{"id":6388,"date":"2023-09-26T06:21:52","date_gmt":"2023-09-26T05:21:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6388"},"modified":"2023-09-26T06:21:52","modified_gmt":"2023-09-26T05:21:52","slug":"os-astronomos-descobriram-uma-abundancia-de-galaxias-semelhantes-a-via-lactea-no-universo-primitivo-reescrevendo-as-teorias-da-evolucao-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/09\/26\/os-astronomos-descobriram-uma-abundancia-de-galaxias-semelhantes-a-via-lactea-no-universo-primitivo-reescrevendo-as-teorias-da-evolucao-cosmica\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos descobriram uma abund\u00e2ncia de gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea no Universo primitivo, reescrevendo as teorias da evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"656\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o-1024x656.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6389\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o-1024x656.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o-300x192.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o-768x492.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/hSVZPsLl_o.jpg 1301w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens, obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, das rec\u00e9m-descobertas gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea observadas no Universo primitivo. Cada linha mostra uma gal\u00e1xia diferente, observada nos comprimentos de onda infravermelhos a que o JWST obt\u00e9m dados de imagem.<br>Cr\u00e9dito: L. Ferreira, C. Conselice<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o publicada na passada sexta-feira, as gal\u00e1xias dos prim\u00f3rdios do Universo s\u00e3o mais parecidas com a nossa Via L\u00e1ctea do que se pensava, alterando toda a narrativa da forma como os cientistas pensam sobre a forma\u00e7\u00e3o de estruturas no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST), uma equipa internacional de investigadores, incluindo investigadores da Universidade de Manchester e da Universidade de Victoria, no Canad\u00e1, descobriu que gal\u00e1xias como a nossa Via L\u00e1ctea dominam o Universo e s\u00e3o surpreendentemente comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas gal\u00e1xias remontam a um passado long\u00ednquo na hist\u00f3ria do Universo, com muitas delas a formarem-se h\u00e1 10 mil milh\u00f5es de anos ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Via L\u00e1ctea \u00e9 uma gal\u00e1xia t\u00edpica de &#8220;disco&#8221;, com uma forma semelhante a uma panqueca ou a um CD, girando em torno do seu centro e contendo frequentemente bra\u00e7os em espiral. Pensa-se que estas gal\u00e1xias s\u00e3o as mais comuns no Universo pr\u00f3ximo e podem ser o tipo de gal\u00e1xias onde a vida se pode desenvolver, dada a natureza da sua hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os astr\u00f3nomos consideravam anteriormente que estas gal\u00e1xias eram demasiado fr\u00e1geis para existir no Universo primitivo, quando as fus\u00f5es de gal\u00e1xias eram mais comuns, destruindo o que pens\u00e1vamos ser as suas formas delicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova descoberta, publicada na revista The Astrophysical Journal, conclui que estas gal\u00e1xias de &#8220;disco&#8221; s\u00e3o dez vezes mais comuns do que os astr\u00f3nomos pensavam com base em observa\u00e7\u00f5es anteriores do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>Christopher Conselice, professor de Astronomia Extragal\u00e1ctica na Universidade de Manchester, afirmou: &#8220;Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, pens\u00e1mos que as gal\u00e1xias de disco eram quase inexistentes at\u00e9 o Universo ter cerca de seis mil milh\u00f5es de anos, mas estes novos resultados do JWST empurram o momento da forma\u00e7\u00e3o destas gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea at\u00e9 quase ao in\u00edcio do Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8e\/f2\/o5bqsDgj_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8e\/f2\/o5bqsDgj_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Compara\u00e7\u00e3o das mesmas gal\u00e1xias com observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Mostra claramente como o JWST est\u00e1 a observar caracter\u00edsticas e propriedades que o Hubble n\u00e3o consegue.<br>Cr\u00e9dito: L. Ferreira, C. Conselice<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o altera completamente o entendimento existente sobre a forma como os cientistas pensam que o nosso Universo evolui, e os cientistas dizem que \u00e9 necess\u00e1rio considerar novas ideias.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor principal, Leonardo Ferreira, da Universidade de Victoria, afirmou: &#8220;Durante mais de 30 anos pensou-se que estas gal\u00e1xias em disco eram raras no Universo primitivo devido aos encontros violentos comuns a que as gal\u00e1xias est\u00e3o sujeitas. O facto do JWST ter encontrado tantas \u00e9 mais um sinal do poder deste instrumento e de que as estruturas das gal\u00e1xias se formam mais cedo no Universo, muito mais cedo, de facto, do que algu\u00e9m tinha previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensava-se que as gal\u00e1xias em disco, como a Via L\u00e1ctea, eram relativamente raras ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica e que s\u00f3 se formavam depois do Universo j\u00e1 ter atingido a meia-idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Anteriormente, os astr\u00f3nomos que utilizavam o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble pensavam que as gal\u00e1xias tinham sobretudo estruturas irregulares e peculiares que se assemelhavam a fus\u00f5es. No entanto, as capacidades superiores do JWST permitem-nos agora ver a verdadeira estrutura destas gal\u00e1xias pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores afirmam que este \u00e9 mais um sinal de que a &#8220;estrutura&#8221; do Universo se forma muito mais rapidamente do que se previa.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Conselice continua: &#8220;Estes resultados do JWST mostram que as gal\u00e1xias em disco, como a nossa Via L\u00e1ctea, s\u00e3o o tipo de gal\u00e1xia mais comum no Universo. Isto implica que a maioria das estrelas existe e se forma no interior destas gal\u00e1xias, o que est\u00e1 a mudar a nossa compreens\u00e3o completa de como a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias ocorre. Estes resultados tamb\u00e9m sugerem quest\u00f5es importantes sobre a mat\u00e9ria escura no Universo primitivo, sobre a qual sabemos muito pouco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com base nos nossos resultados, os astr\u00f3nomos t\u00eam de repensar a compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias e de como a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias ocorreu nos \u00faltimos 10 mil milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.manchester.ac.uk\/discover\/news\/astronomers-find-abundance-of-milky-way-like-galaxies-in-early-universe-rewriting-cosmic-evolution-theories\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Manchester (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/acec76\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.01110\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de &#8220;disco&#8221;:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Disc_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o de Hubble:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_sequence\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do 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