{"id":6554,"date":"2023-12-01T07:19:09","date_gmt":"2023-12-01T06:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6554"},"modified":"2023-12-01T07:19:10","modified_gmt":"2023-12-01T06:19:10","slug":"neblina-alienigena-cozinhada-num-laboratorio-esclarece-a-visao-de-mundos-aquaticos-distantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/12\/01\/neblina-alienigena-cozinhada-num-laboratorio-esclarece-a-visao-de-mundos-aquaticos-distantes\/","title":{"rendered":"Neblina alien\u00edgena, &#8220;cozinhada&#8221; num laborat\u00f3rio, esclarece a vis\u00e3o de mundos aqu\u00e1ticos distantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6555\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/liwStspy_o.jpg 1194w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dois exoplanetas ricos em \u00e1gua, com enormes camadas de neblina, orbitam a sua estrela hospedeira.<br>Cr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os cientistas simularam as condi\u00e7\u00f5es que permitem a forma\u00e7\u00e3o de c\u00e9us nublados em exoplanetas ricos em \u00e1gua, um passo crucial para determinar de que forma a nebulosidade dificulta as observa\u00e7\u00f5es dos telesc\u00f3pios terrestres e espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o fornece novas ferramentas para estudar a qu\u00edmica atmosf\u00e9rica dos exoplanetas e ajudar\u00e1 os cientistas a modelar a forma como os exoplanetas com \u00e1gua se formam e evoluem, descobertas que poder\u00e3o ajudar na procura de vida para al\u00e9m do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O grande objetivo \u00e9 saber se existe vida fora do Sistema Solar, mas tentar responder a esse tipo de pergunta requer uma modela\u00e7\u00e3o muito detalhada de todos os tipos diferentes, especificamente em planetas com muita \u00e1gua&#8221;, disse a coautora Sarah H\u00f6rst, professora associada de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias da Universidade Johns Hopkins. &#8220;Isto tem sido um enorme desafio porque n\u00e3o temos o trabalho de laborat\u00f3rio para o fazer, por isso estamos a tentar usar estas novas t\u00e9cnicas de laborat\u00f3rio para obter mais dos dados que estamos a receber com todos estes grandes e sofisticados telesc\u00f3pios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa publicou as suas conclus\u00f5es na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os investigadores, o facto de a atmosfera de um planeta conter neblinas ou outras part\u00edculas tem uma influ\u00eancia marcante nas temperaturas globais, nos n\u00edveis de entrada da luz estelar e noutros factores que podem dificultar ou promover a atividade biol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa realizou as experi\u00eancias numa c\u00e2mara concebida \u00e0 medida no laborat\u00f3rio de H\u00f6rst. S\u00e3o os primeiros a determinar a quantidade de neblina que se pode formar em planetas aqu\u00e1ticos fora do Sistema Solar, disse H\u00f6rst.<\/p>\n\n\n\n<p>A neblina \u00e9 constitu\u00edda por part\u00edculas s\u00f3lidas suspensas em g\u00e1s e altera a forma como a luz interage com esse g\u00e1s. Diferentes n\u00edveis e tipos de neblina podem afetar a forma como as part\u00edculas se espalham atrav\u00e9s de uma atmosfera, alterando o que os cientistas conseguem detetar sobre planetas distantes com telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A \u00e1gua \u00e9 a primeira coisa que procuramos quando estamos a tentar ver se um planeta \u00e9 habit\u00e1vel, e j\u00e1 h\u00e1 observa\u00e7\u00f5es interessantes de \u00e1gua nas atmosferas de exoplanetas. Mas as nossas experi\u00eancias e modelos sugerem que estes planetas muito provavelmente tamb\u00e9m cont\u00eam neblina&#8221;, disse Chao He, um cientista planet\u00e1rio que liderou a investiga\u00e7\u00e3o na Johns Hopkins. &#8220;Esta n\u00e9voa complica realmente as nossas observa\u00e7\u00f5es, pois turva a nossa vis\u00e3o da qu\u00edmica atmosf\u00e9rica e das caracter\u00edsticas moleculares de um exoplaneta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas estudam os exoplanetas com telesc\u00f3pios que observam a forma como a luz atravessa a sua atmosfera, detetando a forma como os gases atmosf\u00e9ricos absorvem diferentes tonalidades ou comprimentos de onda dessa luz. Observa\u00e7\u00f5es distorcidas podem levar a erros de c\u00e1lculo das quantidades de subst\u00e2ncias importantes no ar, como a \u00e1gua e o metano, e do tipo e n\u00edveis de part\u00edculas na atmosfera. Tais interpreta\u00e7\u00f5es err\u00f3neas podem prejudicar as conclus\u00f5es dos cientistas sobre as temperaturas globais, a espessura de uma atmosfera e outras condi\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias, disse H\u00f6rst.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa criou duas misturas de g\u00e1s contendo vapor de \u00e1gua e outros compostos que se sup\u00f5e serem comuns em exoplanetas. A equipa emitiu um feixe de luz ultravioleta sobre essas misturas para simular a forma como a luz de uma estrela iniciaria as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que produzem as part\u00edculas de neblina. Depois mediram a quantidade de luz que as part\u00edculas absorviam e refletiam para compreender como interagiam com a luz na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos dados coincidiram com as assinaturas qu\u00edmicas de um exoplaneta bem estudado chamado GJ 1214 b com mais exatid\u00e3o do que a investiga\u00e7\u00e3o anterior, demonstrando que neblinas com diferentes propriedades \u00f3ticas podem levar a interpreta\u00e7\u00f5es erradas da atmosfera de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>As atmosferas exoplanet\u00e1rias podem ser muito diferentes das do nosso Sistema Solar, disse H\u00f6rst, acrescentando que h\u00e1 mais de 5000 exoplanetas confirmados com diferentes qu\u00edmicas atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa est\u00e1 agora a trabalhar para criar mais &#8220;an\u00e1logos&#8221; de neblina feitos em laborat\u00f3rio com misturas de gases que representem com maior precis\u00e3o o que se v\u00ea com os telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas poder\u00e3o usar esses dados quando modelarem essas atmosferas para tentar compreender coisas como a temperatura da atmosfera e da superf\u00edcie do planeta, se existem nuvens, qual a sua altura e de que s\u00e3o feitas, ou a velocidade dos ventos&#8221;, disse H\u00f6rst. &#8220;Todo este tipo de coisas pode ajudar-nos a concentrar a nossa aten\u00e7\u00e3o em planetas espec\u00edficos e a tornar as nossas experi\u00eancias \u00fanicas, em vez de fazermos apenas testes generalizados quando tentamos compreender o panorama geral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/hub.jhu.edu\/2023\/11\/27\/alien-haze-exoplanet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-023-02140-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2301.02745\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GJ 1214 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/6557\/gj-1214-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/GJ%201214%20b#planet_GJ-1214-b_collapsible\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/gj_1214_b--619\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GJ_1214_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois exoplanetas ricos em \u00e1gua, com enormes camadas de neblina, orbitam a sua estrela hospedeira.Cr\u00e9dito: Roberto Molar Candanosa\/Universidade Johns Hopkins Os cientistas simularam as condi\u00e7\u00f5es que permitem a forma\u00e7\u00e3o de c\u00e9us nublados em exoplanetas ricos em \u00e1gua, um passo crucial para determinar de que forma a nebulosidade dificulta as observa\u00e7\u00f5es dos telesc\u00f3pios terrestres e espaciais. 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