{"id":6839,"date":"2024-03-19T07:16:38","date_gmt":"2024-03-19T06:16:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6839"},"modified":"2024-03-19T07:16:39","modified_gmt":"2024-03-19T06:16:39","slug":"o-baritono-das-gigantes-vermelhas-permite-medir-melhor-as-distancias-cosmicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/03\/19\/o-baritono-das-gigantes-vermelhas-permite-medir-melhor-as-distancias-cosmicas\/","title":{"rendered":"O &#8220;bar\u00edtono&#8221; das gigantes vermelhas permite medir melhor as dist\u00e2ncias c\u00f3smicas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2030a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/K5dY7qBm_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6840\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/K5dY7qBm_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/K5dY7qBm_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/K5dY7qBm_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/K5dY7qBm_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Grande Nuvem de Magalh\u00e3es.<br>Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/NSF\/AURA\/SMASH\/D. Nidever (Universfidade do Estado de Montana); processamento de iamgem &#8211; Travis Rector (Universidade do Alaska em Anchorage), Mahdi Zamani e Davide de Martin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num Universo em constante expans\u00e3o, medir dist\u00e2ncias c\u00f3smicas \u00e9 como tentar encontrar uma r\u00e9gua fi\u00e1vel num vasto tecido sempre em expans\u00e3o. Uma ferramenta que os astrof\u00edsicos utilizam \u00e9 a constante de Hubble (H0), que mede a rapidez com que o Universo se est\u00e1 a expandir e define a idade e o tamanho observ\u00e1vel do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, existe uma discord\u00e2ncia quanto ao valor de H0 devido a medi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias derivadas de v\u00e1rios objetos celestes. Este debate significa que a nossa compreens\u00e3o da f\u00edsica b\u00e1sica do Universo est\u00e1 incompleta. Os riscos s\u00e3o elevados e a chave para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o \u00e9 melhorar significativamente a exatid\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia baseadas nas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, um estudo do professor Richard I. Anderson da EPFL (\u00c9cole Polytechnique F\u00e9d\u00e9rale de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a), do antigo estagi\u00e1rio de investiga\u00e7\u00e3o de ver\u00e3o Nolan Koblischke (atualmente na Universidade de Toronto) e de Laurent Eyer (Universidade de Genebra), refina as medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas usando os sinais sonoros das gigantes vermelhas: &#8220;descobrimos que as oscila\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas das estrelas gigantes vermelhas nos dizem como medir melhor as dist\u00e2ncias c\u00f3smicas usando o m\u00e9todo da ponta do ramo das gigantes vermelhas&#8221;, diz Anderson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Medindo dist\u00e2ncias c\u00f3smicas com gigantes vermelhas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro h\u00e1 que explicar alguns termos. As &#8220;gigantes vermelhas&#8221; s\u00e3o estrelas que est\u00e3o a envelhecer. Adotam uma tonalidade avermelhada \u00e0 medida que esgotam o hidrog\u00e9nio nos seus n\u00facleos e utilizam o hidrog\u00e9nio exterior, o que as torna maiores e mais frias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos diagramas astron\u00f3micos, esta evolu\u00e7\u00e3o leva ao &#8220;Ramo das gigantes vermelhas&#8221;, um desvio devido ao aumento do brilho da estrela. A ponta do ramo das gigantes vermelhas \u00e9 um ponto cr\u00edtico onde estas estrelas inflamam o h\u00e9lio, invertendo a evolu\u00e7\u00e3o do brilho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este ponto, marcado por menos estrelas brilhantes acima dele [no diagrama de Hertzsprung\u2013Russell], serve como uma &#8220;vela padr\u00e3o&#8221; para medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas: ao compararem o seu brilho conhecido com o brilho observado em gal\u00e1xias distantes, os astr\u00f3nomos podem calcular a dist\u00e2ncia, tal como estimar a dist\u00e2ncia de uma l\u00e2mpada pela sua luminosidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cantando no escuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores analisaram dados do projeto OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment) e da miss\u00e3o Gaia da ESA para examinar as gigantes vermelhas na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, que \u00e9 uma gal\u00e1xia companheira pr\u00f3xima que orbita a Via L\u00e1ctea e que serve de laborat\u00f3rio crucial para compreender a f\u00edsica das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa reviravolta surpreendente, os cientistas descobriram que todas as estrelas da ponta do ramo das gigantes vermelhas variam de brilho periodicamente; as ondas sonoras viajam atrav\u00e9s das estrelas como sismos na Terra, fazendo-as oscilar. Embora estas oscila\u00e7\u00f5es j\u00e1 fossem conhecidas anteriormente, n\u00e3o se sabia da sua import\u00e2ncia para as medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia. Mas agora, permitiram aos investigadores distinguir as estrelas por idade, fornecendo uma abordagem mais diferenciada para medir as dist\u00e2ncias no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson explica: &#8220;As estrelas gigantes vermelhas mais jovens, perto da ponta do ramo das gigantes vermelhas, s\u00e3o um pouco menos brilhantes do que as suas primas mais velhas, e as oscila\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas que observamos como flutua\u00e7\u00f5es de brilho permitem-nos compreender com que tipo de estrela estamos a lidar: as estrelas mais velhas oscilam a uma frequ\u00eancia mais baixa &#8211; tal como um bar\u00edtono canta com uma voz mais grave do que um tenor!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta distin\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para garantir medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncias altamente exatas necess\u00e1rias para a cosmologia e para obter o melhor mapa do Universo local, uma vez que as estrelas gigantes vermelhas existem em praticamente todas as gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m identifica v\u00e1rias melhorias no m\u00e9todo da ponta do ramo das gigantes vermelhas, essenciais para compreender os recentes debates sobre a tens\u00e3o de Hubble. &#8220;Agora que podemos distinguir as idades das gigantes vermelhas que comp\u00f5em a ponta do ramo das gigantes vermelhas, podemos melhorar ainda mais a medi\u00e7\u00e3o da constante de Hubble com base nisso&#8221;, diz Anderson. &#8220;Tais melhorias ir\u00e3o testar ainda mais a tens\u00e3o de Hubble e podem levar a novos conhecimentos inovadores sobre os processos f\u00edsicos b\u00e1sicos que decidem como o Universo evolui.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/actu.epfl.ch\/news\/the-baritone-of-red-giants-refines-cosmic-distance\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ EPFL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad284d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2303.04790\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law#Determining_the_Hubble_constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gigantes vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_giant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diagrama de Hertzsprung\u2013Russell:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hertzsprung%E2%80%93Russell_diagram\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ramo das gigantes vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red-giant_branch\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tip_of_the_red-giant_branch\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ponta do ramo das gigantes vermelhas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterossismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grande Nuvem de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/xtra\/ngc\/lmc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ogle.astrouw.edu.pl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OGLE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Grande Nuvem de Magalh\u00e3es.Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/NSF\/AURA\/SMASH\/D. Nidever (Universfidade do Estado de Montana); processamento de iamgem &#8211; Travis Rector (Universidade do Alaska em Anchorage), Mahdi Zamani e Davide de Martin Num Universo em constante expans\u00e3o, medir dist\u00e2ncias c\u00f3smicas \u00e9 como tentar encontrar uma r\u00e9gua fi\u00e1vel num vasto tecido sempre em expans\u00e3o. Uma ferramenta que os astrof\u00edsicos &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6840,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,50,60,16,1],"tags":[400,327,1398,689,329,311,506,304,146],"class_list":["post-6839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-estrelas","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-asterossismologia","tag-constante-de-hubble","tag-diagrama-h-r","tag-evolucao-estelar","tag-expansao-do-universo","tag-gaia","tag-gigante-vermelha","tag-grande-nuvem-de-magalhaes","tag-ogle"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6839"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6841,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6839\/revisions\/6841"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}