{"id":6665,"date":"2024-01-12T07:18:37","date_gmt":"2024-01-12T06:18:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6665"},"modified":"2024-01-12T07:18:38","modified_gmt":"2024-01-12T06:18:38","slug":"webb-encontra-sinais-de-possiveis-auroras-numa-ana-castanha-isolada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/01\/12\/webb-encontra-sinais-de-possiveis-auroras-numa-ana-castanha-isolada\/","title":{"rendered":"Webb encontra sinais de poss\u00edveis auroras numa an\u00e3 castanha isolada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01HKMVBKCJ8FXR63H112Y044PW.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ajrKhEV2_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6666\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ajrKhEV2_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ajrKhEV2_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ajrKhEV2_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ajrKhEV2_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o retrata a an\u00e3 castanha W1935, que se encontra a 47 anos-luz da Terra. Os astr\u00f3nomos utilizaram o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para descobrir emiss\u00f5es infravermelhas de metano provenientes de W1935. Esta \u00e9 uma descoberta inesperada porque a an\u00e3 castanha \u00e9 fria e n\u00e3o tem uma estrela hospedeira; por isso, n\u00e3o h\u00e1 uma fonte \u00f3bvia de energia para aquecer a sua atmosfera superior e fazer brilhar o metano. A equipa especula que a emiss\u00e3o de metano pode ser devida a processos que geram auroras, vistas aqui a vermelho.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA e L. Hustak (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, os astr\u00f3nomos descobriram uma an\u00e3 castanha (um objeto mais massivo do que J\u00fapiter, mas mais pequeno do que uma estrela) com emiss\u00f5es infravermelhas de metano, provavelmente devido \u00e0 energia na sua atmosfera superior. Esta \u00e9 uma descoberta inesperada porque a an\u00e3 castanha, W1935, \u00e9 fria e n\u00e3o tem uma estrela hospedeira; por isso, n\u00e3o h\u00e1 uma fonte \u00f3bvia para a energia da atmosfera superior. A equipa especula que a emiss\u00e3o de metano pode ser devida a processos que geram auroras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas foram apresentadas na 243.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Nova Orle\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ajudar a explicar o mist\u00e9rio da emiss\u00e3o infravermelha do metano, a equipa voltou-se para o nosso Sistema Solar. A emiss\u00e3o de metano \u00e9 uma caracter\u00edstica comum em gigantes gasosos como J\u00fapiter e Saturno. O aquecimento da atmosfera superior, que alimenta esta emiss\u00e3o, est\u00e1 relacionado com as auroras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Terra, as auroras s\u00e3o criadas quando as part\u00edculas energ\u00e9ticas lan\u00e7adas para o espa\u00e7o pelo Sol s\u00e3o capturadas pelo campo magn\u00e9tico da Terra. Estas part\u00edculas caem em cascata na nossa atmosfera ao longo das linhas do campo magn\u00e9tico perto dos polos da Terra, colidindo com as mol\u00e9culas de g\u00e1s e criando misteriosas e dan\u00e7antes cortinas de luz. J\u00fapiter e Saturno t\u00eam processos aurorais semelhantes que envolvem a intera\u00e7\u00e3o com o vento solar, mas tamb\u00e9m recebem contribui\u00e7\u00f5es aurorais de luas ativas pr\u00f3ximas como Io (para J\u00fapiter) e Enc\u00e9lado (para Saturno).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para an\u00e3s castanhas isoladas como W1935, a aus\u00eancia de um vento estelar que contribua para o processo auroral e explique a energia extra na atmosfera superior, necess\u00e1ria para a emiss\u00e3o de metano, \u00e9 um mist\u00e9rio. A equipa sup\u00f5e que processos internos n\u00e3o contabilizados, como os fen\u00f3menos atmosf\u00e9ricos de J\u00fapiter e Saturno, ou intera\u00e7\u00f5es externas com plasma interestelar ou uma lua ativa pr\u00f3xima, podem ajudar a explicar a emiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma hist\u00f3ria de detetive<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta das auroras \u00e9 como uma hist\u00f3ria de detetive. Uma equipa liderada por Jackie Faherty, astr\u00f3noma do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural, em Nova Iorque, recebeu tempo de observa\u00e7\u00e3o com o Webb e investigou 12 an\u00e3s castanhas frias. Entre elas estavam W1935 &#8211; um objeto que foi descoberto pelo cientista cidad\u00e3o Dan Caselden, que trabalhou com o projeto Backyard Worlds da plataforma Zooniverse &#8211; e W2220, um objeto que foi descoberto usando o WISE (Wide Field Infrared Survey Explorer) da NASA. O Webb revelou em pormenor que W1935 e W2220 pareciam ser quase clones uma da outra em termos de composi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m partilhavam caracter\u00edsticas como brilho, temperaturas e espetros de \u00e1gua, amon\u00edaco, mon\u00f3xido de carbono e di\u00f3xido de carbono. A exce\u00e7\u00e3o not\u00e1vel era que W1935 mostrava emiss\u00e3o de metano, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 caracter\u00edstica de absor\u00e7\u00e3o prevista para W2220. Isto foi observado num comprimento de onda infravermelho distinto, ao qual o Webb \u00e9 particularmente sens\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esper\u00e1vamos ver metano porque o metano est\u00e1 por todo o lado nestas an\u00e3s castanhas. Mas em vez de absorver a luz, vimos exatamente o contr\u00e1rio: o metano estava a brilhar. O meu primeiro pensamento foi: &#8216;O que se passa? Porque \u00e9 que este objeto emite metano?'&#8221;, disse Faherty.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou modelos de computador para inferir o que poderia estar por detr\u00e1s da emiss\u00e3o. O trabalho de modela\u00e7\u00e3o mostrou que W2220 tinha uma distribui\u00e7\u00e3o de energia esperada em toda a atmosfera, arrefecendo com o aumento da altitude. W1935, por outro lado, teve um resultado surpreendente. O melhor modelo favorecia uma invers\u00e3o de temperatura, em que a atmosfera ficava mais quente com o aumento da altitude. &#8220;Esta invers\u00e3o de temperatura \u00e9 realmente intrigante&#8221;, disse Ben Burningham, coautor da Universidade de Hertfordshire, em Inglaterra, e principal modelador do trabalho. &#8220;J\u00e1 vimos este tipo de fen\u00f3meno em planetas com uma estrela pr\u00f3xima que pode aquecer a estratosfera, mas v\u00ea-lo num objeto sem uma fonte de calor externa \u00f3bvia \u00e9 incr\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01HKMVQNFMPX60QWEXXQSWW1E3.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/66\/79\/qjT4x7Jm_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os astr\u00f3nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para estudar 12 an\u00e3s castanhas frias. Duas delas &#8211; W1935 e W2220 &#8211; pareciam ser quase g\u00e9meas uma da outra em termos de composi\u00e7\u00e3o, brilho e temperatura. No entanto, W1935 mostrava emiss\u00e3o de metano, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 caracter\u00edstica de absor\u00e7\u00e3o prevista que foi observada para W2220. A equipa especula que a emiss\u00e3o de metano pode ser devida a processos que geram auroras.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA e L. Hustak (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pistas do nosso Sistema Solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para procurar pistas, a equipa olhou para o nosso pr\u00f3prio quintal, para os planetas do nosso Sistema Solar. Os planetas gigantes gasosos podem servir de indicadores para o que se v\u00ea a acontecer a mais de 40 anos-luz de dist\u00e2ncia na atmosfera de W1935.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa apercebeu-se de que as invers\u00f5es de temperatura s\u00e3o proeminentes em planetas como J\u00fapiter e Saturno. Ainda h\u00e1 trabalho em curso para compreender as causas do seu aquecimento estratosf\u00e9rico, mas as principais teorias para o Sistema Solar envolvem o aquecimento externo por auroras e o transporte interno de energia a partir de zonas mais profundas da atmosfera (sendo a primeira a principal explica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Candidatas a auroras, numa an\u00e3 castanha, em contexto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que uma aurora \u00e9 usada para explicar uma observa\u00e7\u00e3o numa an\u00e3 castanha. Os astr\u00f3nomos detetaram emiss\u00f5es de r\u00e1dio provenientes de v\u00e1rias an\u00e3s castanhas mais quentes e invocaram as auroras como a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel. Foram feitas pesquisas com telesc\u00f3pios terrestres, como o Observat\u00f3rio Keck, para encontrar assinaturas infravermelhas destas an\u00e3s castanhas emissoras de r\u00e1dio a fim de melhor caracterizar o fen\u00f3meno, com resultados inconclusivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">W1935 \u00e9 a primeira candidata auroral fora do Sistema Solar com a assinatura da emiss\u00e3o de metano. \u00c9 tamb\u00e9m a candidata auroral mais fria fora do nosso Sistema Solar, com uma temperatura efetiva de cerca de 200\u00ba Celsius, cerca de 300\u00ba C mais quente do que J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso Sistema Solar, o vento solar \u00e9 o principal contribuinte para os processos aurorais, com luas ativas como Io e Enc\u00e9lado a desempenharem um papel em planetas como J\u00fapiter e Saturno, respetivamente. W1935 n\u00e3o tem uma estrela companheira, pelo que o vento estelar n\u00e3o pode contribuir para o fen\u00f3meno. Ainda n\u00e3o se sabe se uma lua ativa poder\u00e1 desempenhar um papel na emiss\u00e3o de metano em W1935.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com W1935, temos agora uma extens\u00e3o espetacular de um fen\u00f3meno do Sistema Solar sem qualquer irradia\u00e7\u00e3o estelar a ajudar na explica\u00e7\u00e3o&#8221;. observou Faherty. &#8220;Com o Webb, podemos realmente &#8216;abrir o cap\u00f4&#8217; da qu\u00edmica e desvendar o qu\u00e3o semelhante ou diferente o processo auroral pode ser para l\u00e1 do nosso Sistema Solar&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/webb\/nasas-webb-finds-signs-of-possible-aurorae-on-isolated-brown-dwarf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/contents\/news-releases\/2024\/news-2024-103\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/exoplanets\/astronomers-find-unexplained-auroras-on-a-lonely-brown-dwarf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/james-webb-space-telescope-brown-dwarf-aurora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/165156\/a-solo-brown-dwarf-found-with-auroras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/brown-dwarf-aurorae-jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-01-webb-aurorae-isolated-brown-dwarf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aurora:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Aurora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o retrata a an\u00e3 castanha W1935, que se encontra a 47 anos-luz da Terra. 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