{"id":6656,"date":"2024-01-09T07:14:13","date_gmt":"2024-01-09T06:14:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6656"},"modified":"2024-01-09T07:14:14","modified_gmt":"2024-01-09T06:14:14","slug":"novas-imagens-revelam-o-verdadeiro-aspeto-de-neptuno-e-urano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/01\/09\/novas-imagens-revelam-o-verdadeiro-aspeto-de-neptuno-e-urano\/","title":{"rendered":"Novas imagens revelam o verdadeiro aspeto de Neptuno e \u00darano"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"491\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o-1024x491.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6657\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o-1024x491.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o-300x144.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o-768x368.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/faPcQqsg_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O planeta \u00darano com a Via L\u00e1ctea no plano de fundo.<br>Cr\u00e9dito: Mahdi Langari, Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Neptuno \u00e9 carinhosamente conhecido por ter um intenso tom azul e \u00darano uma cor esverdeada &#8211; mas um novo estudo revelou que os dois gigantes gelados t\u00eam, na verdade, cores muito mais parecidas do que se pensava. A investiga\u00e7\u00e3o, liderada pelo Professor Patrick Irwin do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Oxford, foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Irwin e a sua equipa descobriram que ambos os planetas t\u00eam, de facto, uma tonalidade semelhante de azul esverdeado, apesar da cren\u00e7a comum de que Neptuno \u00e9 de um azul profundo e \u00darano tem um p\u00e1lido aspeto ciano.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os astr\u00f3nomos sabem h\u00e1 muito tempo que a maioria das imagens modernas dos dois planetas n\u00e3o refletem com precis\u00e3o as suas verdadeiras cores. O equ\u00edvoco surgiu porque as imagens captadas de ambos os planetas durante o s\u00e9culo XX &#8211; incluindo pela miss\u00e3o Voyager 2 da NASA, a \u00fanica nave espacial a passar por estes mundos &#8211; registaram imagens em cores diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens de uma s\u00f3 cor foram posteriormente recombinadas para criar composi\u00e7\u00f5es coloridas, que nem sempre foram equilibradas com exatid\u00e3o a fim de obter uma imagem de cores &#8220;verdadeiras&#8221; e &#8211; particularmente no caso de Neptuno &#8211; foram muitas vezes tornadas &#8220;demasiado azuis&#8221;. Al\u00e9m disso, as primeiras imagens de Neptuno pela Voyager 2 foram fortemente melhoradas em termos de contraste para revelar com mais efic\u00e1cia as nuvens, as bandas e ventos que moldam a nossa perspetiva moderna do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Irwin disse: &#8220;Embora as imagens familiares de \u00darano, pela Voyager 2, tenham sido publicadas numa forma mais pr\u00f3xima da cor &#8216;verdadeira&#8217;, as de Neptuno foram, de facto, esticadas e melhoradas e, portanto, tornadas artificialmente demasiado azuis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apesar da cor artificialmente saturada ser conhecida na altura pelos cientistas planet\u00e1rios &#8211; e as imagens terem sido divulgadas com legendas que a explicavam &#8211; essa distin\u00e7\u00e3o perdeu-se com o tempo. Aplicando o nosso modelo aos dados originais, conseguimos reconstituir a representa\u00e7\u00e3o mais exata at\u00e9 agora da cor de Neptuno e de \u00darano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo estudo, os investigadores utilizaram dados do STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e do MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) do VLT (Very Large Telescope) do ESO. Em ambos os instrumentos, cada pixel \u00e9 um espetro cont\u00ednuo de cores. Isto significa que as observa\u00e7\u00f5es do STIS e do MUSE podem ser processadas sem ambiguidade com o objetivo de determinar a verdadeira cor aparente de \u00darano e de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores utilizaram estes dados para reequilibrar as composi\u00e7\u00f5es coloridas registadas pela c\u00e2mara da Voyager 2 e tamb\u00e9m pelo instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Isto revelou que \u00darano e Neptuno t\u00eam, de facto, um tom azul esverdeado bastante semelhante. A principal diferen\u00e7a \u00e9 que Neptuno tem um ligeiro toque adicional de azul, que o modelo revela ser devido a uma camada de neblina mais fina.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m fornece uma resposta ao mist\u00e9rio de longa data sobre a raz\u00e3o pela qual a cor de \u00darano muda ligeiramente durante a sua \u00f3rbita de 84 anos em torno do Sol.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a5\/72\/KbJ7l4DG_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a5\/72\/KbJ7l4DG_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens de \u00darano e Neptuno obtidas pelo instrumento ISS (Imaging Science Subsystem) da sonda Voyager 2, divulgadas pouco depois das passagens em 1986 e 1989, respetivamente. Em baixo, o reprocessamento das exposi\u00e7\u00f5es com filtros individuais, a fim de determinar a melhor estimativa das cores verdadeiras dos planetas.<br>Cr\u00e9dito: Patrick Irwin, Universidade de Oxford<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os autores chegaram a esta conclus\u00e3o depois de terem comparado imagens do gigante gelado com medi\u00e7\u00f5es do seu brilho, que foram registadas pelo Observat\u00f3rio Lowell, no estado norte-americano do Arizona, entre 1950 e 2016, em comprimentos de onda azuis e verdes. Estas medi\u00e7\u00f5es mostraram que \u00darano parecia um pouco mais verde nos seus solst\u00edcios (ou seja, no ver\u00e3o e no inverno), quando um dos polos do planeta est\u00e1 apontado para a nossa estrela. Mas durante os equin\u00f3cios &#8211; quando o Sol est\u00e1 sobre o equador &#8211; tem uma tonalidade um pouco mais azul.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da raz\u00e3o para este facto era conhecida devido a \u00darano ter uma rota\u00e7\u00e3o muito invulgar. Na verdade, gira quase de lado ao longo da sua \u00f3rbita, o que significa que durante os solst\u00edcios, o polo norte ou o polo sul apontam quase diretamente para o Sol e para a Terra. Isto \u00e9 importante porque qualquer altera\u00e7\u00e3o na refletividade das regi\u00f5es polares teria um grande impacto no brilho geral de \u00darano quando visto do ponto de vista do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O que os astr\u00f3nomos n\u00e3o sabiam muito bem \u00e9 como ou porque \u00e9 que esta refletividade diferia. Isto levou os investigadores a desenvolver um modelo que comparava os espetros das regi\u00f5es polares de \u00darano com os das regi\u00f5es equatoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobriram que as regi\u00f5es polares s\u00e3o mais refletivas nos comprimentos de onda verde e vermelho do que no azul, em parte porque o metano, que absorve o vermelho, tem cerca de metade da abund\u00e2ncia nos polos do que no equador.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, isto n\u00e3o era suficiente para explicar completamente a mudan\u00e7a de cor, pelo que os investigadores acrescentaram uma nova vari\u00e1vel ao modelo, sob a forma de uma camada de neblina gelada que se torna gradualmente mais espessa e que j\u00e1 tinha sido observada no ver\u00e3o, no polo iluminado pelo Sol, quando o planeta passa do equin\u00f3cio para o solst\u00edcio. Os astr\u00f3nomos pensam que \u00e9 prov\u00e1vel que seja constitu\u00eddo por part\u00edculas de metano gelado. Quando simuladas no modelo, as part\u00edculas de gelo aumentaram ainda mais a reflex\u00e3o nos comprimentos de onda verde e vermelho nos polos, fornecendo uma explica\u00e7\u00e3o para o facto de \u00darano ser mais verde no solst\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Irwin acrescenta: &#8220;Este \u00e9 o primeiro estudo que combina um modelo quantitativo com dados de imagem para explicar porque \u00e9 que a cor de \u00darano muda durante a sua \u00f3rbita. Desta forma, demonstr\u00e1mos que \u00darano \u00e9 mais verde no solst\u00edcio devido ao facto das regi\u00f5es polares terem uma abund\u00e2ncia reduzida de metano, mas tamb\u00e9m uma maior espessura de part\u00edculas de metano gelado que dispersam a luz&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. Heidi Hammel, da AURA (Association of Universities for Research in Astronomy), que passou d\u00e9cadas a estudar Neptuno e \u00darano, mas n\u00e3o esteve envolvida no estudo, disse: &#8220;A perce\u00e7\u00e3o errada da cor de Neptuno, bem como as invulgares mudan\u00e7as de cor de \u00darano, t\u00eam-nos atormentado durante d\u00e9cadas. Este estudo exaustivo dever\u00e1 finalmente p\u00f4r fim a ambas as quest\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ox.ac.uk\/news\/2024-01-05-new-images-reveal-what-neptune-and-uranus-really-look-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Oxford (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/527\/4\/11521\/7511973?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/neptune-uranus-real-colour\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/new-images-reveal-the-surprising-truth-about-what-neptune-really-looks-like\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-01-images-reveal-neptune-uranus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.sky.com\/story\/new-images-reveal-neptune-and-uranus-are-not-the-colours-we-thought-they-were-13042392\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky News<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-67892275\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00darano:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/uranus\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/uranus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neptuno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/neptune\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/neptune\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sonda Voyager 2:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O planeta \u00darano com a Via L\u00e1ctea no plano de fundo.Cr\u00e9dito: Mahdi Langari, Getty Images Neptuno \u00e9 carinhosamente conhecido por ter um intenso tom azul e \u00darano uma cor esverdeada &#8211; mas um novo estudo revelou que os dois gigantes gelados t\u00eam, na verdade, cores muito mais parecidas do que se pensava. 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