{"id":6585,"date":"2023-12-12T07:13:49","date_gmt":"2023-12-12T06:13:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6585"},"modified":"2023-12-12T07:13:50","modified_gmt":"2023-12-12T06:13:50","slug":"estrelas-antigas-produziam-elementos-extraordinariamente-pesados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/12\/12\/estrelas-antigas-produziam-elementos-extraordinariamente-pesados\/","title":{"rendered":"Estrelas antigas produziam elementos extraordinariamente pesados"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/smd-cms.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ssc2006-02a-0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"725\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UwaV068J_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6586\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UwaV068J_o.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UwaV068J_o-300x212.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UwaV068J_o-768x544.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A regi\u00e3o extremamente populada do Centro Gal\u00e1ctico.<br>Cr\u00e9dito: NASA, JPL-Caltech, Susan Stolovy (SSC\/Caltech) et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qu\u00e3o pesado pode ser um elemento? Uma equipa internacional de investigadores descobriu que as estrelas antigas eram capazes de produzir elementos com massas at\u00f3micas superiores a 260, mais pesados do que qualquer elemento da tabela peri\u00f3dica que se encontra naturalmente na Terra. A descoberta aprofunda a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de elementos nas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00f3s somos, literalmente, feitos de material estelar. As estrelas s\u00e3o f\u00e1bricas de elementos, onde os elementos est\u00e3o constantemente a fundir-se ou a separar-se para criar outros elementos mais leves ou mais pesados. Quando nos referimos a elementos leves ou pesados, estamos a falar da sua massa at\u00f3mica. Em termos gerais, a massa at\u00f3mica \u00e9 baseada no n\u00famero de prot\u00f5es e neutr\u00f5es no n\u00facleo de um \u00e1tomo desse elemento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabe-se que os elementos mais pesados s\u00f3 s\u00e3o criados em estrelas de neutr\u00f5es atrav\u00e9s do processo de captura r\u00e1pida de neutr\u00f5es, ou processo r. Imagine um \u00fanico n\u00facleo at\u00f3mico a flutuar numa sopa de neutr\u00f5es. De repente, um grupo desses neutr\u00f5es fica preso ao n\u00facleo num per\u00edodo de tempo muito curto &#8211; normalmente em menos de um segundo &#8211; e depois sofre algumas altera\u00e7\u00f5es internas de neutr\u00e3o para prot\u00e3o, e voil\u00e1! Forma-se um elemento pesado, como o ouro, a platina ou o ur\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os elementos mais pesados s\u00e3o inst\u00e1veis ou radioativos, o que significa que decaem com o tempo. Uma das formas de o fazer \u00e9 por divis\u00e3o, um processo chamado fiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O processo r \u00e9 necess\u00e1rio se quisermos produzir elementos mais pesados do que, por exemplo, o chumbo e o bismuto&#8221;, afirma Ian Roederer, professor associado de f\u00edsica na Universidade Estatal da Carolina do Norte e principal autor da investiga\u00e7\u00e3o. Roederer trabalhou anteriormente na Universidade de Michigan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 preciso adicionar muitos neutr\u00f5es muito rapidamente, mas o problema \u00e9 que \u00e9 preciso muita energia e muitos neutr\u00f5es para o fazer&#8221;, diz Roederer. &#8220;E o melhor lugar para encontrar ambos \u00e9 no nascimento ou na morte de uma estrela de neutr\u00f5es, ou quando as estrelas de neutr\u00f5es colidem e produzem a mat\u00e9ria-prima do processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos uma ideia geral de como o processo r funciona, mas as condi\u00e7\u00f5es do processo s\u00e3o bastante extremas&#8221;, diz Roederer. &#8220;N\u00e3o temos uma boa no\u00e7\u00e3o de quantos tipos diferentes de locais no Universo podem gerar o processo r, n\u00e3o sabemos como termina o processo r e n\u00e3o podemos responder a perguntas como: quantos neutr\u00f5es se podem adicionar? Ou, qu\u00e3o pesado pode ser um elemento? Por isso, decidimos olhar para os elementos que poderiam ser produzidos por fiss\u00e3o em algumas estrelas antigas bem estudadas, para ver se pod\u00edamos come\u00e7ar a responder a algumas destas perguntas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa analisou de novo as quantidades de elementos pesados em 42 estrelas bem estudadas da Via L\u00e1ctea. As estrelas eram conhecidas por terem elementos pesados formados pelo processo r em gera\u00e7\u00f5es anteriores de estrelas. Ao analisar as quantidades de cada elemento pesado coletivamente encontrado nestas estrelas, em vez de individualmente como \u00e9 mais comum, identificaram padr\u00f5es anteriormente n\u00e3o reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses padr\u00f5es indicavam que alguns elementos listados perto do meio da tabela peri\u00f3dica &#8211; como a prata e o r\u00f3dio &#8211; eram provavelmente os restos da fiss\u00e3o de elementos pesados. A equipa conseguiu determinar que o processo r pode produzir \u00e1tomos com uma massa at\u00f3mica de pelo menos 260 antes de se fissionarem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este valor de 260 \u00e9 interessante porque n\u00e3o detet\u00e1mos anteriormente nada t\u00e3o pesado no espa\u00e7o ou naturalmente na Terra, nem mesmo em testes de armas nucleares&#8221;, diz Roederer. &#8220;Mas v\u00ea-los no espa\u00e7o d\u00e1-nos orienta\u00e7\u00f5es sobre como pensar em modelos e na fiss\u00e3o &#8211; e pode dar-nos uma ideia de como surgiu a rica diversidade de elementos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho aparece na revista Science e foi apoiado em parte pela NSF (National Science Foundation) e pela NASA (National Aeronautics and Space Administration).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.ncsu.edu\/2023\/12\/ancient-stars-made-extraordinarily-heavy-elements\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Estatal da Carolina do Norte (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/extreme-conditions-in-stars-produce-the-universes-heaviest-elements\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/discover.lanl.gov\/news\/1207-cosmos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Laborat\u00f3rio Nacional de Los Alamos (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adf1341\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Processo r:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/R-process\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fiss\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nuclear_fission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tabela peri\u00f3dica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Periodic_table\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o extremamente populada do Centro Gal\u00e1ctico.Cr\u00e9dito: NASA, JPL-Caltech, Susan Stolovy (SSC\/Caltech) et al. Qu\u00e3o pesado pode ser um elemento? Uma equipa internacional de investigadores descobriu que as estrelas antigas eram capazes de produzir elementos com massas at\u00f3micas superiores a 260, mais pesados do que qualquer elemento da tabela peri\u00f3dica que se encontra naturalmente na &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6586,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[313,1655,1209],"class_list":["post-6585","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","tag-estrelas-de-neutroes","tag-fissao","tag-processo-r"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6585"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6585\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6587,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6585\/revisions\/6587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}