{"id":6459,"date":"2023-10-24T06:17:54","date_gmt":"2023-10-24T05:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6459"},"modified":"2023-10-24T06:17:54","modified_gmt":"2023-10-24T05:17:54","slug":"equipa-da-missao-voyager-concentra-se-numa-correcao-de-software-e-nos-propulsores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/10\/24\/equipa-da-missao-voyager-concentra-se-numa-correcao-de-software-e-nos-propulsores\/","title":{"rendered":"Equipa da miss\u00e3o Voyager concentra-se numa corre\u00e7\u00e3o de software e nos propulsores"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6460\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/XTFRzYfC_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A nave espacial Voyager 1 da NASA \u00e9 representada, nesta ilustra\u00e7\u00e3o, a viajar pelo espa\u00e7o interestelar, ou o espa\u00e7o entre as estrelas, no qual entrou em 2012. Viajando numa trajet\u00f3ria diferente, a sua g\u00e9mea, a Voyager 2, entrou no espa\u00e7o interestelar em 2018.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os engenheiros da miss\u00e3o Voyager da NASA est\u00e3o a tomar medidas para ajudar a garantir que as duas naves espaciais, lan\u00e7adas em 1977, continuem a explorar o espa\u00e7o interestelar nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos esfor\u00e7os diz respeito aos res\u00edduos de combust\u00edvel que parecem estar a acumular-se dentro de tubos estreitos em alguns dos propulsores da nave espacial. Os propulsores s\u00e3o utilizados para manter a antena de cada nave espacial apontada para a Terra. Este tipo de acumula\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi observado em v\u00e1rias outras naves espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m transmitiu uma corre\u00e7\u00e3o de software para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de uma falha que surgiu na Voyager 1 no ano passado. Os engenheiros resolveram a falha e a corre\u00e7\u00e3o destina-se a evitar que o problema volte a ocorrer na Voyager 1 ou na sua g\u00e9mea, a Voyager 2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acumula\u00e7\u00e3o nos propulsores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os propulsores da Voyager 1 e da Voyager 2 s\u00e3o utilizados principalmente para manter as antenas das naves espaciais apontadas para a Terra, para efeitos de comunica\u00e7\u00e3o. As naves espaciais podem girar em tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es &#8211; para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, e em torno do eixo central, como uma roda. Ao faz\u00ea-lo, os propulsores disparam automaticamente e reorientam a nave espacial para manter as suas antenas apontadas para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O carburante flui para os propulsores atrav\u00e9s das tubagens de combust\u00edvel e depois passa por outras tubagens mais pequenas no interior dos propulsores, tubagens estas que s\u00e3o 25 vezes mais estreitas do que as externas. Cada disparo do propulsor adiciona pequenas quantidades de res\u00edduos, levando \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o gradual de material ao longo de d\u00e9cadas. Em algumas destas pequenas tubagens, a acumula\u00e7\u00e3o est\u00e1 a tornar-se significativa. Para abrandar essa acumula\u00e7\u00e3o, a miss\u00e3o come\u00e7ou a deixar as duas naves espaciais girarem um pouco mais em cada dire\u00e7\u00e3o antes de dispararem os propulsores. Isto reduzir\u00e1 a frequ\u00eancia dos disparos dos propulsores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ajustes \u00e0 rota\u00e7\u00e3o dos propulsores foram feitos atrav\u00e9s de comandos enviados em setembro e outubro, e permitem que as naves se movam quase 1 grau mais em cada dire\u00e7\u00e3o do que no passado. A miss\u00e3o est\u00e1 tamb\u00e9m a efetuar menos disparos, mais longos, o que reduzir\u00e1 ainda mais o n\u00famero total de disparos efetuados em cada nave espacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ajustamentos foram cuidadosamente concebidos para garantir um impacto m\u00ednimo na miss\u00e3o. Apesar de uma maior rota\u00e7\u00e3o das naves espaciais poder significar a perda ocasional de alguns dados cient\u00edficos &#8211; semelhante a uma chamada telef\u00f3nica em que a pessoa do outro lado desliga ocasionalmente &#8211; a equipa concluiu que o plano permitir\u00e1 que as Voyagers devolvam mais dados ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os engenheiros n\u00e3o sabem ao certo quando \u00e9 que os tubos de entrada do carburante no propulsor ficar\u00e3o completamente obstru\u00eddos, mas esperam que, com estas precau\u00e7\u00f5es, isso n\u00e3o aconte\u00e7a durante pelo menos mais cinco anos, possivelmente muitos mais. A equipa pode tomar medidas adicionais nos pr\u00f3ximos anos para prolongar ainda mais o tempo de vida dos propulsores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A esta altura da miss\u00e3o, a equipa de engenharia est\u00e1 a enfrentar muitos desafios para os quais n\u00e3o temos um manual&#8221;, disse Linda Spilker, cientista de projeto para a miss\u00e3o no JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;Mas continuam a encontrar solu\u00e7\u00f5es criativas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Remendando as coisas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, o computador de bordo que orienta a nave espacial Voyager 1 para a Terra come\u00e7ou a enviar relat\u00f3rios de status adulterados, apesar de continuar a operar normalmente. Os engenheiros da miss\u00e3o demoraram meses a identificar o problema. O AACS (Attitude Articulation and Control System) estava a desviar comandos, escrevendo-os na mem\u00f3ria do computador em vez de os executar. Um desses comandos falhados acabou por deturpar o relat\u00f3rio de estado do AACS antes de chegar aos engenheiros no solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa determinou que o AACS tinha entrado num modo incorreto; no entanto, n\u00e3o conseguiram determinar a causa e, por isso, n\u00e3o t\u00eam a certeza se o problema pode voltar a surgir. A corre\u00e7\u00e3o de software dever\u00e1 evitar que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta corre\u00e7\u00e3o \u00e9 como uma ap\u00f3lice de seguro que nos proteger\u00e1 no futuro e nos ajudar\u00e1 a manter estas sondas a funcionar o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel&#8221;, disse Suzanne Dodd do JPL, gestora do projeto Voyager. &#8220;Estas s\u00e3o as \u00fanicas naves espaciais a operar no espa\u00e7o interestelar, pelo que os dados que est\u00e3o a enviar s\u00e3o de um valor \u00fanico para a nossa compreens\u00e3o do nosso Universo local&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Voyager 1 e a Voyager 2 j\u00e1 est\u00e3o a mais de 24 mil milh\u00f5es e 20 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra, respetivamente. A essas dist\u00e2ncias, as instru\u00e7\u00f5es de corre\u00e7\u00e3o demoram mais de 18 horas a chegar \u00e0s naves espaciais. Devido \u00e0 idade das naves e ao tempo de atraso na comunica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 o risco de a corre\u00e7\u00e3o substituir c\u00f3digo essencial ou ter outros efeitos indesejados na nave. Para reduzir esses riscos, a equipa passou meses a escrever, a rever e a verificar o c\u00f3digo. Como precau\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a adicional, a Voyager 2 recebe primeiro a corre\u00e7\u00e3o e serve de ensaio para a sua g\u00e9mea. A Voyager 1 est\u00e1 mais longe da Terra do que qualquer outra nave espacial, o que torna os seus dados mais valiosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na passada sexta-feira, dia 20 de outubro, a equipa transmitiu a corre\u00e7\u00e3o e fez uma leitura da mem\u00f3ria AACS para se certificar de que est\u00e1 no s\u00edtio certo. Se n\u00e3o surgirem problemas imediatos, a equipa emitir\u00e1 um comando no s\u00e1bado, dia 28 de outubro, para verificar se a corre\u00e7\u00e3o est\u00e1 a funcionar corretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais sobre a miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Voyager estava inicialmente planeada para durar apenas quatro anos, enviando ambas as sondas para Saturno e J\u00fapiter. A NASA prolongou a miss\u00e3o para que a Voyager 2 pudesse visitar \u00darano e Neptuno; continua a ser a \u00fanica nave espacial a ter visto de perto os gigantes gelados. Em 1990, a NASA prolongou novamente a miss\u00e3o, desta vez com o objetivo de enviar as sondas para fora da heliosfera, uma bolha protetora de part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos criada pelo Sol. A Voyager 1 atingiu a fronteira em 2012, enquanto a Voyager 2 (viajando mais devagar e numa dire\u00e7\u00e3o diferente da sua g\u00e9mea) a atingiu em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/voyager-program\/nasas-voyager-team-focuses-on-software-patch-thrusters\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Heliosfera:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espa\u00e7o interestelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nave espacial Voyager 1 da NASA \u00e9 representada, nesta ilustra\u00e7\u00e3o, a viajar pelo espa\u00e7o interestelar, ou o espa\u00e7o entre as estrelas, no qual entrou em 2012. 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