{"id":6845,"date":"2024-03-22T07:20:46","date_gmt":"2024-03-22T06:20:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6845"},"modified":"2024-03-22T07:20:46","modified_gmt":"2024-03-22T06:20:46","slug":"astronomos-descobrem-que-pelo-menos-uma-em-cada-duzia-de-estrelas-apresenta-indicios-de-ingestao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/03\/22\/astronomos-descobrem-que-pelo-menos-uma-em-cada-duzia-de-estrelas-apresenta-indicios-de-ingestao-planetaria\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos descobrem que pelo menos uma em cada d\u00fazia de estrelas apresenta ind\u00edcios de ingest\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"928\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK-1024x928.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6846\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK-1024x928.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK-300x272.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK-768x696.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/M8rWLKK.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um planeta terrestre dilacerado por uma estrela num sistema bin\u00e1rio.<br>Cr\u00e9dito: intouchable, OPENVERSE<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com um artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature, uma equipa internacional de investigadores estudou estrelas g\u00e9meas que deveriam ter uma composi\u00e7\u00e3o id\u00eantica. Mas, em cerca de oito por cento dos casos, diferem, deixando os astr\u00f3nomos perplexos.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa, liderada por investigadores do ASTRO 3D (ARC Centre of Excellence for All Sky Astrophysics in 3 Dimensions), descobriu que a diferen\u00e7a se deve ao facto de uma das estrelas g\u00e9meas ter devorado planetas ou material planet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas foram poss\u00edveis gra\u00e7as a um vasto conjunto de dados recolhidos com o Telesc\u00f3pio Magellan de 6,5 metros e com o VLT (Very Large Telescope) do ESO, ambos no Chile, e com o Telesc\u00f3pio Keck de 10 metros no Hawaii, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Olh\u00e1mos para estrelas g\u00e9meas que viajam juntas. Nascem das mesmas nuvens moleculares e, por isso, deveriam ser id\u00eanticas&#8221;, afirma o investigador do ASTRO 3D, Dr. Fan Liu, da Universidade Monash, principal autor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gra\u00e7as a esta an\u00e1lise altamente precisa, podemos ver diferen\u00e7as qu\u00edmicas entre as g\u00e9meas. Isto fornece evid\u00eancias muito fortes de que uma das estrelas engoliu planetas ou material planet\u00e1rio e alterou a sua composi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f3meno apareceu em cerca de oito por cento dos 91 pares de estrelas g\u00e9meas que a equipa analisou. O que torna este estudo convincente \u00e9 o facto de as estrelas estarem no auge da sua vida &#8211; as chamadas estrelas de sequ\u00eancia principal, em vez de estrelas nas suas fases finais, como as gigantes vermelhas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este [estudo] \u00e9 diferente dos estudos anteriores em que as estrelas na sua fase final podem engolir planetas pr\u00f3ximos quando se tornam gigantes&#8221;, diz o Dr. Liu.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algum espa\u00e7o para d\u00favidas no que toca ao saber se as estrelas est\u00e3o a engolir planetas inteiros ou a engolir material protoplanet\u00e1rio, mas o Dr. Liu suspeita que ambas as hip\u00f3teses s\u00e3o poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 complicado. A ingest\u00e3o do planeta inteiro \u00e9 o nosso cen\u00e1rio preferido, mas \u00e9 claro que tamb\u00e9m n\u00e3o podemos excluir que estas estrelas tenham ingerido muito material de um disco protoplanet\u00e1rio&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es importantes para o estudo da evolu\u00e7\u00e3o a longo prazo dos sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os astr\u00f3nomos costumavam pensar que este tipo de eventos n\u00e3o era poss\u00edvel. Mas com base nas observa\u00e7\u00f5es do nosso estudo, podemos ver que, embora a ocorr\u00eancia n\u00e3o seja elevada, \u00e9 efetivamente poss\u00edvel. Isto abre uma nova janela de estudo para os te\u00f3ricos da evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria&#8221;, diz o professor associado Yuan-Sen Ting, coautor e investigador do ASTRO 3D da Universidade Nacional Australiana.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo faz parte de uma colabora\u00e7\u00e3o mais vasta, a iniciativa C3PO (Complete Census of Co-moving Pairs of Objects) para observar espetroscopicamente uma amostra completa de todas as estrelas brilhantes em movimento conjunto identificadas pelo sat\u00e9lite Gaia, que \u00e9 liderada por Liu, Ting e o pelo professor associado David Yong (tamb\u00e9m do ASTRO 3D da Universidade Nacional Australiana).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As descobertas aqui apresentadas contribuem para o panorama geral de um tema de investiga\u00e7\u00e3o chave do ASTRO 3D: a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do Universo. Especificamente, lan\u00e7am luz sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos elementos qu\u00edmicos e a sua subsequente viagem, que inclui o seu consumo pelas estrelas&#8221;, afirmou a professora Emma Ryan-Weber, Directora do ASTRO 3D.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/astro3d.org.au\/twin-stars-reveal-planet-eating-habits\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ASTRO 3D (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07091-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1037995\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/one-in-dozen-stars-eats-planet-study\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-024-00847-6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-03-astronomers-dozen-stars-evidence-planetary.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Magellan:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lco.cl\/telescopes-information\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Las Campanas<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um planeta terrestre dilacerado por uma estrela num sistema bin\u00e1rio.Cr\u00e9dito: intouchable, OPENVERSE De acordo com um artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature, uma equipa internacional de investigadores estudou estrelas g\u00e9meas que deveriam ter uma composi\u00e7\u00e3o id\u00eantica. 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