{"id":6784,"date":"2024-02-27T07:25:14","date_gmt":"2024-02-27T06:25:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6784"},"modified":"2024-02-27T07:25:14","modified_gmt":"2024-02-27T06:25:14","slug":"investigadores-descobrem-destruicao-de-oceanos-de-agua-por-mes-na-nebulosa-de-orionte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/02\/27\/investigadores-descobrem-destruicao-de-oceanos-de-agua-por-mes-na-nebulosa-de-orionte\/","title":{"rendered":"Investigadores descobrem destrui\u00e7\u00e3o de oceanos de \u00e1gua, por m\u00eas, na Nebulosa de Orionte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"539\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o-1024x539.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6785\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o-1024x539.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o-300x158.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o-768x404.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o-1536x808.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/24IGieRM_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A regi\u00e3o interior da Nebulosa de Orionte, vista pelo instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. A imagem foi obtida no 11 de setembro de 2022.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, Equipa PDRs4All ERS; imagem de Salom\u00e9 Fuenmayor<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma equipa internacional de cientistas encontrou a destrui\u00e7\u00e3o e a reforma\u00e7\u00e3o de uma grande quantidade de \u00e1gua num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria localizado no cora\u00e7\u00e3o da Nebulosa de Orionte.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma abordagem original e multidisciplinar que combina observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST) e c\u00e1lculos de f\u00edsica qu\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, que faz parte do programa &#8220;PDRs4All Early Release Science&#8221; e \u00e9 liderado pela estudante de doutoramento da Universidade Paris-Saclay, Marion Zannese, foi publicado dia 23 de fevereiro na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p>O PDRs4All \u00e9 um dos 13 programas &#8220;Early Release Science&#8221; selecionados pela NASA para demonstrar as capacidades do JWST, reunindo um cons\u00f3rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 muito impressionante que, em apenas alguns pix\u00e9is de observa\u00e7\u00f5es, e concentrando-nos em apenas algumas linhas, possamos de facto descobrir que um oceano inteiro de \u00e1gua se evapora todos os meses&#8221;, disse Els Peeters, coinvestigadora principal do PDRs4All e membro do corpo docente do Instituto de Explora\u00e7\u00e3o da Terra e do Espa\u00e7o da UWO (University of Western Ontario). &#8220;Esta descoberta baseou-se numa pequena fra\u00e7\u00e3o dos nossos dados espetrosc\u00f3picos. \u00c9 muito excitante saber que temos muitos mais dados para explorar e mal posso esperar para ver o que mais podemos encontrar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1gua \u00e9 um ingrediente essencial para o aparecimento da vida tal como \u00e9 entendida atualmente. Na Terra, a maior parte da \u00e1gua nos nossos oceanos formou-se muito antes do nascimento do Sistema Solar, em regi\u00f5es frias do espa\u00e7o interestelar a -250\u00b0 C. No entanto, uma fra\u00e7\u00e3o desta \u00e1gua pode ter sido destru\u00edda e reformada a temperaturas mais elevadas (100-500\u00b0 C) quando o Sistema Solar era ainda apenas um disco de g\u00e1s e poeira que orbitava o nosso jovem Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender esta enigm\u00e1tica reciclagem de \u00e1gua, a equipa internacional apontou o JWST para &#8216;d203-506&#8217;, um disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria localizado na Nebulosa de Orionte, um ber\u00e7\u00e1rio de sistemas planet\u00e1rios. A intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta produzida por estrelas massivas leva \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o e \u00e0 reforma\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em d203-506, tornando-o num verdadeiro laborat\u00f3rio interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O telesc\u00f3pio James Webb \u00e9 incrivelmente poderoso. No contexto desta descoberta, n\u00e3o estamos a falar de encontrar uma agulha num palheiro. Trata-se de uma agulha num palheiro feito de agulhas&#8221;, disse Jan Cami, professor de f\u00edsica e astronomia na mesma universidade e membro do PDRs4All.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o com especialistas em din\u00e2mica qu\u00e2ntica do MDSCC (Madrid Deep Space Communications Complex), em Espanha, e do Observat\u00f3rio de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos, foi a chave para compreender como se pode observar a forma\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas situadas a mais de 1000 anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/32\/ac\/zV3iPKep_o.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/32\/ac\/zV3iPKep_o.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esquerda e centro: o jovem disco d203-506 situado na Nebulosa de Orionte, vista pelo JWST.<br>Direita: Anima\u00e7\u00e3o que ilustra como a forma\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua foi revelada pelas observa\u00e7\u00f5es do JWST.<br>Cr\u00e9dito: esquerda e centro &#8211; NASA\/ESA\/CSA\/PDRs4All\/Salom\u00e9 Fuenmayor; direita &#8211; M. Zannese<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Quando a \u00e1gua \u00e9 destru\u00edda pela luz ultravioleta, \u00e9 libertada uma mol\u00e9cula de hidroxilo, seguida da emiss\u00e3o de fot\u00f5es que viajam at\u00e9 ao JWST. No total, estima-se que o equivalente \u00e0 quantidade de \u00e1gua de todos os oceanos da Terra \u00e9 destru\u00eddo por m\u00eas e reabastecido no sistema d203-506.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui. Atrav\u00e9s de um mecanismo semelhante, o JWST revela que a mol\u00e9cula hidroxilo, intermedi\u00e1ria chave na forma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, \u00e9 tamb\u00e9m produzida em abund\u00e2ncia a partir do oxig\u00e9nio at\u00f3mico. Alguma da \u00e1gua que comp\u00f5e os oceanos da Terra pode ter passado por este ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/news.westernu.ca\/2024\/02\/orion-ocean\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ UWO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-024-02203-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2312.14056\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Nebulosa de Orionte (M42):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m042.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Orion_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa PDRs4All:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/pdrs4all.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o interior da Nebulosa de Orionte, vista pelo instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. A imagem foi obtida no 11 de setembro de 2022.Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, Equipa PDRs4All ERS; imagem de Salom\u00e9 Fuenmayor Uma equipa internacional de cientistas encontrou a destrui\u00e7\u00e3o e a reforma\u00e7\u00e3o de uma grande quantidade de \u00e1gua num disco &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[7,387,288,287,1701],"class_list":["post-6784","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-agua","tag-jwst","tag-m42","tag-nebulosa-de-orionte","tag-programa-pdrs4all"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6784"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6786,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6784\/revisions\/6786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}