{"id":6747,"date":"2024-02-13T07:25:10","date_gmt":"2024-02-13T06:25:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6747"},"modified":"2024-02-13T07:25:10","modified_gmt":"2024-02-13T06:25:10","slug":"o-que-veio-primeiro-buracos-negros-ou-galaxias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/02\/13\/o-que-veio-primeiro-buracos-negros-ou-galaxias\/","title":{"rendered":"O que veio primeiro: buracos negros ou gal\u00e1xias?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6748\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/nmhybEGx_o.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de um campo magn\u00e9tico gerado por um buraco negro supermassivo no in\u00edcio do Universo, mostrando fluxos turbulentos de plasma que transformam nuvens de g\u00e1s em estrelas.<br>Cr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os buracos negros n\u00e3o s\u00f3 existiram no in\u00edcio dos tempos, como tamb\u00e9m deram origem a novas estrelas e impulsionaram a forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica, sugere uma nova an\u00e1lise de dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta vem alterar as teorias sobre a forma como os buracos negros moldam o cosmos, desafiando a ideia cl\u00e1ssica de que se formaram ap\u00f3s o aparecimento das primeiras estrelas e gal\u00e1xias. Ao inv\u00e9s, os buracos negros podem ter acelerado drasticamente o nascimento de novas estrelas durante os primeiros 50 milh\u00f5es de anos do Universo, um per\u00edodo fugaz dos seus 13,8 mil milh\u00f5es de anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabemos que estes buracos negros monstruosos existem no centro de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas da nossa Via L\u00e1ctea, mas a grande surpresa agora \u00e9 que tamb\u00e9m estavam presentes no in\u00edcio do Universo e eram quase como blocos de constru\u00e7\u00e3o ou sementes das primeiras gal\u00e1xias&#8221;, disse o autor principal, Joseph Silk, professor do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade Johns Hopkins e do Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade Sorbonne, em Paris. &#8220;Eles realmente impulsionaram tudo, como amplificadores gigantescos de forma\u00e7\u00e3o estelar, o que \u00e9 uma reviravolta total do que pens\u00e1vamos ser poss\u00edvel antes &#8211; tanto que isto pode abalar completamente a nossa compreens\u00e3o de como as gal\u00e1xias se formam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi recentemente publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>As gal\u00e1xias distantes do Universo primitivo, observadas atrav\u00e9s do telesc\u00f3pio Webb, parecem muito mais brilhantes do que os cientistas previram e revelam um n\u00famero invulgarmente elevado de estrelas jovens e buracos negros supermassivos, afirmou Silk.<\/p>\n\n\n\n<p>A sabedoria convencional sustenta que os buracos negros se formaram ap\u00f3s o colapso de estrelas supermassivas e que as gal\u00e1xias se formaram ap\u00f3s as primeiras estrelas terem iluminado o escuro Universo primitivo. Mas a an\u00e1lise da equipa de Silk sugere que os buracos negros e as gal\u00e1xias coexistiram e influenciaram o destino uns dos outros durante os primeiros 100 milh\u00f5es de anos. Se toda a hist\u00f3ria do Universo fosse um calend\u00e1rio de 12 meses, esses anos seriam como os primeiros dias de janeiro, disse Silk.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a argumentar que os fluxos dos buracos negros esmagaram nuvens de g\u00e1s, transformando-as em estrelas e acelerando em muito o ritmo de forma\u00e7\u00e3o estelar&#8221;, disse Silk. &#8220;Caso contr\u00e1rio, \u00e9 muito dif\u00edcil compreender de onde vieram estas gal\u00e1xias brilhantes, porque s\u00e3o tipicamente mais pequenas no Universo primitivo. Por que raz\u00e3o estariam a formar estrelas t\u00e3o depressa?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os buracos negros s\u00e3o regi\u00f5es no espa\u00e7o onde a gravidade \u00e9 t\u00e3o forte que nada pode escapar \u00e0 sua atra\u00e7\u00e3o, nem mesmo a luz. Devido a esta for\u00e7a, geram campos magn\u00e9ticos poderosos que provocam tempestades violentas, ejetando plasma turbulento e agindo, em \u00faltima an\u00e1lise, como enormes aceleradores de part\u00edculas, disse Silk. Este processo, explicou, \u00e9 provavelmente a raz\u00e3o pela qual os detetores do Webb avistaram mais buracos negros e gal\u00e1xias brilhantes do que os cientistas previam.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o conseguimos ver estes ventos violentos ou jatos muito, muito long\u00ednquos, mas sabemos que devem estar presentes porque vemos muitos buracos negros no in\u00edcio do Universo&#8221;, explicou Silk. &#8220;Estes ventos enormes provenientes dos buracos negros esmagam nuvens de g\u00e1s pr\u00f3ximas e transformam-nas em estrelas. Este \u00e9 o elo que faltava para explicar porque \u00e9 que estas primeiras gal\u00e1xias s\u00e3o muito mais brilhantes do que esper\u00e1vamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de Silk prev\u00ea que o Universo jovem teve duas fases. Durante a primeira fase, os fluxos altamente velozes dos buracos negros aceleraram a forma\u00e7\u00e3o de estrelas, e depois, numa segunda fase, os fluxos abrandaram. Algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, as nuvens de g\u00e1s entraram em colapso devido a tempestades magn\u00e9ticas dos buracos negros supermassivos, e nasceram novas estrelas a um ritmo muito superior ao observado milhares de milh\u00f5es de anos mais tarde em gal\u00e1xias normais, disse Silk. A cria\u00e7\u00e3o de estrelas abrandou porque estes fluxos poderosos passaram para um estado de conserva\u00e7\u00e3o de energia, acrescentou o autor, reduzindo o g\u00e1s dispon\u00edvel para formar estrelas nas gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pens\u00e1mos que, no in\u00edcio, as gal\u00e1xias se formaram quando uma nuvem de g\u00e1s gigante colapsava&#8221;, explicou Silk. &#8220;A grande surpresa \u00e9 que havia uma semente no meio dessa nuvem &#8211; um grande buraco negro &#8211; que ajudou a transformar rapidamente a parte interior dessa nuvem em estrelas a um ritmo muito superior ao que esper\u00e1vamos. Por isso, as primeiras gal\u00e1xias s\u00e3o incrivelmente brilhantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa espera que as futuras observa\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio Webb, com contagens mais precisas de estrelas e buracos negros supermassivos no Universo primitivo, ajudem a confirmar os seus c\u00e1lculos. Silk espera que estas observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m ajudem os cientistas a reunir mais pistas sobre a evolu\u00e7\u00e3o do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A grande quest\u00e3o \u00e9: quais foram os nossos prim\u00f3rdios? O Sol \u00e9 uma estrela em 100 mil milh\u00f5es na Via L\u00e1ctea e h\u00e1 tamb\u00e9m um enorme buraco negro no meio. Qual \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre os dois?&#8221;, disse. &#8220;Dentro de um ano teremos dados muito melhores e muitas das nossas perguntas come\u00e7ar\u00e3o a ter resposta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/hub.jhu.edu\/2024\/02\/06\/black-holes-make-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad1bf0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2401.02482\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law#Determining_the_Hubble_constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de um campo magn\u00e9tico gerado por um buraco negro supermassivo no in\u00edcio do Universo, mostrando fluxos turbulentos de plasma que transformam nuvens de g\u00e1s em estrelas.Cr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins Os buracos negros n\u00e3o s\u00f3 existiram no in\u00edcio dos tempos, como tamb\u00e9m deram origem a novas estrelas e impulsionaram a forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica, sugere &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,60,16,1],"tags":[192,110,387],"class_list":["post-6747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-galaxias","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6747"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6749,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6747\/revisions\/6749"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}