{"id":6650,"date":"2024-01-05T07:21:34","date_gmt":"2024-01-05T06:21:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6650"},"modified":"2024-01-05T07:21:34","modified_gmt":"2024-01-05T06:21:34","slug":"o-vulcanismo-no-passado-recente-de-marte-revela-um-planeta-mais-ativo-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/01\/05\/o-vulcanismo-no-passado-recente-de-marte-revela-um-planeta-mais-ativo-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"O vulcanismo no passado recente de Marte revela um planeta mais ativo do que se pensava"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"483\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o-1024x483.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6651\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o-1024x483.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o-300x142.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o-768x362.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/q5hZ16Qx_o.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida pela sonda Mars Express da ESA, mostra uma vista obl\u00edqua focada num dos vastos fluxos de lava de Elysium Planitia.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/Freie Universit\u00e4t Berlin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um estudo liderado por investigadores da Universidade do Arizona, EUA, uma vasta plan\u00edcie plana e sem caracter\u00edsticas em Marte surpreendeu os investigadores ao revelar um passado geol\u00f3gico muito mais tumultuoso do que o esperado. Enormes quantidades de lava irromperam de v\u00e1rias fissuras, cobrindo uma \u00e1rea quase t\u00e3o grande como o estado norte-americano do Alasca e interagindo com a \u00e1gua \u00e0 superf\u00edcie e sob a superf\u00edcie, resultando em grandes inunda\u00e7\u00f5es que esculpiram canais profundos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marte n\u00e3o tem placas tect\u00f3nicas &#8211; &#8220;peda\u00e7os&#8221; de crosta que se deslocam e que reconfiguram constantemente a superf\u00edcie da Terra &#8211; e h\u00e1 muito que se pensa que \u00e9 um planeta geologicamente &#8220;morto&#8221;, onde poucas coisas acontecem. No entanto, descobertas recentes levam os investigadores a questionar esta no\u00e7\u00e3o. Em 2022, uma equipa de cientistas planet\u00e1rios, tamb\u00e9m da Universidade do Arizona, apresentou evid\u00eancias da exist\u00eancia de uma gigantesca pluma mant\u00e9lica por baixo da regi\u00e3o chamada Elysium Planitia, que provocou intensa atividade vulc\u00e2nica e s\u00edsmica num passado relativamente recente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste estudo mais novo, uma equipa liderada por Joana Voigt e Christopher Hamilton, do LPL (Lunar and Planetary Laboratory) da Universidade do Arizona, combinou imagens obtidas por naves espaciais e medi\u00e7\u00f5es de radar, que penetra no solo, para reconstruir em detalhe tridimensional cada fluxo de lava individual em Elysium Planitia. O extenso levantamento revelou e documentou mais de 40 eventos vulc\u00e2nicos, com um dos maiores fluxos a encher um vale chamado Athabasca Valles com cerca de 4000 quil\u00f3metros c\u00fabicos de basalto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Elysium Planitia \u00e9 o terreno vulc\u00e2nico mais jovem do planeta e o seu estudo ajuda-nos a melhor compreender o passado de Marte, bem como a sua recente hist\u00f3ria hidrol\u00f3gica e vulc\u00e2nica&#8221;, escrevem os autores no seu artigo cient\u00edfico. Embora n\u00e3o tenha sido observada qualquer atividade vulc\u00e2nica atual em Marte, &#8220;Elysium Planitia esteve vulcanicamente muito mais ativa do que se pensava e pode at\u00e9 estar ainda hoje vulcanicamente &#8216;viva'&#8221;, disse Voigt, a primeira autora do estudo, publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets. Uma abund\u00e2ncia de sismos marcianos registados pelo m\u00f3dulo de aterragem InSight da NASA, entre 2018 e 2022, forneceu evid\u00eancias de que, sob a sua superf\u00edcie, o Planeta Vermelho n\u00e3o est\u00e1 &#8220;morto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso estudo fornece o relato mais completo do vulcanismo geologicamente recente num planeta que n\u00e3o a Terra&#8221;, disse Hamilton, professor associado do LPL. &#8220;\u00c9 a melhor estimativa da atividade vulc\u00e2nica de Marte durante os \u00faltimos 120 milh\u00f5es de anos, o que corresponde ao per\u00edodo em que os dinossauros vagueavam pela Terra no seu auge at\u00e9 ao presente.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/06\/a2\/fNSg7Fac_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/06\/a2\/fNSg7Fac_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As fraturas da paisagem de Cerberus Fossae, localizada na vasta plan\u00edcie Elysium Planitia em Marte, cortam colinas e crateras, indicando a sua relativa juventude. Um novo estudo, que fornece o mapa tridimensional mais detalhado das caracter\u00edsticas vulc\u00e2nicas nesta \u00e1rea, tra\u00e7a uma imagem de Marte como um planeta com um passado geol\u00f3gico muito mais tumultuoso do que se pensava anteriormente.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/Freie Universit\u00e4t Berlin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os autores, as descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es para a investiga\u00e7\u00e3o sobre a possibilidade de Marte ter albergado vida em algum momento da sua hist\u00f3ria. Elysium Planitia sofreu v\u00e1rias grandes inunda\u00e7\u00f5es de \u00e1gua e h\u00e1 evid\u00eancias de que a lava interagiu com \u00e1gua ou gelo, moldando a paisagem de forma dram\u00e1tica. Em Elysium Planitia, Voigt e os seus coautores encontraram amplas evid\u00eancias de explos\u00f5es de vapor, intera\u00e7\u00f5es que s\u00e3o de grande interesse para os astrobi\u00f3logos porque podem ter criado ambientes hidrotermais prop\u00edcios \u00e0 vida microbiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou imagens do instrumento CTX (Context Camera) a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, ou MRO, combinadas com imagens de resolu\u00e7\u00e3o ainda mais elevada da c\u00e2mara HiRISE do mesmo orbitador, em \u00e1reas selecionadas. Para obter informa\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica, tiraram partido dos registos de dados do instrumento MOLA (Mars Orbiter Laser Altimeter) de outra nave espacial da NASA, a Mars Global Surveyor. Estes dados foram depois combinados com medi\u00e7\u00f5es de radar do subsolo efetuadas com o instrumento SHARAD (Mars SHAllow RADar sounder) da MRO.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o SHARAD, conseguimos ver at\u00e9 140 metros abaixo da superf\u00edcie&#8221;, disse Voigt, que completou o estudo como parte do seu doutoramento na Universidade do Arizona. Atualmente, \u00e9 investigadora no JPL (Jet Propulsion Laboratory) em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A combina\u00e7\u00e3o dos conjuntos de dados permitiu-nos reconstruir uma vis\u00e3o tridimensional da \u00e1rea de estudo, incluindo como era a topografia antes da lava irromper por m\u00faltiplas fissuras e encher bacias e canais anteriormente escavados por \u00e1gua&#8221;, acrescentou Voigt.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que o interior de Marte \u00e9 muito diferente do da Terra, e uma reconstru\u00e7\u00e3o detalhada das suas caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas permite aos cientistas vislumbrar os processos que o moldaram no passado. A rela\u00e7\u00e3o entre os vulc\u00f5es e a estrutura da crosta marciana \u00e9 fundamental para compreender as condi\u00e7\u00f5es paleoambientais do planeta, disse Hamilton. Para al\u00e9m da \u00e1gua contida no magma ser atirada para a atmosfera e depois congelar \u00e0 superf\u00edcie, uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica pode permitir uma liberta\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica de \u00e1gua subterr\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No passado, &#8220;quando havia uma fenda na crosta marciana, a \u00e1gua podia fluir at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie&#8221;, disse Hamilton. &#8220;Devido \u00e0 baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica, \u00e9 prov\u00e1vel que essa \u00e1gua literalmente se evaporasse. Mas se houvesse \u00e1gua suficiente a sair durante esse per\u00edodo, podia ocorrer uma enorme inunda\u00e7\u00e3o que atravessava a paisagem e que esculpia estas enormes caracter\u00edsticas que vemos hoje&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender como a \u00e1gua se deslocou em Marte no passado e onde se encontra atualmente \u00e9 como encontrar o &#8220;Santo Graal&#8221;, dizem os autores. Uma vez que as regi\u00f5es equatoriais, onde se situa Elysium Planitia, s\u00e3o muito mais f\u00e1ceis de aterrar do que as latitudes mais elevadas do planeta, a presen\u00e7a de \u00e1gua e a compreens\u00e3o dos mecanismos da sua liberta\u00e7\u00e3o informam as futuras miss\u00f5es humanas, que depender\u00e3o criticamente desse recurso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Elysium Planitia \u00e9 o local perfeito para tentar compreender a liga\u00e7\u00e3o entre o que vemos \u00e0 superf\u00edcie e a din\u00e2mica interior que se manifestou atrav\u00e9s de erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas&#8221;, disse Voigt. &#8220;Prestei muita aten\u00e7\u00e3o aos pormenores das superf\u00edcies de lava para tentar desvendar os diferentes eventos de erup\u00e7\u00e3o e reconstruir toda a hist\u00f3ria destas entidades geol\u00f3gicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa planeia continuar a tirar partido de grandes e complexos conjuntos de dados obtidos com diferentes m\u00e9todos de imagem a fim de criar uma vis\u00e3o tridimensional altamente detalhada da superf\u00edcie marciana e do que est\u00e1 por baixo, em combina\u00e7\u00e3o com uma sequ\u00eancia temporal de eventos de outras regi\u00f5es vulcanicamente ativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voigt comparou as superf\u00edcies dos fluxos de lava a &#8220;livros abertos que fornecem uma grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o sobre a sua origem, se os soubermos &#8216;ler'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas \u00e1reas que costumavam ser consideradas inexpressivas e aborrecidas, como Elysium Planitia, cont\u00eam muitos segredos que querem ser &#8216;lidos'&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/recent-volcanism-mars-reveals-planet-more-active-previously-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2023JE007947\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Volcanism_on_Mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vulcanismo marciano (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Elysium_Planitia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Elysium Planitia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pluma mant\u00e9lica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mantle_plume\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MRO (Mars Reconnaissance Orbiter):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/marsprogram.jpl.nasa.gov\/mro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Global Surveyor:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mgs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Global_Surveyor\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>InSight:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/insight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/insight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasainsight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/InSight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem, obtida pela sonda Mars Express da ESA, mostra uma vista obl\u00edqua focada num dos vastos fluxos de lava de Elysium Planitia.Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/Freie Universit\u00e4t Berlin De acordo com um estudo liderado por investigadores da Universidade do Arizona, EUA, uma vasta plan\u00edcie plana e sem caracter\u00edsticas em Marte surpreendeu os investigadores ao revelar um passado &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6651,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[344,819,4,442,953],"class_list":["post-6650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-insight","tag-mars-global-surveyor","tag-marte","tag-mro","tag-vulcanismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6650"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6652,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6650\/revisions\/6652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}