{"id":6548,"date":"2023-11-28T07:16:24","date_gmt":"2023-11-28T06:16:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6548"},"modified":"2023-11-28T07:16:25","modified_gmt":"2023-11-28T06:16:25","slug":"as-galaxias-anas-utilizam-um-periodo-calmo-de-10-milhoes-de-anos-para-formar-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/11\/28\/as-galaxias-anas-utilizam-um-periodo-calmo-de-10-milhoes-de-anos-para-formar-estrelas\/","title":{"rendered":"As gal\u00e1xias an\u00e3s utilizam um per\u00edodo calmo de 10 milh\u00f5es de anos para formar estrelas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.caha.es\/images\/stories\/PR\/NGC2366\/ngc2366_english.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"982\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/qkoj8NkK_o-1024x982.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6549\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/qkoj8NkK_o-1024x982.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/qkoj8NkK_o-300x288.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/qkoj8NkK_o-768x736.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/qkoj8NkK_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A astr\u00f3noma Sally Oey, da Universidade do Michigan, estudou uma regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar na gal\u00e1xia NGC 2366, que \u00e9 uma t\u00edpica gal\u00e1xia irregular an\u00e3.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio de Calar Alto, J. van Eymeren (AIRUB, ATNF) e \u00c1.R. L\u00f3pez-S\u00e1nchez (CSIRO\/ATNF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se olharmos para as gal\u00e1xias massivas repletas de estrelas, podemos pensar que s\u00e3o f\u00e1bricas de estrelas, produzindo bolas brilhantes de g\u00e1s. Mas, na verdade, as gal\u00e1xias an\u00e3s menos evolu\u00eddas t\u00eam regi\u00f5es maiores de f\u00e1bricas de estrelas, com taxas mais elevadas de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, investigadores da Universidade do Michigan descobriram a raz\u00e3o subjacente a este facto: estas gal\u00e1xias gozam de um atraso de 10 milh\u00f5es de anos na expuls\u00e3o do g\u00e1s que &#8220;atulha&#8221; o seu ambiente. As regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar conseguem manter o seu g\u00e1s e poeira, permitindo que mais estrelas coales\u00e7am e evoluam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nestas gal\u00e1xias an\u00e3s relativamente pristinas, as estrelas massivas &#8211; estrelas com cerca de 20 a 200 vezes a massa do nosso Sol &#8211; colapsam em buracos negros em vez de explodirem como supernovas. Mas em gal\u00e1xias mais evolu\u00eddas e polu\u00eddas, como a nossa Via L\u00e1ctea, \u00e9 mais prov\u00e1vel que explodam, gerando assim um supervento coletivo. O g\u00e1s e a poeira s\u00e3o expulsos da Gal\u00e1xia e a forma\u00e7\u00e3o estelar p\u00e1ra rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suas descobertas foram publicadas na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando as estrelas se tornam supernovas, poluem o seu ambiente produzindo e libertando metais&#8221;, disse Michelle Jecmen, primeira autora do estudo e investigadora universit\u00e1ria. &#8220;Argumentamos que em ambientes gal\u00e1cticos com baixa metalicidade &#8211; relativamente n\u00e3o polu\u00eddos &#8211; h\u00e1 um atraso de 10 milh\u00f5es de anos no in\u00edcio de fortes superventos, o que, por sua vez, resulta numa maior forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores da Universidade do Michigan apontam para o que se chama o diapas\u00e3o de Hubble, um diagrama que representa a forma como o astr\u00f3nomo Edwin Hubble classificou as gal\u00e1xias. Na pega do diapas\u00e3o est\u00e3o as maiores gal\u00e1xias. Enormes, redondas e repletas de estrelas, estas gal\u00e1xias j\u00e1 transformaram todo o seu g\u00e1s em estrelas. Ao longo dos dentes do diapas\u00e3o est\u00e3o as gal\u00e1xias espirais que t\u00eam g\u00e1s e regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar ao longo dos seus bra\u00e7os compactos. Na extremidade do diapas\u00e3o est\u00e3o as gal\u00e1xias mais pequenas e menos evolu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mas estas gal\u00e1xias an\u00e3s t\u00eam regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar realmente peculiares&#8221;, disse Sally Oey, astr\u00f3noma da Universidade do Michigan, autora principal do estudo. &#8220;Tem havido algumas ideias sobre o porqu\u00ea disso, mas a descoberta de Michelle fornece uma explica\u00e7\u00e3o muito boa: estas gal\u00e1xias t\u00eam dificuldade em parar a sua forma\u00e7\u00e3o estelar porque n\u00e3o expulsam o seu g\u00e1s&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, este per\u00edodo de 10 milh\u00f5es de anos de sil\u00eancio oferece aos astr\u00f3nomos a oportunidade de observar cen\u00e1rios semelhantes ao alvorecer c\u00f3smico, um per\u00edodo de tempo logo ap\u00f3s o Big Bang, disse Jecmen. Nas gal\u00e1xias an\u00e3s, o g\u00e1s aglomera-se e forma espa\u00e7os atrav\u00e9s dos quais a radia\u00e7\u00e3o pode escapar. Este fen\u00f3meno anteriormente conhecido \u00e9 designado por modelo da &#8220;cerca de estacas&#8221;, com a radia\u00e7\u00e3o UV a escapar entre as lacunas da cerca. O atraso explica porque \u00e9 que o g\u00e1s teria tido tempo para se aglomerar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta \u00e9 importante porque ioniza o hidrog\u00e9nio &#8211; um processo que tamb\u00e9m ocorreu logo ap\u00f3s o Big Bang, fazendo com que o Universo passasse de opaco a transparente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Assim, olhar para as gal\u00e1xias an\u00e3s de baixa metalicidade com muita radia\u00e7\u00e3o UV \u00e9 um pouco semelhante a olhar para tr\u00e1s, para o alvorecer c\u00f3smico&#8221;, disse Jecmen. &#8220;Compreender o per\u00edodo perto do Big Bang \u00e9 muito interessante. \u00c9 fundamental para o nosso conhecimento. \u00c9 algo que aconteceu h\u00e1 tanto tempo &#8211; \u00e9 t\u00e3o fascinante que podemos ver situa\u00e7\u00f5es semelhantes nas gal\u00e1xias que existem atualmente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um segundo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e liderado por Oey, utilizou o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble para observar Mrk 71, uma regi\u00e3o numa gal\u00e1xia an\u00e3 pr\u00f3xima, a cerca de 10 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Em Mrk 71, a equipa encontrou evid\u00eancias observacionais do cen\u00e1rio de Jecmen. Usando uma nova t\u00e9cnica com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, a equipa utilizou um conjunto de filtros que analisa a luz do carbono triplamente ionizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em gal\u00e1xias mais evolu\u00eddas, com muitas explos\u00f5es de supernova, essas explos\u00f5es aquecem o g\u00e1s num enxame de estrelas a temperaturas muito elevadas &#8211; at\u00e9 milh\u00f5es de graus Kelvin, disse Oey. \u00c0 medida que este supervento quente se expande, expulsa o resto do g\u00e1s dos enxames estelares. Mas em ambientes de baixa metalicidade como o de Mrk 71, onde as estrelas n\u00e3o est\u00e3o a explodir, a energia dentro da regi\u00e3o \u00e9 irradiada. N\u00e3o tem hip\u00f3tese de formar um supervento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os filtros da equipa captaram um brilho difuso do carbono ionizado em Mrk 71, demonstrando que a energia \u00e9 irradiada para longe. Por conseguinte, n\u00e3o existe um supervento quente, permitindo que o g\u00e1s denso permane\u00e7a em todo o ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oey e Jecmen dizem que h\u00e1 muitas implica\u00e7\u00f5es para o seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas descobertas podem tamb\u00e9m ser importantes para explicar as propriedades das gal\u00e1xias que est\u00e3o a ser observadas no alvorecer c\u00f3smico pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb neste momento&#8221;, disse Oey. &#8220;Penso que ainda estamos no processo de compreender as consequ\u00eancias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/dwarf-galaxies-use-10-million-year-quiet-period-to-churn-out-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad0460\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2310.10589\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad07dd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophyical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2310.13751\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias an\u00e3s:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dwarf_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGC 2366:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_2366\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_2366#Super_star_clusters_within_Mrk_71\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mrk 71 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diapas\u00e3o de Hubble:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_sequence\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A astr\u00f3noma Sally Oey, da Universidade do Michigan, estudou uma regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar na gal\u00e1xia NGC 2366, que \u00e9 uma t\u00edpica gal\u00e1xia irregular an\u00e3.Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio de Calar Alto, J. van Eymeren (AIRUB, ATNF) e \u00c1.R. 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