{"id":6354,"date":"2023-09-12T06:22:09","date_gmt":"2023-09-12T05:22:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6354"},"modified":"2023-09-12T06:22:09","modified_gmt":"2023-09-12T05:22:09","slug":"estudo-aponta-para-a-existencia-dos-buracos-negros-mais-proximos-da-terra-no-enxame-estelar-das-hiades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/09\/12\/estudo-aponta-para-a-existencia-dos-buracos-negros-mais-proximos-da-terra-no-enxame-estelar-das-hiades\/","title":{"rendered":"Estudo aponta para a exist\u00eancia dos buracos negros mais pr\u00f3ximos da Terra no enxame estelar das H\u00edades"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6355\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o-768x511.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/BJub4PMb_o.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem do enxame aberto das H\u00edades.<br>Cr\u00e9dito: Jose Mtanous<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo cient\u00edfico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere a exist\u00eancia de v\u00e1rios buracos negros no enxame das H\u00edades &#8211; o enxame aberto mais pr\u00f3ximo do nosso Sistema Solar &#8211; o que faria deles os buracos negros mais pr\u00f3ximos da Terra alguma vez detetados. O estudo resulta de uma colabora\u00e7\u00e3o entre um grupo de cientistas liderado por Stefano Torniamenti, da Universidade de P\u00e1dua (It\u00e1lia), com a participa\u00e7\u00e3o significativa de Mark Gieles e Friedrich Anders, ambos da Faculdade de F\u00edsica da Universidade de Barcelona e do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha (IEEC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais concretamente, a descoberta ocorreu durante uma estadia de investiga\u00e7\u00e3o do perito Stefano Torniamenti no ICCUB (Instituto de Ci\u00eancias do Cosmos da Universidade de Barcelona), uma das unidades de investiga\u00e7\u00e3o que integram o IEEC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros no enxame estelar das H\u00edades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a sua descoberta, os buracos negros s\u00e3o um dos fen\u00f3menos mais misteriosos e fascinantes do Universo e tornaram-se objeto de estudo para investigadores de todo o mundo. Isto \u00e9 particularmente verdade para os buracos negros pequenos, porque foram observados durante a dete\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais. Desde a dete\u00e7\u00e3o das primeiras ondas gravitacionais em 2015 que os especialistas t\u00eam observado muitos eventos que correspondem a fus\u00f5es de pares de buracos negros de baixa massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o estudo publicado, a equipa de astrof\u00edsicos utilizou simula\u00e7\u00f5es que rastreiam o movimento e a evolu\u00e7\u00e3o de todas as estrelas das H\u00edades &#8211; localizadas a uma dist\u00e2ncia do Sol de cerca de 45 parsecs (cerca de 150 anos-luz) &#8211; para reproduzir o seu estado atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os enxames abertos s\u00e3o grupos de centenas de estrelas que partilham certas propriedades, como a idade e as caracter\u00edsticas qu\u00edmicas. Os resultados da simula\u00e7\u00e3o foram comparados com as posi\u00e7\u00f5es e velocidades atuais das estrelas das H\u00edades, que s\u00e3o agora conhecidas com precis\u00e3o a partir de observa\u00e7\u00f5es feitas pelo sat\u00e9lite Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas simula\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem corresponder simultaneamente \u00e0 massa e ao tamanho das H\u00edades se alguns buracos negros estiverem atualmente presentes no centro do enxame (ou at\u00e9 recentemente)&#8221;, diz Stefano Torniamenti, investigador p\u00f3s-doutorado na Universidade de P\u00e1dua e primeiro autor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As propriedades observadas das H\u00edades s\u00e3o mais bem reproduzidas por simula\u00e7\u00f5es com dois ou tr\u00eas buracos negros no presente, embora as simula\u00e7\u00f5es em que todos os buracos negros foram ejetados (h\u00e1 menos de 150 milh\u00f5es de anos, aproximadamente o \u00faltimo quarto da idade do enxame) possam ainda assim dar uma boa correspond\u00eancia, porque a evolu\u00e7\u00e3o do enxame n\u00e3o poderia apagar os vest\u00edgios da sua anterior popula\u00e7\u00e3o de buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos resultados indicam que os buracos negros nascidos nas H\u00edades ainda est\u00e3o dentro do enxame, ou muito perto dele. Isto torna-os os buracos negros mais pr\u00f3ximos do Sol, muito mais pr\u00f3ximos do que o anterior candidato (nomeadamente o buraco negro Gaia BH1, que se encontra a 480 parsecs do Sol).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, os avan\u00e7os do Gaia tornaram poss\u00edvel, pela primeira vez, estudar em pormenor a posi\u00e7\u00e3o e a velocidade das estrelas de enxames abertos e identificar estrelas individuais com confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta observa\u00e7\u00e3o ajuda-nos a compreender como a presen\u00e7a de buracos negros afeta a evolu\u00e7\u00e3o dos enxames estelares e como estes, por sua vez, contribuem para as fontes de ondas gravitacionais&#8221;, afirma Mark Gieles, membro do Departamento de F\u00edsica Qu\u00e2ntica e Astrof\u00edsica da Universidade de Barcelona e anfitri\u00e3o do primeiro autor nessa cidade. &#8220;Estes resultados tamb\u00e9m nos d\u00e3o uma ideia de como estes objetos misteriosos est\u00e3o distribu\u00eddos pela Gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo estudo \u00e9 o resultado de uma estreita colabora\u00e7\u00e3o entre a Universidade de P\u00e1dua, o ICUBB-IEEC, a Universidade de Cambridge (Reino Unido), o Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) e a Universidade Nacional Sun Yat-sen (China).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/web.ub.edu\/en\/web\/actualitat\/w\/study-hints-at-the-existence-of-the-closest-black-holes-to-earth-in-the-hyades-star-cluster\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Barcelona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/524\/2\/1965\/7210551?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2303.10188\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame de estrelas das H\u00edades:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/hyades.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hyades_(star_cluster)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem do enxame aberto das H\u00edades.Cr\u00e9dito: Jose Mtanous Um artigo cient\u00edfico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere a exist\u00eancia de v\u00e1rios buracos negros no enxame das H\u00edades &#8211; o enxame aberto mais pr\u00f3ximo do nosso Sistema Solar &#8211; o que faria deles os buracos negros mais pr\u00f3ximos da Terra alguma &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6355,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,50,16,1],"tags":[192,311,1067],"class_list":["post-6354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-gaia","tag-hiades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6356,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6354\/revisions\/6356"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}