{"id":6200,"date":"2023-07-14T06:31:37","date_gmt":"2023-07-14T05:31:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6200"},"modified":"2023-07-14T06:31:37","modified_gmt":"2023-07-14T05:31:37","slug":"cientistas-usam-dados-da-messenger-para-medir-cromio-em-mercurio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/07\/14\/cientistas-usam-dados-da-messenger-para-medir-cromio-em-mercurio\/","title":{"rendered":"Cientistas usam dados da MESSENGER para medir cr\u00f3mio em Merc\u00fario"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem de Merc\u00fario, o planeta mais pr\u00f3ximo do Sol, \u00e9 misteriosa em muitos aspetos. Tem um n\u00facleo met\u00e1lico, tal como a Terra, mas o seu n\u00facleo constitui uma fra\u00e7\u00e3o muito maior do seu volume &#8211; 85% em compara\u00e7\u00e3o com 15% da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o MESSENGER (Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging) da NASA, a primeira nave espacial a orbitar Merc\u00fario, registou medi\u00e7\u00f5es que revelam que o planeta tamb\u00e9m difere fortemente da Terra em termos qu\u00edmicos. Merc\u00fario tem relativamente menos oxig\u00e9nio, o que indica que se formou a partir de diferentes blocos de constru\u00e7\u00e3o nos prim\u00f3rdios do Sistema Solar. No entanto, tem sido dif\u00edcil determinar com exatid\u00e3o o estado de oxida\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario a partir dos dados dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o-864x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6201\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o-864x1024.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o-253x300.jpg 253w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o-768x910.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/BloFRTbz_o.jpg 1286w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa da abund\u00e2ncia de cr\u00f3mio, a cores, sobreposto a uma imagem de Merc\u00fario obtida pela sonda MESSENGER.<br>Cr\u00e9dito: Larry Nittler\/Universidade do Estado do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo liderado pelo cientista Larry Nittler, da Escola de Explora\u00e7\u00e3o da Terra e do Espa\u00e7o da Universidade do Estado do Arizona, EUA, foram utilizados dados adquiridos durante a miss\u00e3o MESSENGER para medir e mapear a abund\u00e2ncia do elemento menor cr\u00f3mio na superf\u00edcie de Merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cr\u00f3mio \u00e9 vulgarmente conhecido por ser extremamente brilhante e resistente \u00e0 corros\u00e3o na metalurgia, e d\u00e1 cor aos rubis e \u00e0s esmeraldas. Mas tamb\u00e9m pode existir numa grande variedade de estados qu\u00edmicos, pelo que a sua abund\u00e2ncia pode fornecer informa\u00e7\u00e3o sobre as condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas em que foi incorporado nas rochas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nittler e colaboradores descobriram que a quantidade de cr\u00f3mio varia em Merc\u00fario por um fator de aproximadamente quatro. Os investigadores calcularam modelos te\u00f3ricos da quantidade de cr\u00f3mio que seria de esperar estar presente na superf\u00edcie de Merc\u00fario quando o planeta se separou numa crosta, manto e n\u00facleo em condi\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis. Ao comparar estes modelos com a abund\u00e2ncia de cr\u00f3mio medida, os investigadores descobriram que Merc\u00fario deve ter cr\u00f3mio no seu grande n\u00facleo met\u00e1lico e conseguiram estabelecer novos limites para o estado de oxida\u00e7\u00e3o global do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho aparece na edi\u00e7\u00e3o de julho da revista Journal of Geophysical Research Planets.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que o cr\u00f3mio \u00e9 detetado diretamente e mapeado em qualquer superf\u00edcie planet\u00e1ria&#8221;, disse Nittler. &#8220;Dependendo da quantidade de oxig\u00e9nio dispon\u00edvel, gosta de estar em minerais de \u00f3xido, sulfureto ou metal e, combinando os dados com modelos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, podemos obter informa\u00e7\u00f5es \u00fanicas sobre a origem e a hist\u00f3ria geol\u00f3gica de Merc\u00fario&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coautora Asmaa Boujibar, da Western Washington University, que realizou a modelagem descrita no artigo, acrescentou: &#8220;O nosso modelo, baseado em experi\u00eancias laboratoriais, confirma que a maior parte do cr\u00f3mio em Merc\u00fario est\u00e1 concentrada no seu n\u00facleo. Devido \u00e0 composi\u00e7\u00e3o \u00fanica e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario, n\u00e3o podemos comparar diretamente a sua composi\u00e7\u00e3o superficial com dados obtidos a partir de rochas terrestres. Por isso, \u00e9 essencial realizar experi\u00eancias que simulem o ambiente espec\u00edfico, deficiente em oxig\u00e9nio, em que o planeta se formou, diferente da Terra ou de Marte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo, Nittler, Boujibar e os seus coautores compilaram dados de experi\u00eancias laboratoriais e analisaram o comportamento do cr\u00f3mio sob diferentes abund\u00e2ncias de oxig\u00e9nio no sistema. Posteriormente, desenvolveram um modelo para investigar a distribui\u00e7\u00e3o do cr\u00f3mio entre as diferentes camadas de Merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados demonstram que, \u00e0 semelhan\u00e7a do ferro, uma parte substancial do cr\u00f3mio est\u00e1 de facto sequestrada no n\u00facleo. Os investigadores tamb\u00e9m observaram que, \u00e0 medida que o planeta se torna cada vez mais pobre em oxig\u00e9nio, uma maior quantidade de cr\u00f3mio est\u00e1 escondida no seu interior. Este conhecimento aumenta significativamente a nossa compreens\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o elementar e dos processos geol\u00f3gicos em jogo no planeta Merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20230707-scientists-use-nasa-messenger-mission-data-measure-chromium-mercury\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Estado do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2022JE007691\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Journal of Geophysical Research Planets)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2306.11859\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Merc\u00fario:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mercury_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESSENGER (Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/messenger\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/messenger.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MESSENGER\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A origem de Merc\u00fario, o planeta mais pr\u00f3ximo do Sol, \u00e9 misteriosa em muitos aspetos. Tem um n\u00facleo met\u00e1lico, tal como a Terra, mas o seu n\u00facleo constitui uma fra\u00e7\u00e3o muito maior do seu volume &#8211; 85% em compara\u00e7\u00e3o com 15% da Terra. A miss\u00e3o MESSENGER (Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging) da NASA, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[211,210],"class_list":["post-6200","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-mercurio","tag-messenger"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6202,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200\/revisions\/6202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}