{"id":6909,"date":"2024-04-16T06:38:16","date_gmt":"2024-04-16T05:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6909"},"modified":"2024-04-16T06:38:17","modified_gmt":"2024-04-16T05:38:17","slug":"uma-nebulosa-bonita-mas-com-uma-historia-violenta-choque-de-estrelas-desvenda-misterio-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/04\/16\/uma-nebulosa-bonita-mas-com-uma-historia-violenta-choque-de-estrelas-desvenda-misterio-estelar\/","title":{"rendered":"Uma nebulosa bonita mas com uma hist\u00f3ria violenta: choque de estrelas desvenda mist\u00e9rio estelar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso2407a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"416\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/p7YD44h2_o-1024x416.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6910\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/p7YD44h2_o-1024x416.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/p7YD44h2_o-300x122.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/p7YD44h2_o-768x312.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/p7YD44h2_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida com o VST (VLT Survey Telescope) no Observat\u00f3rio do Paranal do ESO, mostra a nebulosa NGC 6164\/6165, tamb\u00e9m conhecida por Ovo de Drag\u00e3o. A nebulosa \u00e9 uma nuvem de g\u00e1s e poeira que rodeia um bin\u00e1rio de estrelas chamado HD 148937.\nNum novo estudo, que utilizou dados do ESO, os astr\u00f3nomos mostraram que as duas estrelas s\u00e3o invulgarmente diferentes uma da outra \u2014 uma parece muito mais jovem e, ao contr\u00e1rio da outra, \u00e9 magn\u00e9tica. Al\u00e9m disso, a nebulosa \u00e9 significativamente mais jovem do que qualquer uma das estrelas situadas no seu seio e \u00e9 constitu\u00edda por gases que normalmente se encontram no interior das estrelas e n\u00e3o no seu exterior. Estes factos todos juntos ajudaram a resolver o mist\u00e9rio do sistema HD 148937 \u2014 o mais prov\u00e1vel \u00e9 que tenham existido tr\u00eas estrelas no sistema, at\u00e9 que duas delas chocaram entre si e se fundiram, criando uma nova estrela, maior e magn\u00e9tica. Este acontecimento violento tamb\u00e9m criou a nebulosa que vemos agora a rodear as estrelas.\nCr\u00e9dito: ESO\/equipa VPHAS+; reconhecimento &#8211; CASU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando observaram um par de estrelas no cora\u00e7\u00e3o de uma nuvem de g\u00e1s e poeira, os astr\u00f3nomos ficaram surpreendidos. Normalmente, os pares de estrelas apresentam-se tipicamente muito semelhantes, um pouco como g\u00e9meos, no entanto, no caso de HD 148937, uma das estrelas parece ser mais jovem que a sua companheira e, tamb\u00e9m ao contr\u00e1rio da companheira, apresenta-se magn\u00e9tica. Novos dados obtidos no ESO (European Southern Observatory) sugerem que teriam existido originalmente tr\u00eas estrelas neste sistema, tendo duas delas chocado entre si e fundido-se. Este evento violento deu origem a uma nuvem circundante e alterou para sempre o destino do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao fazer um estudo aprofundado da literatura relativa a este sistema, fiquei impressionada com o qu\u00e3o especial o sistema parecia ser&#8221;, disse Abigail Frost, astr\u00f3noma do ESO no Chile e autora principal do estudo publicado na revista Science. O sistema HD 148937, situado a aproximadamente 3800 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o da R\u00e9gua, \u00e9 constitu\u00eddo por duas estrelas muito mais massivas do que o Sol e encontra-se rodeado por uma nebulosa, uma nuvem de g\u00e1s e poeira. &#8220;Encontrar uma nebulosa em torno de duas estrelas massivas \u00e9 algo bastante raro e levou-nos a pensar que alguma coisa de diferente devia ter acontecido neste sistema. Quando analis\u00e1mos os dados, vimos que, de facto, assim era&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Clash of stars solves stellar mystery | ESO News\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1pPnHX4YukE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Depois de uma an\u00e1lise detalhada, pudemos determinar que a estrela mais massiva \u00e9 muito mais jovem do que a sua companheira, o que n\u00e3o \u00e9 l\u00f3gico uma vez que estas estrelas dever-se-iam ter formado ao mesmo tempo!&#8221; explica Frost. A diferen\u00e7a de idades \u2014 uma estrela parece ser pelo menos 1,5 milh\u00f5es de anos mais nova do que a outra \u2014 sugere que algo deve ter rejuvenescido a estrela mais massiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra pe\u00e7a deste puzzle \u00e9 a nebulosa que rodeia as estrelas, conhecida por NGC 6164\/6165. Esta nebulosa tem uma idade de 7500 anos, o que significa que \u00e9 centenas de vezes mais nova do que ambas as estrelas, e apresenta tamb\u00e9m quantidades muito elevadas de azoto, carbono e oxig\u00e9nio. Este facto \u00e9 bastante surpreendente, uma vez que estes s\u00e3o elementos que esperamos ver normalmente no interior de uma estrela, e n\u00e3o no exterior, o que nos sugere que tenham sido libertados no seguimento de algum acontecimento violento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso2407b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d5\/70\/T9l7CFiH_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta cole\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is mostra tr\u00eas imagens art\u00edsticas que retratam o evento que mudou o destino do sistema estelar HD 148937; uma imagem astron\u00f3mica real \u00e9 mostrada no \u00faltimo painel. Originalmente, o sistema tinha, pelo menos, tr\u00eas estrelas (painel superior esquerdo), duas delas pr\u00f3ximas uma da outra e outra muito mais afastada, at\u00e9 que as duas estrelas interiores chocaram entre si e se fundiram (painel superior direito). Este acontecimento violento criou uma nova estrela, maior e magn\u00e9tica, agora emparelhada com a estrela mais distante (painel inferior esquerdo). A fus\u00e3o libertou tamb\u00e9m os materiais que criaram a nebulosa que agora rodeia as estrelas (painel inferior direito).<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada, equipa VPHAS+; reconhecimento &#8211; CASU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para desvendar este mist\u00e9rio, a equipa juntou nove anos de dados dos instrumentos PIONIER e GRAVITY, ambos montados no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO, situado no deserto do Atacama, no Chile. Foram tamb\u00e9m utilizados dados de arquivo do instrumento FEROS, no Observat\u00f3rio de La Silla do ESO.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensamos que este sistema era originalmente composto por, pelo menos, tr\u00eas estrelas; duas delas deviam estar muito pr\u00f3ximas uma da outra em determinado ponto da \u00f3rbita, enquanto a terceira estaria muito mais afastada&#8221;, explica Hugues Sana, professor na KU Leuven, B\u00e9lgica, e investigador principal das observa\u00e7\u00f5es. &#8220;As duas estrelas interiores fundiram-se de forma violenta, criando uma estrela magn\u00e9tica e ejetando material, o qual deu origem \u00e0 nebulosa. A estrela mais distante formou uma nova \u00f3rbita com a estrela magn\u00e9tica rec\u00e9m-fundida, criando o bin\u00e1rio que observamos atualmente no centro da nebulosa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu j\u00e1 tinha pensado neste cen\u00e1rio de fus\u00e3o quando, em 2017, estudei observa\u00e7\u00f5es de nebulosas obtidas com o Telesc\u00f3pio Espacial Herschel da ESA&#8221;, acrescenta o coautor Laurent Mahy, atualmente investigador s\u00e9nior no Observat\u00f3rio Real da B\u00e9lgica. &#8220;Ter agora encontrado uma discrep\u00e2ncia de idades entre as estrelas sugere que este cen\u00e1rio \u00e9, de facto, o mais plaus\u00edvel. Isto foi poss\u00edvel demonstrar gra\u00e7as aos novos dados do ESO.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este cen\u00e1rio explica tamb\u00e9m porque \u00e9 que uma das estrelas do sistema \u00e9 magn\u00e9tica e a outra n\u00e3o \u2014 outra caracter\u00edstica peculiar de HD 148937 detetada nos dados do VLTI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, este resultado ajuda-nos a resolver um mist\u00e9rio de longa data da astronomia: como \u00e9 que as estrelas massivas obt\u00eam os seus campos magn\u00e9ticos. Embora os campos magn\u00e9ticos sejam uma caracter\u00edstica comum \u00e0s estrelas de pequena massa, como o nosso Sol, as estrelas mais massivas n\u00e3o conseguem manter campos magn\u00e9ticos da mesma forma. No entanto, algumas estrelas de grande massa s\u00e3o, de facto, magn\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos j\u00e1 suspeitavam desde h\u00e1 algum tempo que as estrelas massivas poderiam adquirir campos magn\u00e9ticos aquando da fus\u00e3o de duas estrelas entre si, no entanto, esta \u00e9 a primeira vez que se encontram evid\u00eancias diretas deste acontecimento. No caso de HD 148937, a fus\u00e3o deve ter ocorrido recentemente. &#8220;N\u00e3o se espera que o magnetismo em estrelas massivas dure muito tempo em compara\u00e7\u00e3o com o tempo de vida da estrela, por isso pensamos ter observado este acontecimento raro muito pouco tempo depois de ter ocorrido&#8221;, acrescenta Frost.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em constru\u00e7\u00e3o no deserto chileno do Atacama, permitir\u00e1 aos investigadores descobrir com mais detalhe o que aconteceu neste sistema e talvez at\u00e9 revelar mais surpresas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Artist&#039;s animation: the violent history of stellar pair HD 148937\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cIlmZLMfa3s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2407\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ncl.ac.uk\/press\/articles\/latest\/2024\/04\/magneticstar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Newcastle (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adg7700\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2407\/eso2407a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1040274\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/monster-star-magnetic-stellar-merger\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/04\/240411165905.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-04-beautiful-nebula-violent-history-clash.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/a-nebulosa-e-bonita-mas-a-historia-nao-choque-de-estrelas-desvenda-novo-misterio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HD 148937:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/telescope.live\/gallery\/hd-148937-ngc-6165\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telescope Live<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/telescopes\/vlti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VLTI (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/gravity\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PIONIER (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/instruments\/gravity.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GRAVITY (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de La Silla:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/lasilla\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/La_Silla_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem, obtida com o VST (VLT Survey Telescope) no Observat\u00f3rio do Paranal do ESO, mostra a nebulosa NGC 6164\/6165, tamb\u00e9m conhecida por Ovo de Drag\u00e3o. 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