{"id":6482,"date":"2023-10-31T07:14:56","date_gmt":"2023-10-31T06:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6482"},"modified":"2023-10-31T07:14:56","modified_gmt":"2023-10-31T06:14:56","slug":"ixpe-desvenda-teorias-em-torno-de-historico-remanescente-de-supernova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/10\/31\/ixpe-desvenda-teorias-em-torno-de-historico-remanescente-de-supernova\/","title":{"rendered":"IXPE desvenda teorias em torno de hist\u00f3rico remanescente de supernova"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1020\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o-1024x1020.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6483\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o-1024x1020.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o-768x765.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FKP5opoW_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta nova imagem do remanescente de supernova SN 1006 combina dados do IXPE da NASA e do Observat\u00f3rio de Raios-X Chandra da NASA. Os elementos vermelhos, verdes e azuis refletem os raios X de baixa, m\u00e9dia e alta energia, respetivamente, tal como detetados pelo Chandra. Os dados do IXPE, que medem a polariza\u00e7\u00e3o dos raios X, s\u00e3o vistos a roxo no canto superior esquerdo, com a adi\u00e7\u00e3o de linhas que representam o movimento para fora do campo magn\u00e9tico do remanescente.<br>Cr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/SAO (Chandra); NASA\/MSFC\/Universidade de Nanjing\/P. Zhou et al. (IXPE); infravermelho &#8211; NASA\/JPL\/CalTech\/Spitzer; processamento de imagem &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/J.Schmidt<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O telesc\u00f3pio IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) da NASA captou as primeiras imagens de raios X polarizados do remanescente de supernova SN 1006. Os novos resultados alargam o conhecimento dos cientistas sobre a rela\u00e7\u00e3o entre os campos magn\u00e9ticos e o fluxo de part\u00edculas altamente energ\u00e9ticas proveniente de estrelas em explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os campos magn\u00e9ticos s\u00e3o extremamente dif\u00edceis de medir, mas o IXPE fornece-nos uma forma eficiente de os sondar&#8221;, disse a Dra. Ping Zhou, astrof\u00edsica da Universidade de Nanjing em Jiangsu, China, e autora principal de um novo artigo sobre os resultados, publicado na revista The Astrophysical Journal. &#8220;Agora podemos ver que os campos magn\u00e9ticos de SN 1006 s\u00e3o turbulentos, mas tamb\u00e9m apresentam uma dire\u00e7\u00e3o organizada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Situada a cerca de 6500 anos-luz da Terra, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Lobo, SN 1006 \u00e9 tudo o que resta ap\u00f3s uma explos\u00e3o tit\u00e2nica, que ocorreu quando duas an\u00e3s brancas se fundiram ou quando uma an\u00e3 branca retirou demasiada massa de uma estrela companheira. Inicialmente detetada na primavera do ano 1006 por observadores na China, no Jap\u00e3o, na Europa e no mundo \u00e1rabe, a sua luz foi vis\u00edvel a olho nu durante pelo menos tr\u00eas anos. Os astr\u00f3nomos modernos continuam a consider\u00e1-la o evento estelar mais brilhante de que h\u00e1 registo na hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio da observa\u00e7\u00e3o moderna, os investigadores identificaram a estranha estrutura dupla do remanescente, marcadamente diferente de outros remanescentes de supernova arredondados. Tem tamb\u00e9m &#8220;membros&#8221; brilhantes ou orlas identific\u00e1veis nas bandas de raios-X e raios-gama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A proximidade de remanescentes de supernovas brilhantes em raios X, como SN 1006, torna-o ideal para medi\u00e7\u00f5es pelo IXPE, dada a combina\u00e7\u00e3o da sensibilidade do IXPE \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o de raios X com a capacidade de resolver espacialmente as regi\u00f5es de emiss\u00e3o&#8221;, disse Douglas Swartz, investigador da USRA (Universities Space Research Association) no Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, no estado norte-americano do Alabama. &#8220;Esta capacidade integrada \u00e9 essencial para localizar locais de acelera\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es anteriores dos raios X de SN 1006 forneceram a primeira evid\u00eancia de que os remanescentes de supernova podem acelerar radicalmente os eletr\u00f5es e ajudaram a identificar nebulosas em r\u00e1pida expans\u00e3o em torno de estrelas que explodiram como um local de nascimento de raios c\u00f3smicos altamente energ\u00e9ticos, que podem viajar quase \u00e0 velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas depreenderam que a estrutura \u00fanica de SN 1006 est\u00e1 ligada \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do seu campo magn\u00e9tico e teorizaram que as ondas de explos\u00e3o da supernova, a nordeste e a sudoeste, movem-se na dire\u00e7\u00e3o alinhada com o campo magn\u00e9tico e aceleram mais eficazmente as part\u00edculas de alta energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas descobertas do IXPE ajudaram a validar e a clarificar essas teorias, disse a Dra. Yi-Jung Yang, astrof\u00edsica de alta energia da Universidade de Hong Kong e coautora do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As propriedades de polariza\u00e7\u00e3o obtidas a partir da nossa an\u00e1lise espetral-polarim\u00e9trica alinham-se notavelmente bem com os resultados de outros m\u00e9todos e observat\u00f3rios de raios X, sublinhando a fiabilidade e as fortes capacidades do IXPE, disse Yang. &#8220;Pela primeira vez, podemos mapear as estruturas do campo magn\u00e9tico de remanescentes de supernova a energias mais elevadas com maior detalhe e precis\u00e3o &#8211; permitindo-nos compreender melhor os processos que conduzem \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o destas part\u00edculas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores afirmam que os resultados demonstram uma liga\u00e7\u00e3o entre os campos magn\u00e9ticos e o fluxo de part\u00edculas altamente energ\u00e9ticas do remanescente. Os campos magn\u00e9ticos na concha de SN 1006 est\u00e3o um pouco desorganizados, de acordo com os resultados do IXPE, mas ainda assim t\u00eam uma orienta\u00e7\u00e3o preferencial. \u00c0 medida que a onda de choque da explos\u00e3o original passa pelo g\u00e1s circundante, os campos magn\u00e9ticos ficam alinhados com o movimento da onda de choque. As part\u00edculas carregadas s\u00e3o apanhadas pelos campos magn\u00e9ticos \u00e0 volta do ponto original da explos\u00e3o, onde recebem rapidamente surtos de acelera\u00e7\u00e3o. Estas part\u00edculas de alta energia, por sua vez, transferem energia para manter os campos magn\u00e9ticos fortes e turbulentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IXPE observou tr\u00eas remanescentes de supernovas &#8211; Cassiopeia A, Tycho e agora SN 1006 &#8211; desde o seu lan\u00e7amento em dezembro de 2021, ajudando os cientistas a desenvolver uma compreens\u00e3o mais abrangente da origem e dos processos dos campos magn\u00e9ticos que rodeiam estes fen\u00f3menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que SN 1006 \u00e9 mais polarizado do que os outros dois remanescentes de supernova, mas que todos os tr\u00eas apresentam campos magn\u00e9ticos orientados de tal forma que apontam para fora do centro da explos\u00e3o. \u00c0 medida que os investigadores continuam a explorar os dados do IXPE, est\u00e3o a reorientar a sua compreens\u00e3o de como as part\u00edculas s\u00e3o aceleradas em objetos extremos como estes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IXPE \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o entre a NASA e a Ag\u00eancia Espacial Italiana com parceiros e colaboradores cient\u00edficos em 12 pa\u00edses. O IXPE \u00e9 liderado pelo Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, Alabama, EUA. A Ball Aerospace, com sede em Broomfield, no estado norte-americano do Colorado, gere as opera\u00e7\u00f5es juntamente com o LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) da Universidade do Colorado, em Boulder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/ixpe\/ixpe-untangles-theories-surrounding-historic-supernova-remnant\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/acf3e6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2309.01879\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SN 1006:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SN_1006\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Remanescente de supernova:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/supernova_remnants.html\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova_remnant\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IXPE:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/ixpe\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/IXPE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta nova imagem do remanescente de supernova SN 1006 combina dados do IXPE da NASA e do Observat\u00f3rio de Raios-X Chandra da NASA. 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