{"id":6520,"date":"2023-11-17T07:19:33","date_gmt":"2023-11-17T06:19:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6520"},"modified":"2023-11-17T07:19:33","modified_gmt":"2023-11-17T06:19:33","slug":"uma-explosao-de-raios-gama-e-os-seus-efeitos-na-ionosfera-terrestre-fazem-relembrar-os-eventos-de-extincao-em-massa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/11\/17\/uma-explosao-de-raios-gama-e-os-seus-efeitos-na-ionosfera-terrestre-fazem-relembrar-os-eventos-de-extincao-em-massa\/","title":{"rendered":"Uma explos\u00e3o de raios gama e os seus efeitos na ionosfera terrestre fazem relembrar os eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2023\/11\/gamma-ray_burst_strikes_earth_from_distant_exploding_star\/25181307-1-eng-GB\/Gamma-ray_burst_strikes_Earth_from_distant_exploding_star.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/GNTfOVT3_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6521\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/GNTfOVT3_o.jpg 960w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/GNTfOVT3_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/GNTfOVT3_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica que retrata o efeito de uma poderosa explos\u00e3o de raios gama que provocou uma perturba\u00e7\u00e3o significativa na ionosfera do nosso planeta. Este \u00e9 o resultado de uma explos\u00e3o de raios gama (GRB) proveniente de uma supernova, numa gal\u00e1xia a quase dois mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Na imagem est\u00e1 uma representa\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o Integral da ESA (\u00e0 esquerda), que detetou a explos\u00e3o, e do sat\u00e9lite CSES (\u00e0 direita), que monitoriza a ionosfera superior em busca de mudan\u00e7as no seu comportamente eletromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/ATG Europe<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma enorme explos\u00e3o de raios gama, detetada pelo telesc\u00f3pio espacial Integral da ESA, atingiu a Terra. A explos\u00e3o causou uma perturba\u00e7\u00e3o significativa na ionosfera do nosso planeta. Estas perturba\u00e7\u00f5es est\u00e3o normalmente associadas a eventos de part\u00edculas energ\u00e9ticas no Sol, mas esta foi o resultado da explos\u00e3o de uma estrela a quase dois mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. A an\u00e1lise dos efeitos da explos\u00e3o pode fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre as extin\u00e7\u00f5es em massa na hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 14:21 de 9 de outubro de 2022, uma explos\u00e3o de raios gama (ou GRB, sigla inglesa para &#8220;gamma-ray burst&#8221;) extremamente brilhante e de longa dura\u00e7\u00e3o foi detetada por muitos dos sat\u00e9lites de alta energia em \u00f3rbita perto da Terra, incluindo a miss\u00e3o Integral da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>O Integral (INTErnational Gamma-Ray Astrophysics Laboratory) foi lan\u00e7ado pela ESA em 2002 e tem vindo a detetar, desde essa altura, explos\u00f5es de raios gama quase todos os dias. No entanto, GRB 221009A, como foi batizada a explos\u00e3o, foi tudo menos vulgar. &#8220;Foi provavelmente a explos\u00e3o de raios gama mais brilhante que alguma vez detet\u00e1mos&#8221;, afirma Mirko Piersanti, da Universidade de L&#8217;Aquila, It\u00e1lia, e principal autor da equipa que publicou estes resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>As explos\u00f5es de raios gama foram, em tempos, acontecimentos misteriosos, mas atualmente reconhece-se que s\u00e3o a liberta\u00e7\u00e3o de energia de estrelas em explos\u00e3o, as chamadas supernovas, ou da colis\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es superdensas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos vindo a medir explos\u00f5es de raios gama desde os anos 60 e esta \u00e9 a mais forte alguma vez medida&#8221;, diz o coautor Pietro Ubertini, do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), Roma, It\u00e1lia, e investigador principal do instrumento IBIS do Intergral. T\u00e3o forte, de facto, que a sua rival mais pr\u00f3xima registada \u00e9 dez vezes mais fraca. Estatisticamente, um GRB t\u00e3o forte como GRB 221009A chega \u00e0 Terra apenas uma vez em cada 10.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os 800 segundos de impacto dos raios gama, a explos\u00e3o emitiu energia suficiente para ativar detetores de rel\u00e2mpagos na \u00cdndia. Instrumentos na Alemanha detetaram sinais de que a ionosfera da Terra foi perturbada durante v\u00e1rias horas pela explos\u00e3o. Esta quantidade extrema de energia deu \u00e0 equipa a ideia de procurar os efeitos da explos\u00e3o na ionosfera da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A ionosfera \u00e9 a camada da atmosfera superior da Terra que cont\u00e9m gases eletricamente carregados de nome plasma. Estende-se de cerca de 50 km a 950 km de altitude. Os investigadores referem-se a ela como a ionosfera superior, acima dos 350 km, e a ionosfera inferior, abaixo dos 350 km. A ionosfera \u00e9 t\u00e3o t\u00e9nue que as naves espaciais podem manter \u00f3rbitas na maior parte da ionosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas naves espaciais \u00e9 o CSES (China Seismo-Electromagnetic Satellite), tamb\u00e9m conhecido como Zhangheng, uma miss\u00e3o espacial sino-italiana. Foi lan\u00e7ado em 2018 e monitoriza a parte superior da ionosfera para detetar altera\u00e7\u00f5es no seu comportamento eletromagn\u00e9tico. A sua miss\u00e3o principal \u00e9 estudar poss\u00edveis liga\u00e7\u00f5es entre as altera\u00e7\u00f5es na ionosfera e a ocorr\u00eancia de eventos s\u00edsmicos, como terramotos, mas tamb\u00e9m pode estudar o impacto da atividade solar na ionosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto Mirko como Pietro fazem parte da equipa cient\u00edfica do CSES e aperceberam-se de que, se o GRB tivesse criado uma perturba\u00e7\u00e3o, o CSES deveria t\u00ea-la visto. Mas n\u00e3o podiam ter a certeza. &#8220;Procur\u00e1mos, no passado, este efeito noutros GRBs, mas n\u00e3o t\u00ednhamos visto nada&#8221;, diz Pietro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2023\/03\/gamma-ray_burst_illustration\/24769388-1-eng-GB\/Gamma-ray_burst_illustration.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b0\/0d\/gveRaaqo_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra os ingredientes de uma longa explos\u00e3o de raios-gama, o tipo mais comum. O n\u00facleo de uma estrela massiva (esquerda) entrou em colapso, formando um buraco negro que envia um jato de part\u00edculas em movimento atrav\u00e9s da estrela em colapso e para o espa\u00e7o, quase \u00e0 velocidade da luz. A radia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do espectro surge do g\u00e1s ionizado quente (plasma) na vizinhan\u00e7a do buraco negro rec\u00e9m-nascido, colis\u00f5es entre conchas de g\u00e1s em r\u00e1pido movimento dentro do jato (ondas de choque internas), e da orla dianteira do jato \u00e0 medida que este varre e interage com o seu ambiente (choque externo).<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No passado, foram observados GRBs a afetar a ionosfera inferior durante a noite, quando a influ\u00eancia solar \u00e9 removida, mas nunca no lado superior. Isto levou a crer que, quando chega \u00e0 Terra, a explos\u00e3o de um GRB j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficientemente poderosa para produzir uma varia\u00e7\u00e3o na condutividade da ionosfera que conduza a uma varia\u00e7\u00e3o do campo el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, por\u00e9m, quando os cientistas olharam, a sua sorte foi diferente. O efeito era \u00f3bvio e forte. Pela primeira vez, viram uma perturba\u00e7\u00e3o intensa sob a forma de uma forte varia\u00e7\u00e3o do campo el\u00e9trico na ionosfera superior. &#8220;\u00c9 espantoso. Podemos ver coisas que est\u00e3o a acontecer no espa\u00e7o profundo, mas que tamb\u00e9m afetam a Terra&#8221;, diz Erik Kuulkers, cientista de projeto da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>Este GRB em particular teve lugar numa gal\u00e1xia a quase 2 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia &#8211; portanto, h\u00e1 dois mil milh\u00f5es de anos &#8211; mas ainda assim teve energia suficiente para afetar a Terra. Embora o Sol seja normalmente a principal fonte de radia\u00e7\u00e3o suficientemente forte para afetar a ionosfera da Terra, este GRB acionou instrumentos geralmente reservados para estudar as imensas explos\u00f5es na atmosfera do Sol conhecidas como erup\u00e7\u00f5es solares. &#8220;Esta perturba\u00e7\u00e3o teve um impacto not\u00e1vel nas camadas mais baixas da ionosfera terrestre, situadas a dezenas de quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie do nosso planeta, deixando uma marca compar\u00e1vel \u00e0 de uma grande explos\u00e3o solar&#8221;, afirma Laura Hayes, investigadora e f\u00edsica solar da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta marca assumiu a forma de um aumento da ioniza\u00e7\u00e3o na ionosfera inferior. Foi detetada em sinais de r\u00e1dio de muito baixa frequ\u00eancia que circulam entre o solo e a ionosfera inferior da Terra. &#8220;Essencialmente, podemos dizer que a ionosfera se &#8216;deslocou&#8217; para altitudes mais baixas e detet\u00e1mos este facto na forma como as ondas de r\u00e1dio saltam ao longo da ionosfera&#8221;, explica Laura, que publicou estes resultados em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Refor\u00e7a a ideia de que uma supernova na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia pode ter consequ\u00eancias muito mais graves. &#8220;Tem havido um grande debate sobre as poss\u00edveis consequ\u00eancias de uma explos\u00e3o de raios gama na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia&#8221;, diz Mirko.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pior das hip\u00f3teses, a explos\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 afetaria a ionosfera, como tamb\u00e9m poderia danificar a camada de ozono, permitindo que a perigosa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol chegasse \u00e0 superf\u00edcie da Terra. Especula-se que este efeito seja uma poss\u00edvel causa de alguns dos eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa que se sabe terem ocorrido na Terra no passado. Mas para investigar a ideia, precisamos de muito mais dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que sabem exatamente o que procurar, a equipa j\u00e1 come\u00e7ou a analisar os dados recolhidos pelo CSES e a correlacion\u00e1-los com as outras explos\u00f5es de raios gama observadas pelo Integral. E, embora s\u00f3 possam recuar at\u00e9 2018, quando o CSES foi lan\u00e7ado, j\u00e1 foi planeada uma miss\u00e3o de seguimento, garantindo que esta nova e fascinante janela para a forma como a Terra interage com o Universo, mesmo muito distante, continuar\u00e1 aberta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The explosive birth of black holes\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A2PgdUsKq6g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Integral\/Blast_from_the_past_gamma-ray_burst_strikes_Earth_from_distant_exploding_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-023-42551-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/content\/article\/cosmic-blast-seared-earth-s-atmosphere-2-billion-light-years-away\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/boat-gamma-ray-burst-earth-ionosphere-ozone-bright\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-11-brightest-disturbed-earth-atmosphere-year.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2023\/11\/14\/earth-struck-by-enormous-burst-of-gamma-rays-from-two-billion-light-years-away\/?sh=1ea438e91639\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GRB 221009A:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GRB_221009A\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GRB:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTEGRAL (INTErnational Gamma-Ray Astrophysics Laboratory):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Integral_overview\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/INTEGRAL\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CSES (China Seismo-Electromagnetic Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eoportal.org\/satellite-missions\/cses#references\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">eoPortal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CSES_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica que retrata o efeito de uma poderosa explos\u00e3o de raios gama que provocou uma perturba\u00e7\u00e3o significativa na ionosfera do nosso planeta. 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