{"id":6578,"date":"2023-12-08T07:19:45","date_gmt":"2023-12-08T06:19:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6578"},"modified":"2023-12-08T07:19:45","modified_gmt":"2023-12-08T06:19:45","slug":"galaxia-poeirenta-e-fantasmagorica-reaparece-em-imagem-do-telescopio-espacial-james-webb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/12\/08\/galaxia-poeirenta-e-fantasmagorica-reaparece-em-imagem-do-telescopio-espacial-james-webb\/","title":{"rendered":"Gal\u00e1xia poeirenta e fantasmag\u00f3rica reaparece em imagem do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/94\/b4\/Egjfzt1p_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Egjfzt1p_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6579\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Egjfzt1p_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Egjfzt1p_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Egjfzt1p_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Egjfzt1p_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Composi\u00e7\u00e3o a cores da gal\u00e1xia AzTECC71 com m\u00faltiplos filtros de cor no pelo instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<br>Cr\u00e9dito: J. McKinney\/M. Franco\/C. Casey\/Universidade do Texas em Austin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7ou por aparecer como uma mancha brilhante atrav\u00e9s dos telesc\u00f3pios terrestres e depois desapareceu completamente nas imagens do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Agora, o objeto fantasmag\u00f3rico reapareceu como uma gal\u00e1xia t\u00e9nue, mas distinta, numa imagem do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos da colabora\u00e7\u00e3o COSMOS-Web identificaram o objeto AzTECC71 como uma gal\u00e1xia poeirenta com forma\u00e7\u00e3o estelar. Ou, por outras palavras, uma gal\u00e1xia que est\u00e1 ocupada a formar muitas estrelas novas, mas que est\u00e1 envolta num v\u00e9u poeirento que torna dif\u00edcil ver atrav\u00e9s dele &#8211; quase mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Pensava-se que estas gal\u00e1xias eram extremamente raras no Universo primitivo, mas esta descoberta, al\u00e9m de mais de uma d\u00fazia de candidatas adicionais na primeira metade dos dados do COSMOS-Web que ainda n\u00e3o foram descritos na literatura cient\u00edfica, sugere que podem ser tr\u00eas a 10 vezes mais comuns do que o esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta coisa \u00e9 um verdadeiro monstro&#8221;, disse Jed McKinney, um investigador de p\u00f3s-doutoramento da Universidade do Texas em Austin. &#8220;Apesar de parecer uma pequena bolha, est\u00e1 a formar centenas de novas estrelas todos os anos. E o facto de mesmo algo t\u00e3o extremo ser pouco vis\u00edvel nas imagens mais sens\u00edveis do nosso mais recente telesc\u00f3pio \u00e9 muito excitante para mim. Est\u00e1 potencialmente a dizer-nos que h\u00e1 toda uma popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias que se tem escondido de n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se esta conclus\u00e3o se confirmar, poder\u00e1 significar que o Universo primitivo era muito mais poeirento do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa publicou os seus resultados na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto COSMOS-Web &#8211; a maior iniciativa inicial de investiga\u00e7\u00e3o do JWST, coliderada por Caitlin Casey, professora associada da Universidade do Texas &#8211; visa mapear at\u00e9 1 milh\u00e3o de gal\u00e1xias numa parte do c\u00e9u do tamanho de tr\u00eas Luas Cheias. O objetivo \u00e9, em parte, estudar as estruturas mais antigas do Universo. A equipa de mais de 50 investigadores recebeu 250 horas de tempo de observa\u00e7\u00e3o durante o primeiro ano do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e recebeu um primeiro lote de dados em dezembro de 2022, com mais dados a chegar at\u00e9 janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/09\/23\/DylNEJWl_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/09\/23\/DylNEJWl_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A gal\u00e1xia AzTECC71 \u00e9 claramente vis\u00edvel no filtro de cor mais vermelha do instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (F444W, imagem mais \u00e0 direita), mas n\u00e3o \u00e9 de todo vis\u00edvel nos filtros mais azuis (F115W e 150W, esquerda).<br>Cr\u00e9dito: J. McKinney\/M. Franco\/C. Casey\/Universidade do Texas em Austin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma gal\u00e1xia poeirenta com forma\u00e7\u00e3o estelar \u00e9 dif\u00edcil de ver no vis\u00edvel porque grande parte da luz das suas estrelas \u00e9 absorvida por um v\u00e9u de poeira e depois reemitida em comprimentos de onda mais vermelhos (ou mais longos). Antes do JWST, os astr\u00f3nomos referiam-se por vezes a estas gal\u00e1xias como &#8220;gal\u00e1xias escuras do Hubble&#8221;, em refer\u00eancia ao telesc\u00f3pio espacial anteriormente mais sens\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, a \u00fanica forma de vermos as gal\u00e1xias no in\u00edcio do Universo era a partir de uma perspetiva \u00f3tica com o Hubble&#8221;, disse McKinney. &#8220;Isso significa que a nossa compreens\u00e3o da hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias \u00e9 parcial, porque s\u00f3 estamos a ver as gal\u00e1xias n\u00e3o obscurecidas e menos poeirentas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta gal\u00e1xia, AzTECC71, foi detetada pela primeira vez como uma mancha indistinta de emiss\u00e3o de poeira por uma c\u00e2mara do Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell, no Hawaii, que v\u00ea em comprimentos de onda entre o infravermelho distante e as micro-ondas. Em seguida, a equipa COSMOS-Web detetou o objeto em dados recolhidos por outra equipa que utilizava o telesc\u00f3pio ALMA no Chile, que tem uma resolu\u00e7\u00e3o espacial mais elevada e consegue ver no r\u00e1dio. Isto permitiu-lhes limitar a localiza\u00e7\u00e3o da fonte. Quando olharam para os dados do JWST no infravermelho, a um comprimento de onda de 4,44 micr\u00f3metros, encontraram uma gal\u00e1xia t\u00e9nue exatamente no mesmo local. Em comprimentos de onda mais curtos, abaixo dos 2,7 micr\u00f3metros, era invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, a equipa est\u00e1 a trabalhar para descobrir mais destas gal\u00e1xias t\u00e9nues com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o JWST, podemos estudar pela primeira vez as propriedades \u00f3ticas e infravermelhas desta popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias ocultas, fortemente obscurecidas pela poeira&#8221;, disse McKinney, &#8220;porque \u00e9 t\u00e3o sens\u00edvel que n\u00e3o s\u00f3 pode olhar para os confins mais long\u00ednquos do Universo, como tamb\u00e9m pode perfurar o mais espesso dos v\u00e9us de poeira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa calcula que a gal\u00e1xia est\u00e1 a ser observada a um desvio para o vermelho de cerca de 6, o que se traduz em cerca de 900 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/cns.utexas.edu\/news\/research\/ghostlike-dusty-galaxy-reappears-james-webb-space-telescope-image\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Texas em Austin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/acf614\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2304.07316\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1009919\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/james-webb-space-telescope-ghostly-galaxy-early-universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-12-ghostlike-dusty-galaxy-reappears-james.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/space\/2023\/12\/daily-telescope-an-ancient-galaxy-behind-a-veil-of-dust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>COSMOS-Web:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmos.astro.caltech.edu\/page\/cosmosweb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eaobservatory.org\/jcmt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/James_Clerk_Maxwell_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Composi\u00e7\u00e3o a cores da gal\u00e1xia AzTECC71 com m\u00faltiplos filtros de cor no pelo instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.Cr\u00e9dito: J. 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