{"id":6211,"date":"2023-07-18T06:24:48","date_gmt":"2023-07-18T05:24:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6211"},"modified":"2023-07-18T06:25:00","modified_gmt":"2023-07-18T05:25:00","slug":"telescopio-james-webb-avista-possivel-primeiro-vislumbre-das-estrelas-escuras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/07\/18\/telescopio-james-webb-avista-possivel-primeiro-vislumbre-das-estrelas-escuras\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio James Webb avista poss\u00edvel primeiro vislumbre das &#8220;estrelas escuras&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/D4usw8YY_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6212\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/D4usw8YY_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/D4usw8YY_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/D4usw8YY_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/D4usw8YY_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estes tr\u00eas objetos (JADES-GS-z13-0, JADES-GS-z12-0 e JADES-GS-z11-0) foram originalmente identificados como gal\u00e1xias em dezembro de 2022 pelo levantamento JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Agora, uma equipa que inclui Katherine Freese, da Universidade do Texas em Austin, especula que poder\u00e3o ser, na realidade, &#8220;estrelas escuras&#8221;, objetos te\u00f3ricos muito maiores e mais brilhantes do que o nosso Sol, alimentados pela aniquila\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de mat\u00e9ria escura.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas brilham na escurid\u00e3o do espa\u00e7o gra\u00e7as \u00e0 fus\u00e3o, \u00e1tomos que se fundem e libertam energia. Mas e se houver outra forma de energizar uma estrela?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astrof\u00edsicos, incluindo Katherine Freese da Universidade do Texas em Austin, analisou imagens do JWST (James Webb Space Telescope) e encontrou tr\u00eas objetos brilhantes que podem ser &#8220;estrelas escuras&#8221;, objetos te\u00f3ricos muito maiores e mais brilhantes do que o nosso Sol, alimentados pela aniquila\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de mat\u00e9ria escura. Se confirmadas, as estrelas escuras poder\u00e3o revelar a natureza da mat\u00e9ria escura, um dos mais profundos problemas por resolver em toda a f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrir um novo tipo de estrela \u00e9 muito interessante por si s\u00f3, mas descobrir que \u00e9 a mat\u00e9ria escura que est\u00e1 a aliment\u00e1-la &#8211; isso seria incr\u00edvel&#8221;, disse Freese, diretora do Instituto Weinberg de F\u00edsica Te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a mat\u00e9ria escura represente cerca de 25% do Universo, a sua natureza tem escapado aos cientistas. Os cientistas pensam que consiste num novo tipo de part\u00edcula elementar, e a ca\u00e7a \u00e0 dete\u00e7\u00e3o dessas part\u00edculas est\u00e1 em curso. Entre os principais candidatos est\u00e3o as WIMPs (Weakly interacting massive particles). Quando colidem, estas part\u00edculas aniquilam-se, depositando calor em nuvens de hidrog\u00e9nio em colapso e convertendo-as em estrelas escuras brilhantes. A identifica\u00e7\u00e3o de estrelas escuras supermassivas abriria a possibilidade de aprender sobre a mat\u00e9ria escura com base nas suas propriedades observadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). Para al\u00e9m de Freese, os coautores s\u00e3o Cosmin Ilie e Jillian Paulin da Universidade Colgate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es posteriores das propriedades espectrosc\u00f3picas dos objetos, tamb\u00e9m pelo Webb &#8211; incluindo quedas ou excesso de intensidade luminosa em certas bandas de frequ\u00eancia -, poder\u00e3o ajudar a confirmar se estes objetos candidatos s\u00e3o de facto estrelas escuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de estrelas escuras pode tamb\u00e9m ajudar a resolver um problema criado pelo JWST: parece haver demasiadas gal\u00e1xias grandes demasiado cedo no Universo para se ajustarem \u00e0s previs\u00f5es do modelo padr\u00e3o da cosmologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 mais prov\u00e1vel que algo dentro do modelo padr\u00e3o precise de ser ajustado, porque propor algo completamente novo, como n\u00f3s fizemos, \u00e9 sempre menos prov\u00e1vel&#8221;, disse Freese. &#8220;Mas se alguns destes objetos que se parecem com gal\u00e1xias primitivas forem, na realidade, estrelas escuras, as simula\u00e7\u00f5es da forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica encaixam melhor com as observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tr\u00eas estrelas escuras candidatas (JADES-GS-z13-0, JADES-GS-z12-0 e JADES-GS-z11-0) foram originalmente identificadas como gal\u00e1xias em dezembro de 2022 pelo levantamento JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Usando an\u00e1lise espectrosc\u00f3pica, a equipa do JADES confirmou que os objetos foram observados entre 320 milh\u00f5es e 400 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, o que os torna alguns dos objetos mais antigos alguma vez observados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando olhamos para os dados do James Webb, h\u00e1 duas possibilidades concorrentes para estes objetos&#8221;, disse Freese. &#8220;Uma \u00e9 que s\u00e3o gal\u00e1xias que cont\u00eam milh\u00f5es de estrelas normais, de popula\u00e7\u00e3o III. A outra \u00e9 que s\u00e3o estrelas escuras. E, acredite-se ou n\u00e3o, uma estrela escura tem luz suficiente para competir com uma gal\u00e1xia inteira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas escuras podem, teoricamente, crescer at\u00e9 atingirem v\u00e1rios milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol e at\u00e9 10 mil milh\u00f5es de vezes o seu brilho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia das estrelas escuras teve origem numa s\u00e9rie de conversas entre Freese e Doug Spolyar, na altura um estudante da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Cruz. Eles perguntavam-se: O que \u00e9 que a mat\u00e9ria escura faz \u00e0s primeiras estrelas que se formam no Universo? Depois contactaram Paolo Gondolo, um astrof\u00edsico da Universidade do Utah, que se juntou \u00e0 equipa. Ap\u00f3s v\u00e1rios anos de desenvolvimento, publicaram o seu primeiro artigo sobre esta teoria na revista Physical Review Letters em 2008.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.utexas.edu\/2023\/07\/14\/james-webb-telescope-catches-glimpse-of-possible-first-ever-dark-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Texas em Austin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2305762120\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Proceedings of the National Academy of Sciences)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2304.01173\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/nasa-james-webb-space-telescope-stars-dark-matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/massive-suns-powered-by-darkness-may-have-been-spotted-at-the-dawn-of-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-07-james-webb-space-telescope-evidence.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2023\/07\/15\/first-ever-dark-stars-spotted-by-webb-telescope-say-scientists\/?sh=5d9d17756ca6\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela escura:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_star_(dark_matter)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Weakly_interacting_massive_particles\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">WIMPs (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst-nirspec-gto\/jades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/research\/james-webb-space-telescope-advanced-deep-extragalactic-survey-jades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian<\/a><br><a href=\"https:\/\/jades-survey.github.io\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GitHub<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-2-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 2 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estes tr\u00eas objetos (JADES-GS-z13-0, JADES-GS-z12-0 e JADES-GS-z11-0) foram originalmente identificados como gal\u00e1xias em dezembro de 2022 pelo levantamento JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). 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