{"id":6517,"date":"2023-11-17T07:17:10","date_gmt":"2023-11-17T06:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6517"},"modified":"2023-11-17T07:17:11","modified_gmt":"2023-11-17T06:17:11","slug":"dados-do-kepler-revelam-a-possivel-razao-pela-qual-alguns-exoplanetas-estao-a-encolher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/11\/17\/dados-do-kepler-revelam-a-possivel-razao-pela-qual-alguns-exoplanetas-estao-a-encolher\/","title":{"rendered":"Dados do Kepler revelam a poss\u00edvel raz\u00e3o pela qual alguns exoplanetas est\u00e3o a encolher"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01FMJ8HX0N0H4S8GX7G19QJ6BK.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/kSWptfEd_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6518\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/kSWptfEd_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/kSWptfEd_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/kSWptfEd_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/kSWptfEd_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o poss\u00edvel aspeto do sub-Neptuno TOI-421 b. Num novo estudo, os cientistas descobriram novas evid\u00eancias que sugerem como este tipo de planetas podem perder a sua atmosfera.\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, e D. Player (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns exoplanetas parecem estar a perder as suas atmosferas e a encolher. Num novo estudo realizado com dados do aposentado telesc\u00f3pio espacial Kepler da NASA, os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de uma poss\u00edvel causa: os n\u00facleos destes planetas est\u00e3o a empurrar as suas atmosferas de dentro para fora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os exoplanetas (planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar) existem numa variedade de tamanhos, desde pequenos planetas rochosos a colossais gigantes gasosos. No meio est\u00e3o as super-Terras rochosas e os maiores sub-Neptunos com atmosferas inchadas. Mas h\u00e1 uma aus\u00eancia consp\u00edcua &#8211; uma &#8220;lacuna de tamanho&#8221; &#8211; de planetas que se situam entre 1,5 e 2 vezes o tamanho da Terra (ou entre super-Terras e sub-Neptunos) que os cientistas t\u00eam vindo a trabalhar para compreender melhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os cientistas j\u00e1 confirmaram a dete\u00e7\u00e3o de mais de 5000 exoplanetas, mas h\u00e1 menos planetas do que se esperava com um di\u00e2metro entre 1,5 e 2 vezes o da Terra&#8221;, disse a investigadora do Caltech\/IPAC Jessie Christiansen, l\u00edder cient\u00edfica do Arquivo de Exoplanetas da NASA e autora principal do novo estudo publicado na revista The Astronomical Journal. &#8220;Os cientistas exoplanet\u00e1rios t\u00eam agora dados suficientes para dizer que esta lacuna n\u00e3o \u00e9 um acaso. H\u00e1 algo que impede os planetas de atingirem e\/ou manterem este tamanho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que esta lacuna pode ser explicada pelo facto de certos sub-Neptunos perderem a sua atmosfera ao longo do tempo. Esta perda aconteceria se o planeta n\u00e3o tivesse massa suficiente e, portanto, for\u00e7a gravitacional, para manter a sua atmosfera. Assim, os sub-Neptunos que n\u00e3o s\u00e3o suficientemente massivos encolheriam at\u00e9 ao tamanho das super-Terras, deixando a lacuna entre os dois tamanhos de planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a forma exata como estes planetas est\u00e3o a perder a sua atmosfera tem permanecido um mist\u00e9rio. Os cientistas chegaram a um consenso sobre dois mecanismos prov\u00e1veis: um deles \u00e9 chamado de perda de massa alimentada pelo n\u00facleo; e o outro, fotoevapora\u00e7\u00e3o. O estudo descobriu novas evid\u00eancias que apoiam o primeiro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0b\/80\/oEqhiu5B_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este infogr\u00e1fico mostra os principais tipos de exoplanetas. Os cientistas t\u00eam estado a trabalhar para compreender melhor a &#8220;lacuna de tamanho&#8221;, ou aus\u00eancia consp\u00edcua, de planetas que se situam entre as super-Terras e os sub-Neptunos.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Resolvendo o mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda de massa impulsionada pelo n\u00facleo ocorre quando a radia\u00e7\u00e3o emitida pelo n\u00facleo quente de um planeta empurra a atmosfera para longe do planeta ao longo do tempo, &#8220;e essa radia\u00e7\u00e3o est\u00e1 a empurrar a atmosfera por baixo&#8221;, disse Christiansen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A outra explica\u00e7\u00e3o principal para a lacuna planet\u00e1ria, a fotoevapora\u00e7\u00e3o, ocorre quando a atmosfera de um planeta \u00e9 essencialmente soprada pela radia\u00e7\u00e3o quente da sua estrela hospedeira. Neste cen\u00e1rio, &#8220;a radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica da estrela atua como um secador de cabelo num cubo de gelo&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora se pense que a fotoevapora\u00e7\u00e3o ocorre durante os primeiros 100 milh\u00f5es de anos de um planeta, a perda de massa alimentada pelo n\u00facleo ocorre muito mais tarde &#8211; perto dos mil milh\u00f5es de anos de vida de um planeta. Mas com qualquer um dos mecanismos, &#8220;se n\u00e3o tiver massa suficiente, n\u00e3o consegue manter-se, perde a sua atmosfera e encolhe&#8221;, acrescentou Christiansen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para este estudo, Chistiansen e os seus coautores utilizaram dados do K2 da NASA, uma miss\u00e3o alargada do Telesc\u00f3pio Espacial Kepler, para observar os enxames estelares do Pres\u00e9pio e das H\u00edades, que t\u00eam entre 600 milh\u00f5es e 800 milh\u00f5es de anos. Como se pensa que os planetas t\u00eam geralmente a mesma idade que a sua estrela hospedeira, os sub-Neptunos deste sistema estariam para al\u00e9m da idade em que a fotoevapora\u00e7\u00e3o poderia ter tido lugar, mas n\u00e3o suficientemente velhos para terem sofrido uma perda de massa impulsionada pelo n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, se a equipa verificasse que haviam muitos sub-Neptunos nos enxames do Pres\u00e9pio e das H\u00edades (em compara\u00e7\u00e3o com estrelas mais velhas noutros enxames), poderia concluir que a fotoevapora\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha ocorrido. Nesse caso, a perda de massa alimentada pelo n\u00facleo seria a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel para o que acontece aos sub-Neptunos menos massivos ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar o enxame do Pres\u00e9pio e o enxame das H\u00edades, os investigadores descobriram que quase 100% das estrelas nestes enxames ainda t\u00eam um planeta sub-Neptuno ou um candidato a planeta na sua \u00f3rbita. A julgar pelo tamanho destes planetas, os investigadores pensam que eles mantiveram as suas atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto difere das outras estrelas mais antigas observadas pelo K2 (estrelas com mais de 800 milh\u00f5es de anos), das quais apenas 25% t\u00eam sub-Neptunos em \u00f3rbita. A idade mais avan\u00e7ada destas estrelas est\u00e1 mais pr\u00f3xima do per\u00edodo de tempo em que se pensa que ocorre a perda de massa impulsionada pelo n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir destas observa\u00e7\u00f5es, a equipa concluiu que a fotoevapora\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ter ocorrido nos enxames do Pres\u00e9pio e das H\u00edades. Se tivesse acontecido, teria ocorrido centenas de milh\u00f5es de anos antes, e estes planetas teriam pouca ou nenhuma atmosfera. Isto deixa a perda de massa alimentada pelo n\u00facleo como a principal explica\u00e7\u00e3o para o que provavelmente acontece com as atmosferas destes planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Christiansen passou mais de cinco anos a construir o cat\u00e1logo de candidatos a planetas necess\u00e1rio para o estudo. Mas a investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de estar conclu\u00edda, disse, e \u00e9 poss\u00edvel que a compreens\u00e3o atual da fotoevapora\u00e7\u00e3o e\/ou da perda de massa alimentada pelo n\u00facleo possa evoluir. As descobertas ser\u00e3o provavelmente postas \u00e0 prova por estudos futuros antes que algu\u00e9m possa declarar o mist\u00e9rio desta lacuna planet\u00e1ria resolvido de uma vez por todas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Exoplanet Types: Worlds Beyond Our Solar System\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k1UcseLVNVc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/kepler\/nasa-data-reveals-possible-reason-some-exoplanets-are-shrinking\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/acf9f9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame do Pres\u00e9pio (M44):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m044.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Beehive_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame das H\u00edades:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/hyades.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hyades_(star_cluster)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o poss\u00edvel aspeto do sub-Neptuno TOI-421 b. 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