{"id":6633,"date":"2023-12-29T07:27:23","date_gmt":"2023-12-29T06:27:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6633"},"modified":"2023-12-29T07:27:23","modified_gmt":"2023-12-29T06:27:23","slug":"juno-vai-observar-de-perto-a-lua-vulcanica-de-jupiter-io-a-30-de-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/12\/29\/juno-vai-observar-de-perto-a-lua-vulcanica-de-jupiter-io-a-30-de-dezembro\/","title":{"rendered":"Juno vai observar de perto a lua vulc\u00e2nica de J\u00fapiter, Io, a 30 de dezembro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA26234.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"543\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o-1024x543.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6634\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o-1024x543.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o-300x159.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o-768x407.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o-310x165.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bg61P7Il_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem que revela a regi\u00e3o polar norte da lua Joviana, Io, foi obtida no dia 15 de outubro pela sonda Juno da NASA. Tr\u00eas dos picos montanhosos vis\u00edveis na parte superior da imagem, perto da linha entre o dia e a noite, foram aqui observados pela primeira vez pela c\u00e2mara JunoCam da sonda espacial.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SwRI\/MSSS; processamento: Ted Stryk<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nave espacial Juno da NASA far\u00e1 no s\u00e1bado, 30 de dezembro, a mais \u00edntima passagem pela lua de J\u00fapiter, Io, de qualquer nave espacial em mais de 20 anos. Ao passar a cerca de 1500 quil\u00f3metros da superf\u00edcie do mundo mais vulc\u00e2nico do nosso Sistema Solar, espera-se que a passagem permita aos instrumentos da Juno gerar uma grande quantidade de dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Combinando os dados desta passagem com as nossas observa\u00e7\u00f5es anteriores, a equipa cient\u00edfica da Juno est\u00e1 a estudar a varia\u00e7\u00e3o dos vulc\u00f5es de Io&#8221;, disse o investigador principal da Juno, Scott Bolton do SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, Texas, EUA. &#8220;Estamos a procurar a frequ\u00eancia com que entram em erup\u00e7\u00e3o, o brilho e a temperatura, a forma do fluxo de lava e como a atividade de Io est\u00e1 ligada ao fluxo de part\u00edculas carregadas na magnetosfera de J\u00fapiter&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma segunda passagem muito pr\u00f3xima de Io est\u00e1 agendada para 3 de fevereiro de 2024, na qual a Juno se aproximar\u00e1 novamente a cerca de 1500 quil\u00f3metros da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonda tem vindo a monitorizar a atividade vulc\u00e2nica de Io a dist\u00e2ncias que variam entre cerca de 11.000 quil\u00f3metros e mais de 100.000 quil\u00f3metros, e proporcionou as primeiras vistas dos polos norte e sul da lua. A nave espacial tamb\u00e9m j\u00e1 passou perto das luas geladas Ganimedes e Europa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com os nossos dois &#8216;flybys&#8217; pr\u00f3ximos em dezembro e fevereiro, a Juno ir\u00e1 investigar a origem da enorme atividade vulc\u00e2nica de Io, se existe um oceano de magma por baixo da sua crosta e a import\u00e2ncia das for\u00e7as de mar\u00e9 de J\u00fapiter, que est\u00e3o a apertar implacavelmente esta lua torturada&#8221;, disse Bolton.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, no terceiro ano da sua miss\u00e3o alargada para investigar a origem de J\u00fapiter, a nave espacial alimentada a energia solar ir\u00e1 tamb\u00e9m explorar o sistema de an\u00e9is onde residem algumas das luas interiores do gigante gasoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tr\u00eas c\u00e2maras a bordo da Juno estar\u00e3o ativas durante a passagem por Io. A c\u00e2mara JIRAM (Jovian Infrared Auroral Mapper), que capta imagens no infravermelho, ir\u00e1 recolher as assinaturas de calor emitidas pelos vulc\u00f5es e caldeiras que cobrem a superf\u00edcie da lua. A c\u00e2mara de navega\u00e7\u00e3o estelar (chamada &#8220;Stellar Reference Unit&#8221;, que tamb\u00e9m forneceu ci\u00eancia valiosa) obter\u00e1 a imagem de maior resolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie at\u00e9 \u00e0 data. E a JunoCam ir\u00e1 obter imagens a cores no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A JunoCam foi inclu\u00edda na nave espacial para o envolvimento do p\u00fablico e foi concebida para funcionar at\u00e9 oito passagens por J\u00fapiter. O pr\u00f3ximo &#8220;flyby&#8221; por Io ser\u00e1 a 57.\u00aa \u00f3rbita da Juno em torno de J\u00fapiter, onde a nave espacial e as c\u00e2maras t\u00eam suportado um dos ambientes de radia\u00e7\u00e3o mais exigentes do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os efeitos cumulativos de toda esta radia\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a aparecer na JunoCam nas \u00faltimas \u00f3rbitas&#8221;, disse Ed Hirst, gestor do projeto Juno no LJPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;As imagens do \u00faltimo &#8216;flyby&#8217; mostram uma redu\u00e7\u00e3o da gama din\u00e2mica do gerador de imagens e o aparecimento de ru\u00eddo. A nossa equipa de engenharia tem estado a trabalhar em solu\u00e7\u00f5es para aliviar os danos causados pela radia\u00e7\u00e3o e para manter o gerador de imagens a funcionar.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/cc\/e6\/RpyoYYcS_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/cc\/e6\/RpyoYYcS_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem da lua de J\u00fapiter, Io, pela JunoCam, capta uma pluma de material ejetado do (invis\u00edvel) vulc\u00e3o Prometeu. Indicada pela seta vermelha, a pluma \u00e9 vis\u00edvel na escurid\u00e3o abaixo do terminador (a linha que divide o dia e a noite). A imagem foi obtida pela sonda Juno da NASA no dia 15 de outubro.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SwRI\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais Io, por favor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s v\u00e1rios meses de estudo e avalia\u00e7\u00e3o, a equipa da Juno ajustou a trajet\u00f3ria futura planeada da nave espacial para acrescentar sete novas passagens distantes por Io (num total de 18) ao plano de miss\u00e3o alargado. Depois da passagem pr\u00f3xima por Io, a 3 de fevereiro, a nave espacial passar\u00e1 por Io em \u00f3rbitas alternadas, com cada \u00f3rbita a ficar progressivamente mais distante: a primeira ser\u00e1 a uma altitude de cerca de 16.500 quil\u00f3metros acima de Io, e a \u00faltima ser\u00e1 a cerca de 115.000 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atra\u00e7\u00e3o gravitacional de Io sobre Juno, durante esta passagem de 30 de dezembro, reduzir\u00e1 a \u00f3rbita da nave espacial em torno de J\u00fapiter de 38 para 35 dias. A \u00f3rbita de Juno cair\u00e1 para 33 dias ap\u00f3s o &#8220;flyby&#8221; de 3 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois disso, a nova trajet\u00f3ria da Juno far\u00e1 com que J\u00fapiter bloqueie o Sol, da perspetiva da nave espacial, durante cerca de cinco minutos, na altura em que o orbitador est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do planeta. Embora esta seja a primeira vez que a nave espacial movida a energia solar se depara com a escurid\u00e3o desde o seu &#8220;flyby&#8221; pela Terra em outubro de 2013, a dura\u00e7\u00e3o ser\u00e1 demasiado curta para afetar o seu funcionamento geral. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o do eclipse de 3 de fevereiro, a nave espacial ir\u00e1 encontrar eclipses solares como este durante todos os &#8220;flybys&#8221; pr\u00f3ximos de J\u00fapiter a partir de agora e at\u00e9 ao fim da sua miss\u00e3o, que termina no final de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de abril de 2024, a nave espacial levar\u00e1 a cabo uma s\u00e9rie de experi\u00eancias de oculta\u00e7\u00e3o que utilizam a experi\u00eancia de gravidade da Juno para sondar a composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica superior de J\u00fapiter, o que fornece informa\u00e7\u00f5es fundamentais sobre a forma e a estrutura interior do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/juno\/nasas-juno-to-get-close-look-at-jupiters-volcanic-moon-io-on-dec-30\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Io:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/jupiter-moons\/io\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/io.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Io_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/jupiter\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/jupiter.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Juno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Juno_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem que revela a regi\u00e3o polar norte da lua Joviana, Io, foi obtida no dia 15 de outubro pela sonda Juno da NASA. Tr\u00eas dos picos montanhosos vis\u00edveis na parte superior da imagem, perto da linha entre o dia e a noite, foram aqui observados pela primeira vez pela c\u00e2mara JunoCam da sonda espacial.Cr\u00e9dito: &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[515,447,197],"class_list":["post-6633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-io","tag-juno","tag-jupiter"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6633"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6635,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6633\/revisions\/6635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}