{"id":6924,"date":"2024-04-23T06:11:03","date_gmt":"2024-04-23T05:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6924"},"modified":"2024-04-23T06:11:03","modified_gmt":"2024-04-23T05:11:03","slug":"como-plutao-ganhou-o-seu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/04\/23\/como-plutao-ganhou-o-seu-coracao\/","title":{"rendered":"Como Plut\u00e3o &#8220;ganhou&#8221; o seu cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/pluto.jhuapl.edu\/Galleries\/Featured-Images\/pics\/P_COLOR2_enhanced_release.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6925\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/RGfmr7uv_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista de Plut\u00e3o obtida pela sonda New Horizons da NASA no dia 14 de julho de 2015.\nCr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O mist\u00e9rio de como Plut\u00e3o adquiriu uma caracter\u00edstica gigante em forma de cora\u00e7\u00e3o na sua superf\u00edcie foi finalmente resolvido por uma equipa internacional de astrof\u00edsicos liderada pela Universidade de Berna e por membros do NCCR (National Center of Competence in Research) PlanetS. A equipa \u00e9 a primeira a reproduzir com sucesso a forma invulgar, atrav\u00e9s de simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas, atribuindo-a a um impacto gigante e lento de \u00e2ngulo obl\u00edquo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que as c\u00e2maras da miss\u00e3o New Horizons da NASA descobriram, em 2015, uma grande estrutura em forma de cora\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie do planeta an\u00e3o Plut\u00e3o, que este &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; tem intrigado os cientistas devido \u00e0 sua forma \u00fanica, composi\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica e eleva\u00e7\u00e3o. Uma equipa de cientistas da Universidade de Berna, incluindo v\u00e1rios membros do NCCR PlanetS, e da Universidade do Arizona em Tucson utilizou simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas para investigar as origens de Sputnik Planitia, a parte ocidental em forma de l\u00e1grima da superf\u00edcie em forma de &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; de Plut\u00e3o. De acordo com a sua investiga\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria inicial de Plut\u00e3o foi marcada por um evento catacl\u00edsmico que formou Sputnik Planitia: uma colis\u00e3o com um corpo planet\u00e1rio com cerca de 700 km de di\u00e2metro. As descobertas da equipa, recentemente publicadas na revista Nature Astronomy, sugerem tamb\u00e9m que a estrutura interna de Plut\u00e3o \u00e9 diferente do que se supunha anteriormente, indicando que n\u00e3o existe um oceano subterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um cora\u00e7\u00e3o dividido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;, tamb\u00e9m conhecido como Tombaugh Regio, captou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico imediatamente ap\u00f3s a sua descoberta. Mas tamb\u00e9m captou imediatamente o interesse dos cientistas porque est\u00e1 coberto por um material de alto albedo que reflete mais luz do que os seus arredores, criando a sua cor mais branca. No entanto, o &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o \u00e9 composto por um \u00fanico elemento. Sputnik Planitia (a parte ocidental) cobre uma \u00e1rea de 1200 por 2000 quil\u00f3metros, o que equivale a um-quarto da Europa ou dos Estados Unidos. O que \u00e9 surpreendente, no entanto, \u00e9 que esta regi\u00e3o \u00e9 tr\u00eas a quatro quil\u00f3metros mais baixa em eleva\u00e7\u00e3o do que a maior parte da superf\u00edcie de Plut\u00e3o. &#8220;A apar\u00eancia brilhante de Sputnik Planitia deve-se ao facto de estar predominantemente cheia de azoto gelado branco que se move e convecta para alisar constantemente a superf\u00edcie. Este azoto provavelmente acumulou-se rapidamente ap\u00f3s o impacto devido \u00e0 mais baixa altitude&#8221;, explica o Dr. Harry Ballantyne da Universidade de Berna, autor principal do estudo. A parte oriental do &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; est\u00e1 tamb\u00e9m coberta por uma camada semelhante, mas muito mais fina, de azoto gelado, cuja origem ainda n\u00e3o \u00e9 clara para os cientistas, mas est\u00e1 provavelmente relacionada com Sputnik Planitia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/14\/a3\/HLAuKEtw_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/14\/a3\/HLAuKEtw_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do enorme e lento impacto em Plut\u00e3o que levou \u00e0 estrutura em forma de cora\u00e7\u00e3o na sua superf\u00edcie.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Berna; ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; Thibaut Roger<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Um impacto obl\u00edquo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A forma alongada de Sputnik Planitia sugere fortemente que o impacto n\u00e3o foi uma colis\u00e3o frontal direta, mas sim obl\u00edqua&#8221;, salienta o Dr. Martin Jutzi da Universidade de Berna, que deu in\u00edcio ao estudo. Assim, a equipa, tal como v\u00e1rias outras em todo o mundo, utilizou o seu software de simula\u00e7\u00e3o SPH (Smoothed Particle Hydrodynamics) para recriar digitalmente tais impactos, variando a composi\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o e do objeto impactante, bem como a velocidade e o \u00e2ngulo. Estas simula\u00e7\u00f5es confirmaram as suspeitas dos cientistas sobre o \u00e2ngulo obl\u00edquo do impacto e determinaram a composi\u00e7\u00e3o do objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O n\u00facleo de Plut\u00e3o \u00e9 t\u00e3o frio que as rochas permaneceram muito duras e n\u00e3o derreteram apesar do calor do impacto e, gra\u00e7as ao \u00e2ngulo e \u00e0 baixa velocidade, o n\u00facleo do objeto n\u00e3o se afundou no n\u00facleo de Plut\u00e3o, mas permaneceu intacto, como uma mancha, sobre ele&#8221;, explica Harry Ballantyne. &#8220;Algures por baixo de Sputnik est\u00e1 o n\u00facleo remanescente de outro corpo massivo, que Plut\u00e3o nunca chegou a digerir&#8221;, acrescenta o coautor Erik Asphaug da Universidade do Arizona. Esta for\u00e7a do n\u00facleo e a velocidade relativamente baixa foram fundamentais para o sucesso destas simula\u00e7\u00f5es: uma for\u00e7a menor resultaria numa superf\u00edcie muito sim\u00e9trica que n\u00e3o se parece com a forma de l\u00e1grima observada pela New Horizons. &#8220;Estamos habituados a pensar nas colis\u00f5es planet\u00e1rias como acontecimentos incrivelmente intensos em que se podem ignorar os pormenores, exceto coisas como a energia, o momento e a densidade. Mas no Sistema Solar distante, as velocidades s\u00e3o muito mais baixas e o gelo s\u00f3lido \u00e9 forte, pelo que temos de ser muito mais precisos nos nossos c\u00e1lculos. \u00c9 a\u00ed que come\u00e7a a divers\u00e3o&#8221;, diz Erik Asphaug. As duas equipas t\u00eam um longo historial de colabora\u00e7\u00f5es conjuntas, explorando desde 2011 a ideia de &#8220;salpicos&#8221; planet\u00e1rios para explicar, por exemplo, as caracter\u00edsticas do lado oculto da Lua. Depois da nossa Lua e de Plut\u00e3o, a equipa da Universidade de Berna planeia explorar cen\u00e1rios semelhantes para outros corpos do Sistema Solar exterior, como o planeta an\u00e3o Haumea, semelhante a Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 um oceano subsuperficial em Plut\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo atual lan\u00e7a tamb\u00e9m uma nova luz sobre a estrutura interna de Plut\u00e3o. De facto, \u00e9 muito mais prov\u00e1vel que um impacto gigante como o simulado tenha ocorrido muito cedo na hist\u00f3ria de Plut\u00e3o. No entanto, isto coloca um problema: espera-se que uma depress\u00e3o gigante como Sputnik Planitia se mova lentamente em dire\u00e7\u00e3o ao polo do planeta an\u00e3o devido \u00e0s leis da f\u00edsica, uma vez que tem um d\u00e9fice de massa. No entanto, paradoxalmente, est\u00e1 perto do equador. A explica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica anterior era que Plut\u00e3o, tal como v\u00e1rios outros corpos planet\u00e1rios no Sistema Solar exterior, tem um oceano subsuperficial de \u00e1gua l\u00edquida. De acordo com esta explica\u00e7\u00e3o anterior, a crosta gelada de Plut\u00e3o seria mais fina na regi\u00e3o de Sputnik Planitia, fazendo com que o oceano se avolumasse a\u00ed e, como a \u00e1gua l\u00edquida \u00e9 mais densa do que o gelo, acabaria por haver um excedente de massa que induziria a migra\u00e7\u00e3o para o equador.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o novo estudo oferece uma perspetiva alternativa. &#8220;Nas nossas simula\u00e7\u00f5es, todo o manto primordial de Plut\u00e3o \u00e9 escavado pelo impacto e, \u00e0 medida que o material do n\u00facleo do objeto impactante &#8220;salpica&#8221; o n\u00facleo de Plut\u00e3o, cria um excesso de massa local que pode explicar a migra\u00e7\u00e3o para o equador sem um oceano subsuperficial ou, no m\u00e1ximo, um oceano muito fino&#8221;, explica Martin Jutzi. A Dra. Adeene Denton da Universidade do Arizona, tamb\u00e9m coautora do estudo, est\u00e1 atualmente a realizar um novo projeto de investiga\u00e7\u00e3o para estimar a velocidade desta migra\u00e7\u00e3o. &#8220;Esta nova e inventiva origem para a caracter\u00edstica em forma de cora\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o pode levar a uma melhor compreens\u00e3o da origem do planeta an\u00e3o&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mediarelations.unibe.ch\/media_releases\/2024\/media_releases_2024\/how_pluto_got_its_heart\/index_eng.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/news\/how-pluto-got-its-heart\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-024-02248-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1041301\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/166640\/how-did-pluto-get-its-heart-scientists-suggest-an-answer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-04-astrophysicists-mystery-heart-feature-surface.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-finally-know-how-pluto-got-its-heart-an-ancient-cosmic-splat\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/pluto-heart-shape-explained-ancient-impact-1890468\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2024\/04\/18\/world\/pluto-heart-planetary-collision-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2024\/04\/17\/pluto-smashed-into-another-planet-the-size-of-arizona-say-scientists\/?sh=5bee9b6935bb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plut\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sputnik_Planitia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sputnik Planitia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tombaugh_Regio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tombaugh Regio (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/new-horizons\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vista de Plut\u00e3o obtida pela sonda New Horizons da NASA no dia 14 de julho de 2015. 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