nesta imagem da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, tamb\u00e9m obtida pelo aposentado Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, apenas a poeira \u00e9 vis\u00edvel, facilitando a observa\u00e7\u00e3o da estrutura subjacente da gal\u00e1xia.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>\u00c0 procura da fonte de alimento de Andr\u00f3meda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo publicado h\u00e1 alguns meses pegou na hip\u00f3tese de que um buraco negro supermassivo silencioso se alimenta de um fluxo constante de g\u00e1s e aplicou-a \u00e0 gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda. Utilizando modelos inform\u00e1ticos, os autores simularam o comportamento do g\u00e1s e da poeira na proximidade do buraco negro supermassivo de Andr\u00f3meda ao longo do tempo. A simula\u00e7\u00e3o demonstrou que um pequeno disco de g\u00e1s quente se poderia formar perto do buraco negro supermassivo e aliment\u00e1-lo continuamente. O disco poderia ser reabastecido e mantido por v\u00e1rios fluxos de g\u00e1s e poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os investigadores tamb\u00e9m descobriram que esses fluxos t\u00eam de se manter dentro de um determinado tamanho e ritmo; caso contr\u00e1rio, a mat\u00e9ria cairia no buraco negro em aglomerados irregulares, provocando mais flutua\u00e7\u00f5es de luz.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os autores compararam as suas descobertas com os dados do Spitzer e do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, encontraram espirais de poeira previamente identificadas pelo Spitzer que se enquadravam nestas restri\u00e7\u00f5es. A partir da\u00ed, os autores conclu\u00edram que as espirais est\u00e3o a alimentar o buraco negro supermassivo de Andr\u00f3meda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este \u00e9 um \u00f3timo exemplo de como os cientistas reexaminam dados de arquivo para revelar mais sobre a din\u00e2mica das gal\u00e1xias, comparando-os com as mais recentes simula\u00e7\u00f5es de computador&#8221;, disse Almudena Prieto, astrof\u00edsica do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) e do Observat\u00f3rio Universit\u00e1rio de Munique, coautora do estudo. &#8220;Temos dados com 20 anos que nos dizem coisas que n\u00e3o reconhecemos quando os recolhemos pela primeira vez.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/98\/ab\/TgGpsWpj_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/98\/ab\/TgGpsWpj_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta amplia\u00e7\u00e3o do centro da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, est\u00e1 anotada com linhas azuis pontilhadas para real\u00e7ar o percurso de duas correntes de poeira que fluem em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro supermassivo (indicado pelo ponto roxo).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Um olhar mais profundo sobre Andr\u00f3meda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 2003 e operado pelo JPL da NASA, o Spitzer estudou o Universo no infravermelho, que \u00e9 invis\u00edvel aos olhos humanos. Diferentes comprimentos de onda revelam diferentes caracter\u00edsticas de Andr\u00f3meda, incluindo fontes de luz mais quentes, como as estrelas, e fontes mais frias, como a poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao separar estes comprimentos de onda e olhando apenas para a poeira, os astr\u00f3nomos podem ver o &#8220;esqueleto&#8221; da gal\u00e1xia &#8211; locais onde o g\u00e1s se fundiu e arrefeceu, por vezes formando poeira, criando condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o estelar. Esta vis\u00e3o de Andr\u00f3meda revelou algumas surpresas. Por exemplo, apesar de ser uma gal\u00e1xia espiral como a Via L\u00e1ctea, Andr\u00f3meda \u00e9 dominada por um grande anel de poeira em vez de bra\u00e7os distintos \u00e0 volta do seu centro. As imagens revelaram tamb\u00e9m um buraco secund\u00e1rio numa parte do anel, por onde passou uma gal\u00e1xia an\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A proximidade de Messier 31 \u00e0 Via L\u00e1ctea faz com que pare\u00e7a maior do que outras gal\u00e1xias vistas da Terra: vista a olho nu, Andr\u00f3meda teria cerca de seis vezes o tamanho aparente da Lua (cerca de 3 graus). Mesmo com um campo de vis\u00e3o mais amplo do que o do Hubble, o Spitzer teve de tirar 11.000 exposi\u00e7\u00f5es para criar esta imagem completa de Andr\u00f3meda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/general\/nasa-images-help-explain-eating-habits-of-massive-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/observers-measure-how-andromedas-central-black-hole-fed\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/news\/observers-measure-how-andromeda-s-central-black-hole-is-fed\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Spitzer\/Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ace2c3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2308.04954\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Cient\u00edfico Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda utiliza dados do aposentado Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA em v\u00e1rios comprimentos de onda, revelando estrelas, poeira e \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o estelar. 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