{"id":6970,"date":"2024-05-10T06:15:39","date_gmt":"2024-05-10T05:15:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6970"},"modified":"2024-05-10T06:15:40","modified_gmt":"2024-05-10T05:15:40","slug":"venus-quase-nao-tem-agua-um-novo-estudo-pode-revelar-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/05\/10\/venus-quase-nao-tem-agua-um-novo-estudo-pode-revelar-porque\/","title":{"rendered":"V\u00e9nus quase n\u00e3o tem \u00e1gua. Um novo estudo pode revelar porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/lnFFIpf4_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"750\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/lnFFIpf4_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6971\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/lnFFIpf4_o.jpg 984w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/lnFFIpf4_o-300x229.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/lnFFIpf4_o-768x585.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Na atmosfera superior de V\u00e9nus, os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio, a laranja, escapam para o espa\u00e7o, deixando para tr\u00e1s mol\u00e9culas de mon\u00f3xido de carbono, a azul e roxo.\nCr\u00e9dito: Aurore Simonnet\/LASP\/Universidade do Colorado em Boulder<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas planet\u00e1rios da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, descobriram como V\u00e9nus, o vizinho escaldante e inabit\u00e1vel da Terra, se tornou t\u00e3o seco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo estudo preenche uma grande lacuna naquilo a que os investigadores chamam &#8220;a hist\u00f3ria da \u00e1gua em V\u00e9nus&#8221;. Usando simula\u00e7\u00f5es de computador, a equipa descobriu que os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio na atmosfera do planeta v\u00e3o para o espa\u00e7o atrav\u00e9s de um processo conhecido como &#8220;recombina\u00e7\u00e3o dissociativa&#8221; &#8211; fazendo com que V\u00e9nus perca cerca do dobro da \u00e1gua todos os dias, em compara\u00e7\u00e3o com as estimativas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa publicou as suas descobertas no passado dia 6 de maio na revista Nature. Os resultados poder\u00e3o ajudar a explicar o que acontece \u00e0 \u00e1gua numa s\u00e9rie de planetas da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A \u00e1gua \u00e9 verdadeiramente importante para a vida&#8221;, disse Eryn Cangi, investigadora do LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) e coautora principal do novo artigo cient\u00edfico. &#8220;Precisamos de compreender as condi\u00e7\u00f5es que suportam a \u00e1gua l\u00edquida no Universo e que podem ter produzido o estado muito seco e atual de V\u00e9nus&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e9nus, acrescentou, \u00e9 extremamente seco. Se peg\u00e1ssemos em toda a \u00e1gua da Terra e a espalh\u00e1ssemos pelo planeta como manteiga numa torrada, obter\u00edamos uma camada l\u00edquida com cerca de 3 quil\u00f3metros de profundidade. Se fiz\u00e9ssemos o mesmo em V\u00e9nus, onde toda a \u00e1gua est\u00e1 presa no ar, ter\u00edamos apenas 3 cent\u00edmetros, o que mal d\u00e1 para molhar os nossos dedos dos p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;V\u00e9nus tem 100.000 vezes menos \u00e1gua do que a Terra, apesar de ter basicamente o mesmo tamanho e massa&#8221;, disse Michael Chaffin, coautor principal do estudo e investigador do LASP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo atual, os investigadores utilizaram modelos inform\u00e1ticos para compreender V\u00e9nus como um gigantesco laborat\u00f3rio qu\u00edmico, focando-se nas diversas rea\u00e7\u00f5es que ocorrem na atmosfera rodopiante do planeta. O grupo relata que uma mol\u00e9cula chamada HCO+ (um i\u00e3o composto por um \u00e1tomo de hidrog\u00e9nio, carbono e oxig\u00e9nio), no alto da atmosfera de V\u00e9nus, pode ser a culpada pela fuga de \u00e1gua do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Cangi, coautora principal da investiga\u00e7\u00e3o, os resultados revelam novas pistas sobre a raz\u00e3o pela qual V\u00e9nus, que provavelmente j\u00e1 foi quase id\u00eantico \u00e0 Terra, est\u00e1 hoje praticamente irreconhec\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a tentar descobrir quais as pequenas mudan\u00e7as que ocorreram em cada planeta para os levar a estes estados t\u00e3o diferentes&#8221;, disse Cangi, que obteve o seu doutoramento em ci\u00eancias astrof\u00edsicas e planet\u00e1rias na Universidade do Colorado em Boulder em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Derramando a \u00e1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e9nus, real\u00e7ou, nem sempre foi este deserto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas suspeitam que h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, durante a forma\u00e7\u00e3o de V\u00e9nus, o planeta recebeu tanta \u00e1gua como a Terra. A dada altura, deu-se uma cat\u00e1strofe. Nuvens de di\u00f3xido de carbono na atmosfera de V\u00e9nus desencadearam o mais poderoso efeito de estufa do Sistema Solar, acabando por elevar as temperaturas \u00e0 superf\u00edcie para uns t\u00f3rridos 460\u00ba C. No processo, toda a \u00e1gua de V\u00e9nus se tornou vapor e a maior parte escapou para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas essa antiga evapora\u00e7\u00e3o n\u00e3o explica porque \u00e9 que V\u00e9nus \u00e9 hoje t\u00e3o seco, ou como continua a perder \u00e1gua para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como analogia, digamos que deitei fora a \u00e1gua da minha garrafa. Ainda sobrariam algumas gotas&#8221;, disse Chaffin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, em V\u00e9nus, quase todas essas gotas restantes tamb\u00e9m desapareceram. O culpado, de acordo com o novo trabalho, \u00e9 a elusiva mol\u00e9cula HCO+.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00f5es a V\u00e9nus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chaffin e Cangi explicaram que, nas atmosferas superiores dos planetas, a \u00e1gua mistura-se com o di\u00f3xido de carbono para formar esta mol\u00e9cula. Em estudos anteriores, os investigadores referiram que o HCO+ pode ser respons\u00e1vel pela perda de uma grande parte da \u00e1gua em Marte.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/65\/48\/8K0sFAmO_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/65\/48\/8K0sFAmO_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante a sua descida de 63 minutos, a DAVINCI ir\u00e1 recolher e transmitir medi\u00e7\u00f5es da composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de V\u00e9nus.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eis como funciona em V\u00e9nus: a mol\u00e9cula HCO+ \u00e9 produzida constantemente na atmosfera, mas os i\u00f5es individuais n\u00e3o sobrevivem durante muito tempo. Os eletr\u00f5es na atmosfera encontram estes i\u00f5es e recombinam-se para dividir os i\u00f5es em dois. No processo, os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio desaparecem e podem at\u00e9 escapar para o espa\u00e7o, roubando a V\u00e9nus um dos dois componentes da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, o grupo calculou que a \u00fanica forma de explicar o estado seco de V\u00e9nus era se o planeta albergasse volumes maiores do que o esperado de HCO+ na sua atmosfera. Mas h\u00e1 uma reviravolta nas conclus\u00f5es da equipa. Os cientistas nunca observaram HCO+ em V\u00e9nus. Chaffin e Cangi sugerem que isso se deve ao facto de nunca terem tido os instrumentos necess\u00e1rios para o fazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao passo que dezenas de miss\u00f5es j\u00e1 visitaram Marte nas \u00faltimas d\u00e9cadas, muito menos naves espaciais viajaram para o segundo planeta a contar do Sol. Nenhuma transportou instrumentos capazes de detetar o HCO+ que alimenta a rota de fuga recentemente descoberta pela equipa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma das conclus\u00f5es surpreendentes deste trabalho \u00e9 que o HCO+ deve estar entre os i\u00f5es mais abundantes na atmosfera de V\u00e9nus&#8221;, disse Chaffin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, no entanto, um n\u00famero cada vez maior de cientistas tem estado de olhos postos em V\u00e9nus. A miss\u00e3o DAVINCI (Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble gases, Chemistry, and Imaging) da NASA, por exemplo, vai deixar cair uma sonda pela atmosfera do planeta e at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie. O seu lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para o final da d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A DAVINCI tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 capaz de detetar HCO+, mas os investigadores t\u00eam esperan\u00e7a que uma futura miss\u00e3o o fa\u00e7a &#8211; revelando outra pe\u00e7a chave da hist\u00f3ria da \u00e1gua em V\u00e9nus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o tem havido muitas miss\u00f5es a V\u00e9nus&#8221;, disse Cangi. &#8220;Mas as miss\u00f5es recentemente planeadas v\u00e3o aproveitar d\u00e9cadas de experi\u00eancia coletiva e um interesse crescente em V\u00e9nus para explorar os extremos das atmosferas planet\u00e1rias, a evolu\u00e7\u00e3o e a habitabilidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.colorado.edu\/today\/2024\/05\/06\/venus-has-almost-no-water-new-study-may-reveal-why\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Colorado em Boulder (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07261-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1043398\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/venus-water-loss-earth-twin-molecule\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/the-sciences\/venus-may-have-once-hosted-seas-like-earth-but-is-bone-dry-today\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/venus-dry\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-05-billions-years-venus-reveal.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Venus_extreme_dryness_linked_to_specific_atmospheric_reactions_study_suggests_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/this-could-be-how-venus-lost-its-water-and-became-a-hellish-world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/venus-lost-water-mystery-space-astronomy-1897081\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2024\/05\/06\/this-is-why-venus-is-100000-times-dryer-than-earth-say-scientists\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/reel\/video\/p0hwd5ts\/this-is-why-venus-is-bone-dry\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/venus-quase-nao-tem-agua-e-ja-sabemos-porque-599940\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00e9nus:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Venus_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recombina\u00e7\u00e3o dissociativa:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dissociative_recombination\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DAVINCI (Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble gases, Chemistry, and Imaging):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssed.gsfc.nasa.gov\/davinci\/mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/DAVINCI\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na atmosfera superior de V\u00e9nus, os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio, a laranja, escapam para o espa\u00e7o, deixando para tr\u00e1s mol\u00e9culas de mon\u00f3xido de carbono, a azul e roxo. 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