{"id":6637,"date":"2024-01-02T07:21:51","date_gmt":"2024-01-02T06:21:51","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6637"},"modified":"2024-01-02T07:21:51","modified_gmt":"2024-01-02T06:21:51","slug":"uma-nova-forma-de-caracterizar-os-planetas-habitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/01\/02\/uma-nova-forma-de-caracterizar-os-planetas-habitaveis\/","title":{"rendered":"Uma nova forma de caracterizar os planetas habit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/caltech-prod.s3.amazonaws.com\/main\/images\/Enceladus_Plume.jpg.2e16d0ba.fill-1600x810-c100.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"518\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CVPGCiN5_o-1024x518.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6638\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CVPGCiN5_o-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CVPGCiN5_o-300x152.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CVPGCiN5_o-768x389.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CVPGCiN5_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Plumas dram\u00e1ticas pulverizam gelo e vapor de \u00e1gua de muitos locais ao longo das famosas &#8220;listras de tigre&#8221; perto do polo sul da lua de Saturno, Enc\u00e9lado. As listras de tigre s\u00e3o quatro fraturas proeminentes, com cerca de 135 quil\u00f3metros de comprimento, que atravessam o terreno polar sul da lua.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SSI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante d\u00e9cadas, os autores de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica imaginaram cen\u00e1rios em que a vida prospera nas superf\u00edcies agrestes de Marte ou da nossa Lua, ou nos oceanos sob as superf\u00edcies geladas da lua de Saturno, Enc\u00e9lado, e da lua de J\u00fapiter, Europa. Mas o estudo da habitabilidade &#8211; as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para suportar e sustentar a vida &#8211; n\u00e3o est\u00e1 confinado apenas \u00e0s p\u00e1ginas da fic\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que mais corpos planet\u00e1rios no nosso Sistema Solar e para l\u00e1 dele s\u00e3o estudados quanto ao seu potencial para albergar condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida, os investigadores debatem a forma de caracterizar a habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora muitos estudos se tenham centrado na informa\u00e7\u00e3o obtida por naves espaciais em \u00f3rbita ou por telesc\u00f3pios que fornecem instant\u00e2neos de mundos oce\u00e2nicos e exoplanetas, um novo artigo cient\u00edfico sublinha a import\u00e2ncia de investigar factores geof\u00edsicos complexos que podem ser usados para prever a manuten\u00e7\u00e3o da vida a longo prazo. Estes factores incluem a forma como a energia e os nutrientes circulam pelo planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O tempo \u00e9 um fator crucial na caracteriza\u00e7\u00e3o da habitabilidade&#8221;, diz Mark Simons, professor de Geof\u00edsica no Caltech (California Institute of Technology). &#8220;\u00c9 preciso tempo para que a evolu\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a. Ser habit\u00e1vel durante um milissegundo ou um ano n\u00e3o \u00e9 suficiente. Mas se as condi\u00e7\u00f5es de habitabilidade forem mantidas durante um milh\u00e3o de anos, ou mil milh\u00f5es&#8230;? Compreender a habitabilidade de um planeta requer uma perspetiva subtil que exige que os astrobi\u00f3logos e os geof\u00edsicos falem uns com os outros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado na revista Nature Astronomy a 29 de dezembro, o artigo \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas do Caltech e do JPL, que o Caltech gere para a NASA, juntamente com colegas que representam uma variedade de dom\u00ednios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo salienta novas dire\u00e7\u00f5es para futuras miss\u00f5es destinadas a medir a habitabilidade noutros mundos, utilizando a lua gelada de Saturno, Enc\u00e9lado, como exemplo principal. Enc\u00e9lado est\u00e1 coberta de gelo com um oceano salgado por baixo. Na \u00faltima d\u00e9cada, a miss\u00e3o Cassini da NASA efetuou medi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de plumas de vapor de \u00e1gua e de gr\u00e3os de gelo que sa\u00edam de fissuras no polo sul de Enc\u00e9lado, descobrindo a presen\u00e7a de elementos como o carbono e o azoto, que poderiam ser prop\u00edcios \u00e0 vida tal como a conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas propriedades geoqu\u00edmicas s\u00e3o suficientes para descrever a habitabilidade &#8220;instant\u00e2nea&#8221; da lua. No entanto, para verdadeiramente caracterizar a habitabilidade a longo prazo de Enc\u00e9lado, o artigo cient\u00edfico sublinha que as futuras miss\u00f5es planet\u00e1rias devem estudar as propriedades geof\u00edsicas que indicam h\u00e1 quanto tempo o oceano est\u00e1 l\u00e1 e como o calor e os nutrientes fluem entre o n\u00facleo, o oceano interior e a superf\u00edcie. Estes processos criam importantes assinaturas geof\u00edsicas que podem ser observadas, uma vez que afetam caracter\u00edsticas como a topografia e a espessura da crosta de gelo de Enc\u00e9lado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este quadro mais alargado para o estudo da habitabilidade n\u00e3o se limita ao estudo de Enc\u00e9lado. Aplica-se a todos os planetas e luas onde os investigadores procuram as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O artigo fala da import\u00e2ncia de incluir capacidades geof\u00edsicas em futuras miss\u00f5es aos mundos oce\u00e2nicos, como est\u00e1 atualmente a ser planeado para a miss\u00e3o Europa Clipper, que tem como alvo a lua de J\u00fapiter, Europa&#8221;, diz Steven Vance, cientista do JPL e diretor-adjunto da sec\u00e7\u00e3o de ci\u00eancias planet\u00e1rias do laborat\u00f3rio, bem como coautor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/a-new-way-to-characterize-habitable-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-023-02158-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/enceladus.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Enceladus_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Habitabilidade planet\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Planetary_habitability\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Europa Clipper:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/europa-clipper\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Europa_Clipper\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plumas dram\u00e1ticas pulverizam gelo e vapor de \u00e1gua de muitos locais ao longo das famosas &#8220;listras de tigre&#8221; perto do polo sul da lua de Saturno, Enc\u00e9lado. As listras de tigre s\u00e3o quatro fraturas proeminentes, com cerca de 135 quil\u00f3metros de comprimento, que atravessam o terreno polar sul da lua.Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SSI Durante d\u00e9cadas, os autores &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72],"tags":[295,518,147],"class_list":["post-6637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","tag-encelado","tag-europa-clipper","tag-exoplaneta"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6637"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6637\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6639,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6637\/revisions\/6639"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}