{"id":6881,"date":"2024-04-05T06:19:04","date_gmt":"2024-04-05T05:19:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6881"},"modified":"2024-04-05T06:19:04","modified_gmt":"2024-04-05T05:19:04","slug":"rocha-estudada-pelo-perseverance-personifica-a-razao-pela-qual-o-rover-foi-enviado-para-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/04\/05\/rocha-estudada-pelo-perseverance-personifica-a-razao-pela-qual-o-rover-foi-enviado-para-marte\/","title":{"rendered":"Rocha estudada pelo Perseverance personifica a raz\u00e3o pela qual o rover foi enviado para Marte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/M377jAt.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/M377jAt.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O 21.\u00ba n\u00facleo rochoso obtido pelo Perseverance tem uma composi\u00e7\u00e3o que o tornaria \u00f3timo a reter e a preservar sinais de vida microbiana, caso alguma vez tenha existido. A amostra &#8211; que aqui se mostra a ser recolhida &#8211; foi extra\u00edda de &#8220;Bunsen Peak&#8221; no dia 11 de mar\u00e7o, o 1088.\u00ba dia marciano, ou sol, da miss\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As an\u00e1lises efetuadas pelos instrumentos a bordo do rover Perseverance Mars da NASA indicam que a \u00faltima rocha estudada pelo rover esteve mergulhada em \u00e1gua durante um longo per\u00edodo de tempo num passado distante, talvez como parte de uma antiga praia marciana. Recolhida a 11 de mar\u00e7o, a amostra \u00e9 a 24.\u00aa do rover &#8211; uma contagem que inclui 21 tubos de amostragem com amostras de rocha, dois com reg\u00f3lito (rocha quebrada e poeira) e um com atmosfera marciana.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para simplificar, este \u00e9 o tipo de rocha que esper\u00e1vamos encontrar quando decidimos investigar a Cratera Jezero&#8221;, disse Ken Farley, cientista do projeto Perseverance no Caltech em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;Quase todos os minerais da rocha que acab\u00e1mos de estudar foram produzidos em \u00e1gua; na Terra, os minerais depositados em \u00e1gua s\u00e3o muitas vezes bons a reter e a preservar material org\u00e2nico antigo e bioassinaturas. A rocha pode at\u00e9 dizer-nos mais acerca das condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas de Marte que estavam presentes quando se formou.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a destes minerais espec\u00edficos \u00e9 considerada promissora para preservar um registo rico de um antigo ambiente habit\u00e1vel em Marte. Estas cole\u00e7\u00f5es de minerais s\u00e3o importantes para guiar os cientistas at\u00e9 \u00e0s amostras mais valiosas para um eventual envio \u00e0 Terra pela campanha MSR (Mars Sample Return).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na orla da Cratera<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apelidada de &#8220;Peak Bunsen&#8221; em homenagem \u00e0 montanha do Parque Nacional de Yellowstone, a rocha &#8211; com cerca de 1,7 metros de largura e 1 metro de altura &#8211; intrigou os cientistas do Perseverance porque o afloramento \u00e9 alto no meio do terreno circundante e tem uma textura interessante numa das suas faces. Tamb\u00e9m estavam interessados na superf\u00edcie rochosa vertical de Peak Bunsen, que fornece uma boa sec\u00e7\u00e3o transversal da rocha e, por n\u00e3o ser plana, \u00e9 menos poeirenta e, portanto, mais f\u00e1cil de investigar pelos instrumentos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de recolher a amostra, o Perseverance analisou a rocha utilizando os espetr\u00f3metros SuperCam e o espetr\u00f3metro de raios X PIXL (Planetary Instrument for X-ray Lithochemistry). Em seguida, o rover utilizou o rotor na extremidade do seu bra\u00e7o rob\u00f3tico para triturar (ou raspar) parte da superf\u00edcie e voltou a analisar a rocha. Os resultados: Peak Bunsen parece ser composta por cerca de 75% de gr\u00e3os de carbonato cimentados por s\u00edlica quase pura.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA26312.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"754\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ogLhCb4A_o-1024x754.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6882\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ogLhCb4A_o-1024x754.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ogLhCb4A_o-300x221.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ogLhCb4A_o-768x566.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ogLhCb4A_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este mosaico mostra uma rocha chamada &#8220;Bunsen Peak&#8221;, onde o rover Perseverance extraiu o seu 21.\u00ba n\u00facleo e raspou uma zona circular para que investigasse a sua composi\u00e7\u00e3o.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;A s\u00edlica e partes do carbonato parecem ser microcristalinas, o que as torna extremamente boas para reter e preservar sinais de vida microbiana que possam ter vivido neste ambiente&#8221;, disse Sandra Siljestr\u00f6m, uma cientista do Perseverance no RISE (Research Institutes of Sweden) em Estocolmo. &#8220;Isto faz com que esta amostra seja \u00f3tima para estudos de bioassinaturas caso seja enviada para a Terra. Al\u00e9m disso, a amostra pode ser um dos n\u00facleos mais antigos recolhidos at\u00e9 agora pelo Perseverance, e isso \u00e9 importante porque Marte era mais habit\u00e1vel no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria.&#8221; Uma potencial bioassinatura \u00e9 uma subst\u00e2ncia ou estrutura que pode ser uma evid\u00eancia de vida passada, mas tamb\u00e9m pode ter sido produzida sem a presen\u00e7a de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A amostra de Peak Bunsen \u00e9 a terceira que o Perseverance recolheu enquanto explorava &#8220;Margin Unit&#8221;, uma \u00e1rea geol\u00f3gica que abra\u00e7a a orla interior da Cratera Jezero.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda estamos a explorar a margem e a recolher dados, mas os resultados at\u00e9 agora podem apoiar a nossa hip\u00f3tese de que as rochas, aqui, se formaram ao longo das margens de um lago antigo&#8221;, disse Briony Horgan, cientista do Perseverance da Universidade Purdue, em West Lafayette, Indiana, EUA. &#8220;A equipa cient\u00edfica est\u00e1 tamb\u00e9m a considerar outras ideias para a origem de Margin Unit, uma vez que existem outras maneiras de formar carbonato e s\u00edlica. Mas independentemente do modo como esta rocha se formou, \u00e9 muito excitante obter uma amostra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O rover est\u00e1 a avan\u00e7ar para a parte mais ocidental de Margin Unit. Na base da orla da cratera Jezero, um local apelidado de &#8220;Bright Angel&#8221; \u00e9 de interesse para a equipa cient\u00edfica porque pode fornecer o primeiro encontro com as rochas muito mais antigas que comp\u00f5em a orla da cratera. Uma vez terminada a explora\u00e7\u00e3o de Bright Angel, o Perseverance dar\u00e1 in\u00edcio a uma subida de v\u00e1rios meses at\u00e9 ao topo da orla.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Meet the Mars Samples: Comet Geyser (Sample 24)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0EMy3vs-UbM?list=PLTiv_XWHnOZoOvPaG7fOB50yhR7Lb0lsX\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/mars-2020-perseverance\/perseverance-rover\/rock-sampled-by-nasas-perseverance-embodies-why-rover-came-to-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mars2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MSR (Mars Sample Return):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/msr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Human_and_Robotic_Exploration\/Exploration\/Mars_sample_return\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasamars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAMars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_sample-return_mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 21.\u00ba n\u00facleo rochoso obtido pelo Perseverance tem uma composi\u00e7\u00e3o que o tornaria \u00f3timo a reter e a preservar sinais de vida microbiana, caso alguma vez tenha existido. 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