{"id":6807,"date":"2024-03-08T07:14:36","date_gmt":"2024-03-08T06:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6807"},"modified":"2024-03-08T07:22:42","modified_gmt":"2024-03-08T06:22:42","slug":"os-astronomos-detetaram-a-mais-antiga-galaxia-morta-ja-observada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/03\/08\/os-astronomos-detetaram-a-mais-antiga-galaxia-morta-ja-observada\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos detetaram a mais antiga gal\u00e1xia &#8220;morta&#8221; j\u00e1 observada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/u2kUozSj_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"432\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/u2kUozSj_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6808\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/u2kUozSj_o.jpg 885w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/u2kUozSj_o-300x146.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/u2kUozSj_o-768x375.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem a cores falsas, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, de uma pequena fra\u00e7\u00e3o do campo Goods-South, com a gal\u00e1xia JADES-GS-z7-01-QU em destaque.<br>Cr\u00e9dito: Colabora\u00e7\u00e3o JADES<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada pela Universidade de Cambridge detetou uma gal\u00e1xia &#8220;morta&#8221; quando o Universo tinha apenas 700 milh\u00f5es de anos, a gal\u00e1xia mais antiga, do g\u00e9nero, alguma vez observada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta gal\u00e1xia parece ter vivido depressa e morrido jovem: a forma\u00e7\u00e3o estelar ocorreu apressadamente e parou quase com a mesma rapidez, o que \u00e9 inesperado para um per\u00edodo t\u00e3o precoce da evolu\u00e7\u00e3o do Universo. No entanto, n\u00e3o \u00e9 claro se o estado &#8220;extinguido&#8221; desta gal\u00e1xia \u00e9 tempor\u00e1rio ou permanente, nem o que a levou a deixar de formar novas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados, publicados na revista Nature, poder\u00e3o ser importantes para ajudar os astr\u00f3nomos a compreender como e porque \u00e9 que as gal\u00e1xias deixam de formar novas estrelas e se os factores que afetam esta forma\u00e7\u00e3o estelar se alteraram ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As primeiras centenas de milh\u00f5es de anos do Universo foram uma fase muito ativa, com muitas nuvens de g\u00e1s a colapsar para formar novas estrelas&#8221;, disse Tobias Looser do Instituto Kavli de Cosmologia, o primeiro autor do artigo. &#8220;As gal\u00e1xias precisam de uma grande quantidade de g\u00e1s para formar novas estrelas e o Universo primitivo era como um buffet \u00e0 discri\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;S\u00f3 mais tarde no Universo \u00e9 que come\u00e7amos a ver as gal\u00e1xias deixarem de formar estrelas, quer isso se deva a um buraco negro ou a outra coisa qualquer&#8221;, disse o coautor Francesco D&#8217;Eugenio, tamb\u00e9m do Instituto Kavli de Cosmologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos pensam que a forma\u00e7\u00e3o estelar pode ser abrandada ou interrompida por diferentes factores, todos eles fazendo com que uma gal\u00e1xia fique sem o g\u00e1s de que necessita para formar novas estrelas. Factores internos, como um buraco negro supermassivo ou o feedback da forma\u00e7\u00e3o estelar, podem empurrar o g\u00e1s para fora da gal\u00e1xia, fazendo com que a forma\u00e7\u00e3o estelar pare rapidamente. Em alternativa, o g\u00e1s pode ser consumido muito rapidamente pela forma\u00e7\u00e3o estelar, sem ser prontamente reabastecido por g\u00e1s fresco proveniente dos arredores da gal\u00e1xia, o que resulta na inani\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o temos a certeza se algum destes cen\u00e1rios pode explicar o que vimos agora com o Webb&#8221;, disse o professor Roberto Maiolino, coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;At\u00e9 agora, para compreender o Universo primitivo, us\u00e1mos modelos baseados no Universo moderno. Mas agora que podemos ver muito mais para tr\u00e1s no tempo e observar que a forma\u00e7\u00e3o estelar foi extinta t\u00e3o rapidamente nesta gal\u00e1xia, os modelos baseados no Universo moderno poder\u00e3o ter de ser revistos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando dados do JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey), os astr\u00f3nomos determinaram que esta gal\u00e1xia passou por um curto e intenso per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o estelar de 30 a 90 milh\u00f5es de anos. Mas cerca de 10 a 20 milh\u00f5es de anos antes do momento em que foi observada pelo Webb, a forma\u00e7\u00e3o estelar parou subitamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tudo parece acontecer mais depressa e de forma mais dram\u00e1tica no in\u00edcio do Universo, e isso pode incluir gal\u00e1xias que passam de uma fase com forma\u00e7\u00e3o estelar para uma fase de dorm\u00eancia ou extin\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Looser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos j\u00e1 tinham observado gal\u00e1xias mortas no Universo jovem, mas esta gal\u00e1xia \u00e9 a mais antiga at\u00e9 agora &#8211; apenas 700 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, h\u00e1 mais de 13 mil milh\u00f5es de anos. Esta observa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das mais profundas j\u00e1 efetuadas com o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de ser a mais antiga do g\u00e9nero, esta gal\u00e1xia tem tamb\u00e9m uma massa relativamente baixa &#8211; aproximadamente a mesma que a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (PNM), uma gal\u00e1xia an\u00e3 perto da Via L\u00e1ctea, embora a PNM ainda esteja a formar novas estrelas. Outras gal\u00e1xias extintas no Universo primitivo eram muito mais massivas, mas a sensibilidade melhorada do Webb permite observar e analisar gal\u00e1xias mais pequenas e mais t\u00e9nues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos dizem que, embora pare\u00e7a morta no momento da observa\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que nos cerca de 13 mil milh\u00f5es de anos que se seguiram, esta gal\u00e1xia possa ter voltado \u00e0 vida e come\u00e7ado a formar novas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos \u00e0 procura de outras gal\u00e1xias como esta no Universo primordial, o que nos ajudar\u00e1 a determinar como e porque \u00e9 que as gal\u00e1xias deixam de formar novas estrelas&#8221;, disse D&#8217;Eugenio. &#8220;Pode dar-se o caso de as gal\u00e1xias do Universo primitivo &#8216;morrerem&#8217; e depois voltarem a ganhar vida &#8211; precisamos de mais observa\u00e7\u00f5es para nos ajudar a perceber isso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/astronomers-spot-oldest-dead-galaxy-yet-observed\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-07227-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2302.14155v3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.astronomy.com\/science\/astronomers-find-the-corpse-of-a-galaxy-early-in-the-universe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/03\/240306150612.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.euronews.com\/next\/2024\/03\/06\/astronomers-spot-oldest-dead-galaxy-that-stopped-forming-stars-700-million-years-after-big\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Euronews<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2024\/03\/06\/world\/dead-galaxy-webb-telescope-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst-nirspec-gto\/jades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/research\/james-webb-space-telescope-advanced-deep-extragalactic-survey-jades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian<\/a><br><a href=\"https:\/\/jades-survey.github.io\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GitHub<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem a cores falsas, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, de uma pequena fra\u00e7\u00e3o do campo Goods-South, com a gal\u00e1xia JADES-GS-z7-01-QU em destaque.Cr\u00e9dito: Colabora\u00e7\u00e3o JADES Utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada pela Universidade de Cambridge detetou uma gal\u00e1xia &#8220;morta&#8221; 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