{"id":6315,"date":"2023-08-29T06:24:21","date_gmt":"2023-08-29T05:24:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6315"},"modified":"2023-08-29T06:28:16","modified_gmt":"2023-08-29T05:28:16","slug":"misteriosa-mancha-escura-de-neptuno-detetada-pela-primeira-vez-a-partir-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/08\/29\/misteriosa-mancha-escura-de-neptuno-detetada-pela-primeira-vez-a-partir-da-terra\/","title":{"rendered":"Misteriosa mancha escura de Neptuno detetada pela primeira vez a partir da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2314a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/u3l0rKcd_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6316\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/u3l0rKcd_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/u3l0rKcd_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/u3l0rKcd_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/u3l0rKcd_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra Neptuno observado com o instrumento MUSE, montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO. Para cada pixel de Neptuno, o MUSE separa a luz nas suas cores, ou comprimentos de onda, constituintes. Este processo \u00e9 semelhante a obter imagens de milhares de comprimentos de onda todos ao mesmo tempo, o que fornece aos astr\u00f3nomos uma enorme quantidade de informa\u00e7\u00e3o preciosa. A imagem da direita combina todas as cores capturadas pelo MUSE numa vista &#8220;normal&#8221; de Neptuno, onde podemos ver a mancha escura em cima \u00e0 direita. Seguidamente vemos imagens para comprimentos de onda espec\u00edficos: 551 nan\u00f3metros (azul), 831 nm (verde) e 848 nm (vermelho); note que as cores s\u00e3o indicativas, apenas para efeitos de apresenta\u00e7\u00e3o. A mancha escura torna-se mais proeminente para comprimentos de onda mais pequenos (mais azuis). Mesmo ao lado desta mancha escura, o MUSE capturou tamb\u00e9m uma pequena mancha brilhante, que podemos ver apenas na imagem do meio de 831 nm e que se situa em profundidade na atmosfera. Este tipo de nuvem brilhante profunda nunca tinha sido identificada no planeta anteriormente. As imagens mostram tamb\u00e9m, nos maiores comprimentos de onda, v\u00e1rias manchas brilhantes menos profundas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 periferia de Neptuno, em baixo \u00e0 esquerda. A obten\u00e7\u00e3o de imagens da mancha escura de Neptuno a partir do solo, foi apenas poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 Infrastrutura de \u00f3ptica adaptativa do VLT, a qual corrige a turbul\u00eancia na atmosfera terrestre e permite ao MUSE obter imagens muito n\u00edtidas. Para destacar melhor as t\u00e9nues estruturas escuras e brilhantes do planeta, os astr\u00f3nomos trataram cuidadosamente os dados MUSE, obtendo o que aqui vemos.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/P. Irwin et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos observaram uma enorme mancha escura na atmosfera de Neptuno com um inesperado ponto brilhante adjacente mais pequeno. Trata-se da primeira vez que uma mancha escura neste planeta \u00e9 observada com um telesc\u00f3pio a partir da Terra. Estas estruturas ocasionais no fundo azul da atmosfera de Neptuno s\u00e3o um mist\u00e9rio para os astr\u00f3nomos e estes novos resultados d\u00e3o-nos pistas adicionais sobre a sua natureza e origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As manchas grandes s\u00e3o estruturas comuns nas atmosferas dos planetas gigantes, sendo a mais famosa a Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter. Em 1989, a sonda Voyager 2 da NASA descobriu pela primeira vez uma mancha escura em Neptuno, a qual desapareceu alguns anos mais tarde. &#8220;Desde a primeira descoberta de uma mancha escura que tive curiosidade em saber o que seriam estas estruturas escuras elusivas de curta dura\u00e7\u00e3o,&#8221; diz Patrick Irwin, professor na Universidade de Oxford e investigador principal do estudo publicado na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mysterious Neptune Dark Spot Detected from Earth | ESOcast Light\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jwC3EcvJPm0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Irwin e a sua equipa utilizaram dados do VLT do ESO para excluir a possibilidade das manchas escuras serem causadas por uma &#8220;abertura&#8221; nas nuvens. Em vez disso, as novas observa\u00e7\u00f5es indicam que as manchas escuras s\u00e3o provavelmente devidas ao escurecimento de part\u00edculas de ar numa camada abaixo da camada principal de neblina vis\u00edvel, \u00e0 medida que os gelos e as neblinas se misturam na atmosfera de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegar a esta conclus\u00e3o n\u00e3o foi tarefa f\u00e1cil, j\u00e1 que as manchas escuras n\u00e3o s\u00e3o estruturas permanentes da atmosfera de Neptuno e os astr\u00f3nomos nunca tinham conseguido estud\u00e1-las com detalhe suficiente. A oportunidade surgiu depois do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA ter descoberto v\u00e1rias manchas escuras na atmosfera de Neptuno, incluindo uma no hemisf\u00e9rio norte do planeta, observada pela primeira vez em 2018. Irwin e a sua equipa aproveitaram esta oportunidade para a estudar a partir do solo, fazendo uso de um instrumento ideal para estas dif\u00edceis observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2314b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ea\/95\/KXij9hg5_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra Neptuno observado pelo instrumento MUSE montado no VLT do ESO. Para cada pixel de Neptuno, o MUSE separa a luz nas suas cores, ou comprimentos de onda, constituintes. Este processo \u00e9 semelhante a obter imagens de milhares de comprimentos de onda todos ao mesmo tempo, o que fornece aos astr\u00f3nomos uma enorme quantidade de informa\u00e7\u00e3o preciosa. Esta imagem combina todas as cores capturadas pelo MUSE numa vista &#8220;normal&#8221; de Neptuno, onde podemos ver a mancha escura em cima \u00e0 direita.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/P. Irwin et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT, os investigadores conseguiram separar a luz solar refletida por Neptuno e pela sua mancha nas cores, ou comprimentos de onda, que a comp\u00f5em, e obter assim um espectro tridimensional, o que significa que conseguiram estudar a mancha com mais pormenor do que o que era poss\u00edvel at\u00e9 \u00e0 data. &#8220;Estou bastante contente por termos sido capazes de obter n\u00e3o s\u00f3 a primeira dete\u00e7\u00e3o de uma mancha escura a partir do solo, mas tamb\u00e9m de registar pela primeira vez o espectro de reflex\u00e3o de uma tal estrutura&#8221;, diz Irwin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que diferentes comprimentos de onda sondam diferentes profundidades na atmosfera de Neptuno, a obten\u00e7\u00e3o de um espetro permitiu aos astr\u00f3nomos determinar melhor a altitude a que se encontra a mancha escura na atmosfera do planeta. O espetro forneceu tamb\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das diferentes camadas da atmosfera, o que deu \u00e0 equipa pistas sobre a raz\u00e3o pela qual a mancha nos aparece escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas observa\u00e7\u00f5es levaram tamb\u00e9m a um resultado surpreendente. &#8220;Neste processo, descobrimos um tipo raro de nuvem brilhante e profunda que nunca tinha sido identificado anteriormente, mesmo a partir do espa\u00e7o,&#8221; diz o coautor do estudo, Michael Wong, investigador na Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley, EUA. Este tipo raro de nuvem mostrou-se-nos como uma mancha brilhante mesmo ao lado da mancha escura principal. Os dados do VLT mostram que a nova &#8220;nuvem brilhante profunda&#8221; se encontra na atmosfera ao mesmo n\u00edvel que a mancha escura principal. Isto significa que se trata de um tipo de estrutura completamente nova sem rela\u00e7\u00e3o com as pequenas nuvens &#8220;companheiras&#8221; de gelo de metano observadas anteriormente a grande altitude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda do VLT do ESO, os astr\u00f3nomos podem agora estudar estruturas como estas manchas a partir da Terra. &#8220;Este \u00e9 um aumento espantoso da capacidade da humanidade para observar o cosmos. No in\u00edcio, s\u00f3 consegu\u00edamos detetar estas manchas com o aux\u00edlio de sondas espaciais enviadas para o local, como a Voyager. Depois, conseguimos distingui-las \u00e0 dist\u00e2ncia com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Agora, a tecnologia avan\u00e7ou para permitir fazer o mesmo a partir do solo&#8221;, conclui Wong, antes de acrescentar, na brincadeira: &#8220;Como observador Hubble, isto pode levar-me ao desemprego!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2314\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-023-02047-0\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2308.12889\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/999225\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/weird-dark-spot-neptune-bright-spot-buddy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/162911\/one-of-neptunes-dark-spots-finally-seen-from-earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-08-mysterious-neptune-dark-earth.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/neptune-vlt-dark-spot-hubble-bright\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/neptune-dark-spots\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2389160-mysterious-dark-spot-on-neptune-seen-from-earth-for-the-first-time\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/ground-telescopes-study-spots-on-neptune\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2023\/08\/24\/a-massive-new-black-spot-has-been-discovered-on-neptune-say-scientists\/?sh=5679d9a47268\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2023\/08\/24\/mystery-spot-on-neptunes-surface-has-astronomers-baffled-19392053\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/newsround\/66614597\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2023\/08\/25\/world\/neptune-dark-spot-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neptuno:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/neptune\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/neptune\/\" target=\"_blank\">The Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem mostra Neptuno observado com o instrumento MUSE, montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO. 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