{"id":6233,"date":"2023-07-28T06:15:58","date_gmt":"2023-07-28T05:15:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6233"},"modified":"2023-07-28T06:15:58","modified_gmt":"2023-07-28T05:15:58","slug":"fusoes-galacticas-lancam-luz-sobre-o-modelo-de-evolucao-galactica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/07\/28\/fusoes-galacticas-lancam-luz-sobre-o-modelo-de-evolucao-galactica\/","title":{"rendered":"Fus\u00f5es gal\u00e1cticas lan\u00e7am luz sobre o modelo de evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6234\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/uWJczxnX_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem do telesc\u00f3pio Gemini North, no Hawaii, revela um par de gal\u00e1xias espirais em intera\u00e7\u00e3o &#8211; NGC 4568 (em baixo) e NGC 4567 (em cima) &#8211; \u00e0 medida que come\u00e7am a colidir e a fundir-se. As gal\u00e1xias acabar\u00e3o por formar uma \u00fanica gal\u00e1xia el\u00edptica daqui a cerca de 500 milh\u00f5es de anos.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Internacional Gemini\/NOIRLab\/NSF\/AURA; processamento de imagem: T.A. Retor (Universidade do Alaska em Anchorage\/NOIRLab da NSF), J. Miller (Observat\u00f3rio Gemini\/NOIRLab da NSF), M. Zamani (NOIRLab da NSF) e D. de Martin (NOIRLab da NSF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Um astr\u00f3nomo australiano resolveu um mist\u00e9rio centen\u00e1rio sobre a forma como as gal\u00e1xias evoluem de um tipo para outro. O mesmo estudo mostra que a Via L\u00e1ctea, a gal\u00e1xia em que vivemos, nem sempre foi uma espiral. O trabalho do professor Alister Graham, da Universidade de Swinburne, utiliza observa\u00e7\u00f5es e conhecimentos novos e antigos para revelar como ocorre a especia\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias. A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930, o astr\u00f3nomo Edwin Hubble e outros estabeleceram uma sequ\u00eancia de varia\u00e7\u00f5es na anatomia das gal\u00e1xias, agora conhecida como classifica\u00e7\u00e3o de Hubble ou diagrama de Hubble. Esta sequ\u00eancia carece de trajet\u00f3rias evolutivas, mas continua a ser amplamente utilizada para classificar as gal\u00e1xias com base no seu aspeto visual.<\/p>\n\n\n\n<p>As gal\u00e1xias podem conter milhares de milh\u00f5es de estrelas que seguem ordenadamente \u00f3rbitas circulares num disco apinhado ou que &#8220;zumbem&#8221; caoticamente num enxame esf\u00e9rico ou em forma de elipse. Estes discos podem conter padr\u00f5es espirais, sendo que estas gal\u00e1xias espirais definem um dos extremos da classifica\u00e7\u00e3o de Hubble, h\u00e1 muito conhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta sequ\u00eancia, as gal\u00e1xias em forma de lentilha, conhecidas como gal\u00e1xias lenticulares, com uma estrutura esf\u00e9rica central num disco sem espiral, foram consideradas a popula\u00e7\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre as gal\u00e1xias espirais dominadas pelo disco, como a nossa Via L\u00e1ctea, e as gal\u00e1xias de forma el\u00edptica, como M87.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo estudo, o professor Graham analisou imagens \u00f3ticas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e imagens infravermelhas do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer de 100 gal\u00e1xias pr\u00f3ximas. Comparando a sua massa estelar e a massa do buraco negro central, descobriu dois tipos de gal\u00e1xias lenticulares: velhas e pobres em poeira, e ricas em poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>As gal\u00e1xias lenticulares ricas em poeira s\u00e3o constru\u00eddas a partir de fus\u00f5es de gal\u00e1xias espirais. As gal\u00e1xias espirais podem ter um pequeno esferoide central e um disco contendo bra\u00e7os espirais de estrelas, g\u00e1s e poeira que se estendem para fora do centro. As gal\u00e1xias lenticulares poeirentas t\u00eam esferoides e buracos negros notavelmente mais proeminentes do que as gal\u00e1xias espirais e do que as gal\u00e1xias lenticulares pobres em poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa reviravolta dos acontecimentos, a investiga\u00e7\u00e3o do professor Graham mostrou que as gal\u00e1xias espirais residem a meio caminho entre os dois tipos de gal\u00e1xias em forma de lentilha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto redesenha a nossa muito apreciada sequ\u00eancia de gal\u00e1xias&#8221;, diz o professor Graham, &#8220;e, o que \u00e9 mais importante, vemos agora os caminhos evolutivos atrav\u00e9s de uma sequ\u00eancia de &#8216;casamentos&#8217; de gal\u00e1xias, ou aquilo a que na economia se pode referir como aquisi\u00e7\u00f5es e fus\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Se as gal\u00e1xias lenticulares, pobres em poeira, acretam g\u00e1s e material, isso pode perturbar gravitacionalmente o seu disco, induzindo um padr\u00e3o espiral e alimentando a forma\u00e7\u00e3o de estrelas, alterando a sua estrutura e forma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Via L\u00e1ctea tem v\u00e1rias gal\u00e1xias sat\u00e9lites mais pequenas, como a an\u00e3 de Sagit\u00e1rio e a an\u00e3 de C\u00e3o Maior, e a sua estrutura revela uma rica hist\u00f3ria de aquisi\u00e7\u00f5es. \u00c9 prov\u00e1vel que a Via L\u00e1ctea tenha sido, em tempos, uma gal\u00e1xia lenticular pobre em poeira que acretou material, incluindo a sat\u00e9lite Gaia Salsicha-Enc\u00e9lado, e que, com o tempo, evoluiu para a gal\u00e1xia espiral em que vivemos atualmente. Imagens profundas obtidas por in\u00fameros telesc\u00f3pios terrestres nos \u00faltimos anos mostraram que esta \u00e9 uma carater\u00edstica comum \u00e0s gal\u00e1xias espirais.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas aquisi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o mais dram\u00e1ticas. Um &#8216;casamento&#8217; deste tipo est\u00e1 previsto para daqui a 4 a 6 mil milh\u00f5es de anos, quando a Via L\u00e1ctea e a gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda colidirem.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua colis\u00e3o destruir\u00e1 os atuais padr\u00f5es espirais em ambas as gal\u00e1xias, dando origem a uma gal\u00e1xia fundida com um esferoide mais dominante, lan\u00e7ar\u00e1 muitas nuvens de poeira e ser\u00e1 acompanhada por um aumento da massa do buraco negro central. Isto levar\u00e1 ao nascimento de uma gal\u00e1xia lenticular rica em poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A fus\u00e3o subsequente de duas gal\u00e1xias lenticulares poeirentas parece ser suficiente para apagar completamente os seus discos e para criar uma gal\u00e1xia el\u00edptica, incapaz de reter nuvens de g\u00e1s frio com poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>De certa forma, as gal\u00e1xias lenticulares, pobres em poeira, aparecem como um registo f\u00f3ssil das gal\u00e1xias primordiais do Universo. Estas gal\u00e1xias dominadas por discos s\u00e3o muito antigas e comuns. A fus\u00e3o de duas delas, no Universo jovem, pode explicar a recente observa\u00e7\u00e3o pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb de uma gal\u00e1xia massiva dominada por um esferoide quando o Universo tinha 700 milh\u00f5es de anos. Al\u00e9m disso, a nova investiga\u00e7\u00e3o revelou tamb\u00e9m que a fus\u00e3o de duas gal\u00e1xias el\u00edpticas \u00e9 suficiente para explicar as gal\u00e1xias mais massivas do Universo atual, observadas nos centros de enxames de gal\u00e1xias com 1000 membros.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Graham observa que muitas pistas eram conhecidas, mas ainda n\u00e3o tinham sido combinadas numa imagem coesa. Ele diz: &#8220;As coisas encaixaram-se quando se reconheceu que as gal\u00e1xias lenticulares n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica popula\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o que durante muito tempo foram retratadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo trabalho significa que as gal\u00e1xias t\u00eam agora a sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica. &#8220;\u00c9 a sobreviv\u00eancia do mais apto&#8221;, diz o professor Graham, &#8220;o que significa, em \u00faltima an\u00e1lise, o reinado dos esferoides sobre os discos&#8221;. E acrescenta: &#8220;A astronomia tem agora uma nova sequ\u00eancia anat\u00f3mica e, finalmente, uma sequ\u00eancia evolutiva em que se v\u00ea que a especia\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias ocorre atrav\u00e9s do inevit\u00e1vel &#8216;casamento&#8217; de gal\u00e1xias consagrado pela gravidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/galaxy-mergers-shed-light-galactic-evolution-model\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/522\/3\/3588\/7152347?login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2305.03242\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o de Hubble:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_sequence\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia el\u00edptica:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Elliptical_galaxy\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia lenticular:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lenticular_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia espiral:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spiral_galaxy\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Cient\u00edfico Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem do telesc\u00f3pio Gemini North, no Hawaii, revela um par de gal\u00e1xias espirais em intera\u00e7\u00e3o &#8211; NGC 4568 (em baixo) e NGC 4567 (em cima) &#8211; \u00e0 medida que come\u00e7am a colidir e a fundir-se. 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