{"id":6851,"date":"2024-03-26T07:13:23","date_gmt":"2024-03-26T06:13:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6851"},"modified":"2024-03-26T07:13:23","modified_gmt":"2024-03-26T06:13:23","slug":"os-astronomos-encontraram-evidencias-de-que-as-supergigantes-azuis-podem-ser-formadas-pela-fusao-de-duas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/03\/26\/os-astronomos-encontraram-evidencias-de-que-as-supergigantes-azuis-podem-ser-formadas-pela-fusao-de-duas-estrelas\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de que as supergigantes azuis podem ser formadas pela fus\u00e3o de duas estrelas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"598\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o-1024x598.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6852\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o-300x175.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o-768x448.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/XsbhsVxE_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de um sistema bin\u00e1rio, composto uma estrela gigante vermelha e uma companheira mais jovem, que se pode fundir para produzir uma supergigante azul.<br>Cr\u00e9dito: Casey Reed, NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o internacional, liderada pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias), encontrou pistas sobre a natureza de algumas das estrelas mais quentes e brilhantes do nosso Universo, chamadas supergigantes azuis. Embora estas estrelas sejam observadas com frequ\u00eancia, a sua origem \u00e9 um velho enigma que \u00e9 debatido h\u00e1 d\u00e9cadas. Atrav\u00e9s da simula\u00e7\u00e3o de novos modelos estelares e da an\u00e1lise de uma grande amostra de dados da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, os investigadores do IAC encontraram fortes ind\u00edcios de que a maioria das supergigantes azuis se pode ter formado a partir da fus\u00e3o de duas estrelas num sistema bin\u00e1rio. O estudo foi publicado na prestigiada revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>As supergigantes azuis de classe B s\u00e3o estrelas muito luminosas e quentes (pelo menos 10.000 vezes mais luminosas e 2 a 5 vezes mais quentes do que o Sol), com massas entre 16 e 40 vezes a massa do Sol. Espera-se que ocorram durante uma fase muito r\u00e1pida da evolu\u00e7\u00e3o, de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o estelar convencional e, portanto, deveriam ser raramente vistas. Ent\u00e3o, porque \u00e9 que observamos tantas?<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pista importante para a sua origem reside no facto de que a maioria das supergigantes azuis s\u00e3o observadas como &#8220;solteiras&#8221;, ou seja, n\u00e3o t\u00eam companheiras gravitacionais detet\u00e1veis. No entanto, observa-se que a maioria das estrelas massivas jovens nascem em sistemas bin\u00e1rios. Porque \u00e9 que as supergigantes azuis s\u00e3o solteiras? A resposta: sistemas bin\u00e1rios massivos &#8220;fundem-se&#8221; e produzem supergigantes azuis.<\/p>\n\n\n\n<p>Num estudo pioneiro liderado por Athira Menon, investigadora do IAC, uma equipa internacional de astrof\u00edsicos computacionais e observacionais simulou modelos detalhados de fus\u00f5es estelares e analisou uma amostra de 59 supergigantes azuis de classe B na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Simul\u00e1mos as fus\u00f5es de estrelas gigantes evolu\u00eddas com as suas companheiras estelares mais pequenas numa vasta gama de par\u00e2metros, tendo em conta a intera\u00e7\u00e3o e a mistura das duas estrelas durante a fus\u00e3o. As estrelas rec\u00e9m-nascidas vivem como supergigantes azuis durante a segunda fase mais longa da vida de uma estrela, quando esta queima h\u00e9lio no seu n\u00facleo&#8221;, explica Menon.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Artemio Herrero, investigador do IAC e coautor do artigo cient\u00edfico, &#8220;os resultados obtidos explicam por que raz\u00e3o as supergigantes azuis se encontram na chamada &#8216;lacuna evolutiva&#8217; da f\u00edsica estelar cl\u00e1ssica, uma fase da sua evolu\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o esperar\u00edamos encontrar estrelas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ser\u00e1 que essas fus\u00f5es podem tamb\u00e9m explicar as propriedades medidas das supergigantes azuis? &#8220;Notavelmente, descobrimos que as estrelas nascidas de tais fus\u00f5es t\u00eam maior sucesso na reprodu\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie, particularmente o aumento do azoto e do h\u00e9lio, de uma grande fra\u00e7\u00e3o da amostra do que os modelos estelares convencionais. Isto indica que as fus\u00f5es podem ser o canal dominante para produzir supergigantes azuis&#8221;, diz Danny Lennon, um investigador do IAC que tamb\u00e9m participou no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo d\u00e1 um grande passo no sentido de resolver um velho problema de como as supergigantes azuis se formam e indica o importante papel das fus\u00f5es estelares na morfologia das gal\u00e1xias e das suas popula\u00e7\u00f5es estelares. A pr\u00f3xima parte do estudo tentar\u00e1 explorar a forma como estas supergigantes azuis explodem e contribuem para a &#8220;paisagem&#8221; de buracos negros e estrelas de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/astronomers-find-evidence-blue-supergiant-stars-can-be-formed-merger-two-stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad2074\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2311.05581\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Estrela supergigante azul:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Blue_supergiant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grande Nuvem de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/xtra\/ngc\/lmc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS.org<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de um sistema bin\u00e1rio, composto uma estrela gigante vermelha e uma companheira mais jovem, que se pode fundir para produzir uma supergigante azul.Cr\u00e9dito: Casey Reed, NASA Uma investiga\u00e7\u00e3o internacional, liderada pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias), encontrou pistas sobre a natureza de algumas das estrelas mais quentes e brilhantes do nosso Universo, chamadas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6852,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,60],"tags":[1714,304,1717],"class_list":["post-6851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-galaxias","tag-estrela-binaria","tag-grande-nuvem-de-magalhaes","tag-supergigante-azul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6851"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6853,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6851\/revisions\/6853"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}