{"id":6896,"date":"2024-04-09T06:23:49","date_gmt":"2024-04-09T05:23:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6896"},"modified":"2024-04-09T06:23:50","modified_gmt":"2024-04-09T05:23:50","slug":"primeira-gloria-num-mundo-distante-e-infernal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/04\/09\/primeira-gloria-num-mundo-distante-e-infernal\/","title":{"rendered":"Primeira &#8220;gl\u00f3ria&#8221; num mundo distante e infernal?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2024\/04\/artist_impression_of_glory_on_exoplanet_wasp-76b\/26009128-1-eng-GB\/Artist_impression_of_glory_on_exoplanet_WASP-76b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"551\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FB1H4jYi_o-1024x551.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6897\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FB1H4jYi_o-1024x551.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FB1H4jYi_o-300x161.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FB1H4jYi_o-768x413.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FB1H4jYi_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pela primeira vez foram detetados potenciais sinais do &#8220;efeito gl\u00f3ria&#8221;, semelhante ao arco-\u00edris, num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. A &#8220;gl\u00f3ria&#8221; s\u00e3o an\u00e9is conc\u00eantricos coloridos de luz que ocorrem apenas em condi\u00e7\u00f5es peculiares.\nOs dados do sat\u00e9lite CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite) da ESA e de v\u00e1rias outras miss\u00f5es sugerem que este delicado fen\u00f3meno est\u00e1 a ser projetado diretamente para a Terra a partir da atmosfera infernal do gigante gasoso ultra-quente WASP-76b, a 637 anos-luz de dist\u00e2ncia.\nVisto com frequ\u00eancia na Terra, o efeito s\u00f3 foi encontrado uma vez noutro planeta, V\u00e9nus. Se confirmada, esta primeira &#8220;gl\u00f3ria&#8221; extrassolar revelar\u00e1 mais sobre a natureza deste exoplaneta intrigante, com li\u00e7\u00f5es interessantes sobre como compreender melhor mundos estranhos e distantes.\nCada &#8220;gl\u00f3ria&#8221; \u00e9 \u00fanica, dependendo da composi\u00e7\u00e3o da atmosfera do planeta e das cores da luz estelar que incidem sobre ele. WASP-76 \u00e9 uma estrela de sequ\u00eancia principal amarelo-esbranqui\u00e7ada como a nossa, mas estrelas diferentes criam &#8220;gl\u00f3rias&#8221; com cores e padr\u00f5es diferentes.\nCr\u00e9dito: ESA\/ATG medialab<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite) e de outras miss\u00f5es sugerem que entre o calor e luz insuport\u00e1veis da face iluminada do exoplaneta WASP-76b e a noite intermin\u00e1vel do seu lado escuro, pode estar o primeiro efeito &#8220;gl\u00f3ria&#8221; extrassolar. O efeito, semelhante a um arco-\u00edris, ocorre quando a luz \u00e9 refletida de nuvens constitu\u00eddas por uma subst\u00e2ncia perfeitamente uniforme, mas at\u00e9 agora desconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 uma raz\u00e3o para n\u00e3o se ter visto nenhuma &#8216;gl\u00f3ria&#8217; fora do nosso Sistema Solar &#8211; requer condi\u00e7\u00f5es muito peculiares&#8221;, explica Olivier Demangeon, astr\u00f3nomo do Instituto de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancias do Espa\u00e7o, em Portugal, principal autor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Primeiro \u00e9 preciso part\u00edculas atmosf\u00e9ricas perfeitamente esf\u00e9ricas (ou quase), atmosfera completamente uniforme e est\u00e1vel o suficiente para que possa ser observ\u00e1vel durante longos per\u00edodos de tempo. A estrela, muito pr\u00f3xima do planeta, tem de brilhar diretamente sobre a atmosfera e o observador \u2013 neste caso, o CHEOPS \u2013 tem de estar perfeitamente orientado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se confirmada, esta primeira &#8220;gl\u00f3ria&#8221; exoplanet\u00e1ria ser\u00e1 uma bela ferramenta para compreender melhor o planeta e a estrela que o formou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que \u00e9 importante ter em mente \u00e9 a incr\u00edvel escala do que estamos a testemunhar&#8221;, explica Matthew Standing, investigador da ESA que estuda exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;WASP-76b est\u00e1 a v\u00e1rias centenas de anos-luz de dist\u00e2ncia &#8211; um planeta gigante gasoso intensamente quente onde provavelmente chove ferro fundido. Apesar do caos, parece que detet\u00e1mos os potenciais sinais de uma gl\u00f3ria. \u00c9 um sinal incrivelmente t\u00e9nue&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este resultado demonstra o poder da miss\u00e3o CHEOPS da ESA para detetar fen\u00f3menos subtis e nunca antes vistos em mundos distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um planeta infernal com &#8220;membros&#8221; desequilibrados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASP-76b \u00e9 um planeta ultraquente semelhante a J\u00fapiter. Embora seja 10% menos massivo, tem quase o dobro do seu tamanho. Orbitando a sua estrela hospedeira doze vezes mais perto do que o abrasador Merc\u00fario orbita o nosso Sol, o exoplaneta \u00e9 &#8220;inchado&#8221; devido \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2024\/04\/artist_s_impression_of_the_night_side_of_wasp-76_b\/26009081-1-eng-GB\/Artist_s_impression_of_the_night_side_of_WASP-76_b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/12\/be\/dfHteKiI_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra uma vista do lado noturno do exoplaneta WASP-76b. Este gigante gasoso ultra-quente tem um lado diurno onde as temperaturas sobem aos 2400\u00ba C, ou seja, suficientemente altas para vaporizar metais. Ventos fortes transportam vapor de ferro para o lado noturno mais frio, onde este vapor condensa em gotas de ferro. Do lado esquerdo da imagem vemos a fronteira do final da tarde do exoplaneta, onde se d\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o do dia para a noite.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a sua descoberta em 2013 que WASP-76b tem estado sob intenso escrut\u00ednio e foi da\u00ed que surgiu uma imagem bizarra e infernal. Um dos lados do planeta est\u00e1 sempre virado para a estrela, atingindo temperaturas de 2400\u00ba C. Aqui, elementos que formariam rochas na Terra s\u00e3o derretidos e evaporam-se, apenas para se condensarem no lado noturno, ligeiramente mais frio, criando nuvens de ferro e chuva de ferro fundido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas os cientistas est\u00e3o intrigados com uma aparente assimetria, ou &#8220;estranheza&#8221;, nos &#8220;membros&#8221; de WASP-76b &#8211; as suas regi\u00f5es mais exteriores vistas quando passa em frente da sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados de diferentes miss\u00f5es da ESA e da NASA, incluindo o TESS, o Hubble e o Spitzer, foram tamb\u00e9m analisados neste estudo revelador, mas foi quando o CHEOPS da ESA e o TESS da NASA trabalharam em conjunto que come\u00e7aram a surgir ind\u00edcios do efeito gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O CHEOPS monitorizou intensivamente WASP-76b \u00e0 medida que este passava em frente e \u00e0 volta da sua estrela semelhante ao Sol. Ap\u00f3s 23 observa\u00e7\u00f5es ao longo de tr\u00eas anos, os dados mostraram um aumento surpreendente na quantidade de luz proveniente do &#8220;terminador&#8221; este do planeta &#8211; a fronteira entre a noite e o dia. Isto permitiu aos cientistas desvendar e restringir a origem do sinal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 a primeira vez que se deteta uma mudan\u00e7a t\u00e3o acentuada no brilho de um exoplaneta, a sua &#8216;curva de fase'&#8221;, explica Olivier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta leva-nos a colocar a hip\u00f3tese de que este brilho inesperado pode ser causado por uma reflex\u00e3o forte, localizada e anisotr\u00f3pica (dependente da dire\u00e7\u00e3o) &#8211; o efeito gl\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A desfrutar da &#8220;gl\u00f3ria&#8221; refletida de WASP-76b<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o efeito gl\u00f3ria crie padr\u00f5es semelhantes aos do arco-\u00edris, os dois n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa. O arco-\u00edris forma-se quando a luz solar passa de um meio com uma certa densidade para um meio com uma densidade diferente &#8211; por exemplo, do ar para a \u00e1gua &#8211; o que faz com que a sua trajet\u00f3ria se dobre (refrata). Diferentes comprimentos de onda s\u00e3o dobrados em quantidades diferentes, fazendo com que a luz branca se divida nas suas v\u00e1rias cores e criando o familiar arco redondo de um arco-\u00edris.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2014\/03\/simulated_views_of_glory_on_venus_and_earth\/14315479-1-eng-GB\/Simulated_views_of_glory_on_Venus_and_Earth.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a5\/df\/N7tdxClk_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vistas simuladas do efeito gl\u00f3ria em V\u00e9nus (esquerda) e na Terra (direita), sem considerar quaisquer efeitos da neblina ou do brilho das nuvens de fundo. As &#8220;gl\u00f3rias&#8221; ocorrem quando a luz solar incide sobre got\u00edculas de nuvens &#8211; part\u00edculas de \u00e1gua no caso da Terra e part\u00edculas de \u00e1cido sulf\u00farico no caso de V\u00e9nus. A principal diferen\u00e7a entre o aspeto da &#8220;gl\u00f3ria&#8221; em V\u00e9nus e na Terra n\u00e3o se deve \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, mas sim ao tamanho das part\u00edculas. As got\u00edculas das nuvens na Terra t\u00eam tipicamente entre 10 e 40 mil\u00e9simas de mil\u00edmetro de di\u00e2metro, mas em V\u00e9nus as got\u00edculas que se encontram no topo das nuvens s\u00e3o muito mais pequenas, tipicamente n\u00e3o t\u00eam mais de 2 mil\u00e9simas de mil\u00edmetro de di\u00e2metro. Por este motivo, as orlas coloridas est\u00e3o mais afastadas do que na Terra.<br>Cr\u00e9dito: C. Wilson\/P. Laven<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma &#8220;gl\u00f3ria&#8221;, no entanto, forma-se quando a luz passa entre uma abertura estreita, por exemplo, entre got\u00edculas de \u00e1gua em nuvens ou nevoeiro. Novamente, a trajet\u00f3ria da luz \u00e9 desviada (neste caso, difratada), criando, na maioria das vezes, an\u00e9is conc\u00eantricos de cor, com a interfer\u00eancia entre as ondas de luz a criar padr\u00f5es de an\u00e9is claros e escuros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O significado da primeira &#8220;gl\u00f3ria&#8221; extrassolar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o do efeito gl\u00f3ria significaria a presen\u00e7a de nuvens constitu\u00eddas por got\u00edculas perfeitamente esf\u00e9ricas, que duraram pelo menos tr\u00eas anos ou que est\u00e3o a ser constantemente reabastecidas. Para que tais nuvens persistam, a temperatura da atmosfera tamb\u00e9m teria de ser est\u00e1vel ao longo do tempo &#8211; uma vis\u00e3o fascinante e pormenorizada do que poder\u00e1 estar a acontecer no exoplaneta WASP-76b.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante notar que a capacidade de detetar maravilhas t\u00e3o min\u00fasculas e t\u00e3o distantes ensinar\u00e1 aos cientistas e engenheiros como detetar outros fen\u00f3menos dif\u00edceis de ver, mas cruciais. Por exemplo, luz estelar refletida em lagos e oceanos l\u00edquidos &#8211; um requisito para a habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Provas gloriosas no horizonte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;S\u00e3o necess\u00e1rias mais evid\u00eancias para afirmar conclusivamente que esta intrigante &#8216;luz extra&#8217; \u00e9 uma &#8216;gl\u00f3ria&#8217; rara&#8221;, explica Theresa L\u00fcftinger, cientista de projeto da futura miss\u00e3o Ariel da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento do instrumento NIRSpec (Near InfraRed Spectrograph) a bordo do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA poderiam fazer esse trabalho. Ou a pr\u00f3xima miss\u00e3o Ariel da ESA poder\u00e1 provar a sua presen\u00e7a. Poderemos at\u00e9 encontrar cores mais gloriosas e reveladoras provenientes de outros exoplanetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olivier conclui: &#8220;Eu estive envolvido na primeira dete\u00e7\u00e3o da assimetria da luz proveniente deste estranho planeta, e desde ent\u00e3o fiquei muito curioso sobre o que a causaria. Demorou algum tempo para chegarmos aqui e houve alturas em que me perguntei &#8216;porque \u00e9 que est\u00e1s a insistir nisto? &#8216; Mas quando este efeito emergiu dos dados, foi um sentimento especial, uma satisfa\u00e7\u00e3o \u00fanica, que n\u00e3o acontece todos os dias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Cheops\/First_glory_on_hellish_distant_world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/divulgacao.iastro.pt\/pt\/2024\/04\/05\/efeito-gloria-wasp-76b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancias do Espa\u00e7o (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/?newsItem=8a1785d78e9e9da8018ead60b8cd208d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.unige.ch\/medias\/en\/2024\/cheops-detecte-un-arc-en-ciel-sur-une-exoplanete\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2024\/04\/aa48270-23\/aa48270-23.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1040215\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hellish-exoplanet-rainbow-glory-effect-cheops\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/166535\/the-first-atmospheric-rainbow-on-an-exoplanet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/04\/240405130420.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-04-astronomers-potential-glory-effect-hellish.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/unexpected-phenomenon-detected-in-the-sky-of-a-very-alien-world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceAlert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/articles\/cgev8k8v44lo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/noticias\/ciencia\/artigos\/ja-ouviu-falar-em-efeito-gloria-foi-detetado-pela-primeira-vez-num-exoplaneta-infernal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Efeito gl\u00f3ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Glory_(optical_phenomenon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-76b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/1833\/wasp-76-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp_76_b--1420\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/WASP-76b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/WASP-76%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Cheops\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/cheops\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CHEOPS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez foram detetados potenciais sinais do &#8220;efeito gl\u00f3ria&#8221;, semelhante ao arco-\u00edris, num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. A &#8220;gl\u00f3ria&#8221; s\u00e3o an\u00e9is conc\u00eantricos coloridos de luz que ocorrem apenas em condi\u00e7\u00f5es peculiares. Os dados do sat\u00e9lite CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite) da ESA e de v\u00e1rias outras miss\u00f5es sugerem que este delicado fen\u00f3meno &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6897,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[639,1731,147,309,717],"class_list":["post-6896","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-cheops","tag-efeito-gloria","tag-exoplaneta","tag-tess","tag-wasp-76b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6896","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6896"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6896\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6898,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6896\/revisions\/6898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}