{"id":6424,"date":"2023-10-10T06:18:04","date_gmt":"2023-10-10T05:18:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6424"},"modified":"2023-10-10T06:18:05","modified_gmt":"2023-10-10T05:18:05","slug":"relampagos-em-venus-um-estudo-sugere-que-talvez-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/10\/10\/relampagos-em-venus-um-estudo-sugere-que-talvez-nao\/","title":{"rendered":"Rel\u00e2mpagos em V\u00e9nus? Um estudo sugere que talvez n\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e9nus poder\u00e1 ser um lugar (ligeiramente) mais gentil do que alguns cientistas pensam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa nova investiga\u00e7\u00e3o, f\u00edsicos espaciais da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, entraram num debate surpreendentemente longo na ci\u00eancia do Sistema Solar: Ser\u00e1 que existem rel\u00e2mpagos no segundo planeta a contar do Sol?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados da equipa acrescentam novas e fortes evid\u00eancias que sugerem que, n\u00e3o, provavelmente n\u00e3o se veriam rel\u00e2mpagos nas nuvens espessas e \u00e1cidas de V\u00e9nus &#8211; ou, pelo menos, n\u00e3o com muita frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4118\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Venus-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O planeta V\u00e9nus.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 cerca de 40 anos que se discute a exist\u00eancia de rel\u00e2mpagos em V\u00e9nus&#8221;, disse Harriet George, autora principal do novo estudo e investigadora de p\u00f3s-doutoramento no LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics). &#8220;Esperamos que, com os nossos novos dados dispon\u00edveis, possamos ajudar a reconciliar esse debate&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela e a sua equipa publicaram as suas conclus\u00f5es no dia 29 de setembro na revista Geophysical Research Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o mergulha profundamente num dos corpos mais misteriosos e in\u00f3spitos do Sistema Solar. V\u00e9nus tem aproximadamente o mesmo tamanho que a Terra, mas a sua atmosfera densa e rica em di\u00f3xido de carbono levou a um efeito de estufa descontrolado. Qualquer pessoa que estivesse no solo enfrentaria temperaturas abrasadoras de 480\u00ba C e press\u00f5es atmosf\u00e9ricas esmagadoras. Nunca nenhuma nave espacial sobreviveu mais do que algumas horas \u00e0 superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para explorar este mundo extremo, os investigadores recorreram a uma ferramenta cient\u00edfica que n\u00e3o foi de todo concebida para estudar V\u00e9nus: A Parker Solar Probe da NASA, que foi lan\u00e7ada em 2018 como parte de uma miss\u00e3o de sete anos para investigar a f\u00edsica da coroa solar, ou atmosfera mais externa, e o vento solar. A Parker Solar Probe foi concebida, constru\u00edda e \u00e9 atualmente operada pelo JHUAPL (Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory), que lidera a miss\u00e3o para a NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em fevereiro de 2021, a sonda espacial passou \u00e0 volta de V\u00e9nus a uma dist\u00e2ncia de cerca de 2400 quil\u00f3metros. No processo, os seus instrumentos captaram d\u00fazias daquilo a que os cientistas chamam &#8220;ondas whistler&#8221; &#8211; pulsos de energia que, pelo menos na Terra, podem ser desencadeados por rel\u00e2mpagos. Os dados da equipa mostraram que as ondas whistler de V\u00e9nus podem n\u00e3o ter origem nos rel\u00e2mpagos, mas sim em perturba\u00e7\u00f5es nos fracos campos magn\u00e9ticos que envolvem o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados concordam com um estudo de 2021 que n\u00e3o conseguiu detetar ondas de r\u00e1dio geradas por rel\u00e2mpagos provenientes de V\u00e9nus. A investiga\u00e7\u00e3o foi liderada por Marc Pulupa, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">David Malaspina, coautor do novo estudo, disse que os resultados mostram o pouco que os humanos sabem sobre um dos nossos vizinhos mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito raro que novos instrumentos cient\u00edficos cheguem a V\u00e9nus&#8221;, disse Malaspina, professor assistente do LASP e do Departamento de Ci\u00eancias Astrof\u00edsicas e Planet\u00e1rias da mesma universidade. &#8220;N\u00e3o temos muitas oportunidades de fazer este tipo de investiga\u00e7\u00e3o interessante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Noites escuras e tempestuosas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande parte do debate em torno de V\u00e9nus e dos rel\u00e2mpagos remonta a 1978, quando uma nave espacial da NASA chamada Pioneer Venus entrou em \u00f3rbita do g\u00e9meo mais quente e mais furioso da Terra. Quase imediatamente, a nave espacial come\u00e7ou a captar os sinais de ondas whistler a centenas de quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muitos cientistas, estes sinais faziam lembrar um fen\u00f3meno familiar da Terra: os rel\u00e2mpagos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">George explicou que, na Terra, as ondas whistler s\u00e3o frequentemente &#8211; mas nem sempre &#8211; criadas por rel\u00e2mpagos. Os rel\u00e2mpagos, disse ela, podem agitar eletr\u00f5es na atmosfera do planeta, que depois lan\u00e7am ondas que espiralam para o espa\u00e7o. Estas ondas criam tons de assobio que os primeiros operadores de r\u00e1dio na Terra podiam ouvir usando auscultadores, da\u00ed o nome &#8220;whistler&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se as ondas whistler de V\u00e9nus tiverem uma origem semelhante, ent\u00e3o o planeta poder\u00e1 ser um monstro de rel\u00e2mpagos, com cerca de sete vezes mais rel\u00e2mpagos do que a Terra. Os cientistas tamb\u00e9m detetaram rel\u00e2mpagos em Saturno e J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Alguns cientistas viram essas assinaturas e disseram: &#8216;Isso pode ser um rel\u00e2mpago'&#8221;, disse George. &#8220;Outros disseram: &#8216;Na verdade, pode ser outra coisa&#8217;. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 d\u00e9cadas que se anda para tr\u00e1s e para a frente sobre o assunto&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/8d\/9a0zT21Q_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/8d\/9a0zT21Q_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista da Parker Solar Probe a passar por V\u00e9nus.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/Steven Gribben<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um encontro com V\u00e9nus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Parker Solar Probe pode fornecer aos cientistas a oportunidade de resolver definitivamente o debate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">George disse que a nave espacial passar\u00e1 por V\u00e9nus sete vezes durante a sua miss\u00e3o, utilizando estes &#8220;flybys&#8221; para se aproximar cada vez mais do Sol. Em 2021, durante a sua quarta manobra do g\u00e9nero, a sonda aproximou-se bastante do planeta &#8211; passando pela sombra projetada por tr\u00e1s de V\u00e9nus, um local privilegiado para procurar ondas whistler.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para encontrar esses sinais, George, Malaspina e os seus colegas usaram a Experi\u00eancia FIELDS da Parker Solar Probe, um conjunto de sensores de campo el\u00e9trico e magn\u00e9tico que saem da nave espacial como antenas (uma equipa da CU Boulder e do LASP concebeu e construiu o Digital Fields Board, que analisa os sinais dos sensores FIELDS).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, quando os investigadores analisaram um conjunto dessas ondas whistler, notaram algo surpreendente: as ondas whistler de V\u00e9nus estavam a ir na dire\u00e7\u00e3o errada. Pareciam estar a mover-se para baixo, em dire\u00e7\u00e3o ao planeta, e n\u00e3o para o espa\u00e7o, como seria de esperar de uma tempestade de rel\u00e2mpagos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estavam a dirigir-se para tr\u00e1s, ao contr\u00e1rio do que toda a gente tinha imaginado nos \u00faltimos 40 anos&#8221;, disse Malaspina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que est\u00e1 a causar estas ondas whistler para tr\u00e1s n\u00e3o \u00e9 claro. George e Malaspina suspeitam que possam surgir de um fen\u00f3meno chamado reconex\u00e3o magn\u00e9tica &#8211; em que as linhas de campo magn\u00e9tico que rodeiam V\u00e9nus se separam e voltam a juntar-se com resultados explosivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para j\u00e1, os investigadores dizem que precisam de analisar mais ondas whistler para excluir completamente a causa dos rel\u00e2mpagos. Ter\u00e3o a pr\u00f3xima oportunidade em novembro de 2024, quando a Parker Solar Probe fizer a sua \u00faltima passagem por V\u00e9nus, descendo a menos de 400 quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie &#8211; ro\u00e7ando o topo da atmosfera &#8220;pastosa&#8221; do planeta, disse Malaspina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Parker Solar Probe \u00e9 uma nave espacial muito capaz. Para onde quer que v\u00e1, encontra algo novo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Why NASA&#039;s Parker Solar Probe Swings By Venus\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y91nNh0ZG9M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.colorado.edu\/today\/2023\/10\/02\/does-lightning-strike-venus-maybe-not-study-suggests\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Colorado em Boulder (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2023GL105426\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/parker-solar-probe-truth-lightning-venus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/venus-famous-lightning-might-not-be-lightning-after-all\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-10-lightning-venus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/relampagos-venus-nao-sao-parecem-560582\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ondas whistler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Whistler_(radio)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00e9nus:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/venus\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Venus_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Parker Solar Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/content\/goddard\/parker-solar-probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/parkersolarprobe.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Parker_Solar_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00e9nus poder\u00e1 ser um lugar (ligeiramente) mais gentil do que alguns cientistas pensam. 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